A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

04
Mai 12

 

O terramoto de 1 de Novembro de 1755 destruiu parte considerável do País e, principalmente, Lisboa. A cidade capital do Império foi arrasada três vezes por outros tantos elementos diferentes; A terra que tremeu e a deitou ao chão, o mar e o rio que a inundou e, que no “reverso”, até os destroços lhe roubou, e o fogo que o resto ardeu e os moribundos asfixiou.

 

O romance que é histórico, “Quando Lisboa Tremeu” de Domingos Amaral, transporta o leitor para o meio da tragédia que se abateu sobre a cidade e seus habitantes. Tudo foi destruído incluindo a maior parte dos testemunhos históricos de Portugal.

 

O autor “extrai” algumas personagens que se cruzam naqueles dias a seguir ao terramoto e descreve-nos, duma forma clara, o fanatismo religioso protagonizada pelo repelente padre Malagrida e pela odiada inquisição. Por outro lado e em oposição a um poder real detido pela igreja, dá-nos uma versão, nem sempre positiva, do homem Sebastião José de Carvalho e Melo mas que, no seu papel de ministro e líder numa altura tão dramática, fez sobressair as suas qualidades de Estadista e merecedor dos títulos que o Rei lhe ofereceu. Não tenhamos dúvida que o Marquês de Pombal foi o grande obreiro da recuperação, reorganização e reconstrução de Lisboa.


Domingos Freitas do Amaral nasceu em 1967 na cidade de Lisboa, é escritor, jornalista e diretor da revista GQ.

 

Adquiri a edição de bolso da BISLEYA de Março de 2012 muito acessível à carteira.

 

(Gravura: Capa do livro do site da editora)

 

Silvestre Félix

 

 

 

 

 


01
Nov 10

 

“Quase todos os Palácios e igrejas grandes foram rachados ou abateram em parte e poucas casas ficaram em estado de continuarem a ser habitadas. Todas as pessoas que não foram esmagadas mortalmente pela queda dos edifícios, correram para os largos e para as maiores praças. Aqueles que estavam mais perto do rio, fugiram para a beira da água, procurando salvar-se em botes ou qualquer outra coisa em que fosse possível flutuar. O povo corria e gritava chamando para os navios que fossem em seu socorro mas, enquanto a multidão se juntava à beira do rio, a água elevou-se a uma tal altura que invadiu e inundou a parte mais baixa da cidade, aterrorizando tanto os já horrorizados e míseros habitantes que mesmo aqui de bordo podíamos ouvir os seus gritos terríveis e via-se a multidão correndo de um lado para o outro completamente desorientada, convencida de que tinha chegado o fim do mundo, para depois cair de joelhos implorando o auxílio de Deus Nosso Senhor!”

 

Este texto é parte do relato de um Inglês que tinha entrado a barra do Tejo e assistiu ao terramoto de 1 de Novembro de 1755 de dentro do seu navio no rio frente a Lisboa.

 

Faz hoje 255 anos que Lisboa foi arrasada pelo terrível terramoto seguido de um enorme maremoto, hoje, correntemente designado por tsunami.

 

 O terramoto, de magnitude 9 na escala de Richter, para além de Lisboa, atingiu também fortemente todo o litoral Algarvio e vários outros locais no País. Em Lisboa as vítimas terão andado entre as 20 e 40 mil, que sucumbiram, primeiro à derrocada dos edifícios, depois aos fogos que alastraram a cidade e ainda, afogados pelas ondas gigantes de mais de 10 metros que atingiram as partes mais baixas de Lisboa.

 

Preciosidades artísticas e literárias desapareceram, soterradas ou queimadas. Ruíram o Paço da Ribeira com a magnífica biblioteca que D. João V enriquecera, o teatro da ópera, o Palácio da Corte Real com todos os principais arquivos da administração do Reino, visto ser este o Paço-Sede de Portugal, O Castelo de S. Jorge, o arquivo histórico da Torre do Tombo, Catedrais, Basílicas, Igrejas, hospitais. Nos arquivos perderam-se testemunhos únicos das descobertas, nomeadamente registos das viagens de Vasco da Gama, de Cristovão Colombo, etc ., etc.

 

O Terramoto de 1755 foi o fim de um de ciclo de grande reorganização do Estado, que corresponde aos primeiros cinco anos do reinado de D. José I e da crescente intervenção de Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde Conde de Oeiras e Marquês de Pombal.

 

O que conhecemos hoje por “Baixa Pombalina” corresponde à reconstrução orientada pelo Marquês de Pombal. Estes novos edifícios foram construídos já com proteção anti-sísmica, uma inovação para a época.

SBF

 

(Dicas: História de Portugal de José Hermano Saraiva)


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