A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

17
Mar 12

Eu estava lá e vi Ximenes Belo sair do edifício do aeroporto, tomar lugar no descapotável, a partir do qual saudaria todos os milhares de portugueses que o esperavam ali e ao longo do trajeto a percorrer pela cidade de Lisboa.

  

Na pessoa do Bispo de Díli transmitíamos a nossa solidariedade a todo povo de Timor-Leste. Era grande a emoção e tínhamos tomado as “dores” dos timorenses que, por terem escolhido ser independentes, sofreram às mãos dos militares de Suharto e das suas milícias todo o tipo de humilhações; os seus mortos e feridos e a total destruição do País.

 

Estávamos no fim do século XX, 1999 e as constantes manifestações dos portugueses de apoio aos irmãos timorenses não tinham paralelo. Com o nosso apoio e de todo o mundo, Timor-Leste restaurou a sua independência a 20 de Maio de 2002 com a eleição livre do primeiro Presidente, Xanana Gusmão.


Hoje, quase dez anos depois, decorreu a primeira volta da eleição do terceiro Presidente do mais jovem País do universo da LusofoniaTimor-Leste!

 

Um viva aos timorenses!


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:54

02
Out 10

 

Ramos Horta, Presidente de Timor-Leste, está há alguns dias em Portugal mas, considerando as notícias produzidas pelos órgãos de comunicação portugueses, especialmente as televisões, dir-se-ia que estamos enganados, que Ramos Horta estará em qualquer sítio, menos no nosso País.

 

As nossas televisões, que ainda não atingiram aquele número mínimo de repetições daquelas “peças” sobre o OE de 2011 e entrevistas e fóruns para realização do ego de comentadores residentes e de aluguer, estão-se nas tintas para o resto!

 

O povo timorense está no nosso coração e por isso merece toda a nossa atenção e acompanhamento, pelo que, a presença em Portugal de Ramos Horta, deve ser notícia de primeira página e de abertura dos noticiários das televisões.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 12:50

30
Ago 09

Este dia 30 de Agosto em 1999, foi vivido em Portugal com muita emoção. A generalidade da população portuguesa estava mobilizada para esta causa que, embora Timorense, sentíamos com intensidade fraternal.
O esforço, para se chegar ao referendo, tinha sido grande e, nem mesmo as ameaças das milícias pró – indonésias, conseguiram evitar que os Timorenses em massa fossem votar pela Independência do País.
Na verdade o pior estava para vir. As milícias cumpriram o que andavam a prometer. Cinco ou seis dias depois do referendo, e imediatamente a seguir ao anúncio oficial da vitória esmagadora (78,5%) pela independência, o terror começou. As milícias e muitos militares Indonésios, em poucas horas, arrasaram Dili e as principais cidades de Timor Leste, causando mais de mil mortos e muitos milhares de desalojados e deslocados.
O sacrifício foi pesado mas, não fora o êxito do referendo, e o processo teria ficado no impasse, não se sabendo o que poderia ter acontecido.
Assisti, uns dias depois, no aeroporto de Lisboa, à chegada do Bispo de Dili, D. Ximenes Belo. Foi uma loucura. Nunca tinha visto nada igual nas chegadas do aeroporto, e, desde aí, por a  Av. de Berlim e até ao Campo Grande estava tudo apinhado de gente saudando o Bispo, como se estivéssemos a abraçar o povo todo de Timor Leste.
Com tal espontaneidade e entusiasmo, só no nosso 25 de Abril ou no primeiro 1º de Maio de 1974.
SBF
(Gravura: Bandeira de Timor Lete - Wikipédia)
publicado por voltadoduche às 00:52

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