A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

12
Out 10

 

Um preso político, tanto o é na China como em qualquer outra parte do mundo. Até em Portugal o era antes de 25 de Abril de 1974.

 

A atribuição do Prémio Nobel da Paz a um opositor chinês, causou forte reação do governo deste País. Desde que, o Comité Nobel Norueguês, anunciou a distinção pela luta “longa e não violenta pelos direitos fundamentais na China”, de Liu Xiaobo, que, na China, todos os canais de televisão nacionais e estrangeiros, rádios, jornais, internet e telemóveis, sofreram cortes e, nalguns casos, apagões, a mando do poderoso departamento de censura chinês e a mulher de Liu foi colocada em prisão domiciliária. O governo reagiu como é normal nas ditaduras.

 

Como também é normal, por todo o mundo se multiplicaram protestos anti-chineses pela reação e apelando à libertação do preso político Liu Xiaobo. Portugal não é exceção, existindo no entanto uma que confirma a regra.

 

O Partido Comunista Português emitiu um comunicado em que lamenta a atribuição do Prémio Nobel da Paz 2010 ao opositor chinês, considerando que é “mais um golpe na credibilidade” deste galardão e que representa “pressões económicas e políticas” à China.

 

Será que os atuais dirigentes do PCP já não se lembram dos seus presos políticos nas prisões fascistas de antes do 25 de Abril?

 

Tenho admiração pela história do PCP, por muitos comunistas e por muitas bandeiras que defendem mas, quando se põem ao lado dum regime que não respeita os mais elementares direitos humanos, fica difícil acreditar no seu discurso a favor da democracia e do desenvolvimento da humanidade

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:06

06
Set 10

 

Pelo rescaldo da Revolução dos Cravos, lá por 1976 e 1977, com a energia dos meus 22/23 anos, aí andava eu com outros camaradas, a bradar aos portugueses o preâmbulo da Constituição da República Portuguesa aprovada na Assembleia da República em 2 de Abril de 1976.

 

Para o campo da minha luta, à época, o documento passou de tolerado a conquista revolucionária e, por isso, defendido em todos os palcos da Nação.

 

O alinhamento dos textos que transmitíamos durante as apresentações, era uma seleção coletiva do grupo que incluía diversos autores portugueses e não só. Lembro-me por exemplo, que o “Operário em construção” de Vinicius de Moraes, fazia parte do programa.

 

O que comecei por dizer, vem a propósito do livro que li este fim-de-semana – SITA VALLES Revolucionária, Comunista até à Morte  – porque associo sempre esta minha fase de andarilho pelas festas e comícios, aos acontecimentos de 27 de Maio de 1977 em Angola. A forma como as coisas se desenrolaram na ex-colónia naqueles dias, eram motivo de conversa entre os elementos do grupo.

 

O desconforto era grande e maior ficou, quando se percebeu que Sita Valles – até dois anos antes, militante do PCP e dirigente de topo da UEC em Portugal – estava presa em Luanda.

 

Lendo a narrativa da autora “Leonor Figueiredo”, percorro lembranças da minha geração durante aqueles anos carregados de voluntarismo e generosidade.

 

Naquela época, “o sonho comandava a vida”, no caso da Sita, comando-a para a morte e, à excepção da família e dos amigos, não teve nada nem ninguém, que lhe salvasse os sonhos.

 

SBF

 

(Links: Aletheia e Parlamento)

publicado por voltadoduche às 19:25

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