A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

01
Nov 11

 

Na altura em que chega às livrarias o último livro de Valter Hugo Mãe, “O filho de mil homens”, eu compro e leio o penúltimo, “A máquina de fazer espanhóis”. A austeridade obriga-nos a esperar pelas promoções até nos livros, como é o caso. Poupei mais de cinco euros e, desde há algum tempo, vou fazendo assim, espero um ano ou mais pela baixa do preço ou até por eventual edição de bolso da Bertrand ou BIS da Leya.

 

A máquina de fazer espanhóis” trata, duma forma genial, do mundo dos mais velhos, que “educadamente” chamados idosos, quando confrontados com a separação dos seus, quer por motivo de morte dos seus companheiros ou companheiras, quer porque os descendentes não têm condições de os manter nas suas casas ou, simplesmente, porque se querem ver livre deles.

 

A vida num “lar”,onde se respira velhice temperada de ternura, deceções, casmurrices e teimosias, algum humor, ainda sonhos e alucinações e também, porque faz parte da natureza humana, alguma maldade, ocupam as duzentas e oitenta páginas do romance de Valter Hugo Mãe. Um dia-a-dia que inclui uma convivência de “tu cá, tu lá” com a morte que cumpre sempre aquela parte mais obrigatória da vida – o seu fim!

 

Aproveite as promoções e não deixe de ler esta obra. Valter Hugo continua a ser fiel a Vila do Conde de onde só sai quando é mesmo obrigado. Este romance e toda a obra do autor, tem a chancela “Alfaguara”. Esta edição é da “Objectiva” e a primeira de Fevereiro de 2010.

 

Silvestre Félix

 

(Gravura: Capa do Livro)

publicado por voltadoduche às 15:56

23
Ago 11

Valter Hugo Mãe publicou o seu primeiro romance em 2004 e, dois anos depois, com (sem maiúsculas, como ele escreve) “o remorso de Baltazar serapião”, ganhou o Prémio José Saramago. O que acabei agora de ler e que foi a minha estreia na obra do autor é de “chorar por mais” que, aliás, o vou fazer quando o orçamento o permitir.

 

“o apocalipse dos trabalhadores” percorre as vidas e os sentimentos de duas mulheres-a-dias e acompanha o drama dos imigrantes do Leste. Cruza estas duas vertentes do mundo laboral mais sofrido e associa-lhe as carências afetivas que tantas vezes ignoramos porque pouco olhamos com olhos de ver.

 

A ação do romance decorre em Bragança e, também aí, Valter Hugo opta por não dar protagonismo às grandes cidades ao mesmo tempo que destaca a região mais afastada do litoral urbano.  

  

Escreve os romances só com minúsculas e não utiliza outros sinais de pontuação que não sejam vírgulas e pontos.

 

Valter Hugo Mãe, nasceu em Angola no ano de 1971, é licenciado em direito e vive em Vila do Conde. É vocalista do grupo “Governo” e também se dedica às artes plásticas. Tem uma crónica no Jornal de Letras.

 

A 1ª edição foi em 2008 e esta, que é a 4ª, é da Objectiva em Março de 2011.

 

(Gravura: Capa do livro digitalizada)

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:34

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