A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

29
Jan 11

 

Os povos do Magrebe, numa onda de contestação multinacional, decidiram, finalmente, que querem arrear do poder, os governos tiranos e corruptos que há décadas se mantêm na mó de cima nos respetivos Países, engordando as suas contas bancárias e as dos amigos e correligionários.

 

Exatamente como aconteceu na Tunísia, o Presidente Mubarak do Egipto, acaba de demitir o Governo e anunciar reformas que, aparentemente, correspondem a exigências da população, em resultado das manifestações realizadas nesta Sexta-Feira em todo o País.

 

Evidentemente que pretende ganhar tempo. Os tempos não estão fáceis para ele que já preparava um filho para lhe suceder. A democracia nestes Países tem muito pouco a ver como a que nós conhecemos no Ocidente e, na verdade, o poder é autoritário e não dá margem de manobra à reivindicação do povo, quando ela surge. Resultado: Repressão até às últimas consequências.

 

Mubarak não anulou as ordens para a polícia reprimir as manifestações mas, curiosamente, como aconteceu na Tunísia e noutros Países vizinhos, o exército têm-se mantido à margem do poder e, pelo que parece, está mesmo ao lado do povo nesta ação contestatária. Ou seja, não pode haver outra Sexta-Feira como esta, sem que Mubarak e família adote o exemplo do Presidente Tunisino e procure o exílio noutras paragens, se é que não o fará já neste fim-de-semana.

 

Estamos perante as razões que o POVO sempre tem!

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Expresso Online)

publicado por voltadoduche às 01:40

15
Jan 11

 

A situação explosiva na Tunísia é preocupante e faz tremer a tranquilidade (aparente?) dos regimes do Norte de África.

 

A Tunísia, situada entre a Argélia e a Líbia, pátria adoptiva dos Fenícios lá pelos 1.000 A.C. que, com a fundação de Cartago, haviam de criar e desenvolver a grande Civilização Cartaginesa. Hoje, com uma população maioritariamente Árabe e de religião noventa e nove por cento muçulmana sunita.

 

Muito próximo do lado europeu do Mediterrâneo, o País, nos últimos anos, desenvolveu uma forte indústria turística de importação, originando um convívio constante dos seus cidadãos com os visitantes, que, pouco a pouco, foram interiorizando muitas dicas culturais do Ocidente com os resultados agora percetíveis.

 

Esta realidade recente, aliada à crise económica vigente, agravada para a população, com aumentos brutais de produtos de primeira necessidade e com taxas de desemprego elevadas, fez com o povo tivesse vindo para a rua desafiar o regime autoritário do Presidente Bem Ali que tudo controlava.

 

Como sempre acontece em momentos revolucionários, “só se sabe como começa mas nunca se sabe como acaba”. Neste caso, começou com alguns protestos causados pelo aumento dos combustíveis, as manifestações foram engrossando e chegou-se aos inevitáveis confrontos com a polícia. Declarado o Estado de Sítio os manifestantes não acataram e, por último, começaram a exigir a saída de cena do Presidente, há 23 anos no poder.

 

Bem Ali, saiu esta Sexta-Feira do País depois de ter demitido o Governo e marcado eleições daqui a seis meses, mas é o exército que está a exercer o poder nas ruas.

 

Será que se acendeu um rastilho?

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 01:39

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