A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

07
Jun 09

 

Assim que acabou o jogo da selecção com a Albânia, ganho com muito sofrimento, ouvi os comentadores do costume dizer tão mal da selecção, do seleccionador, de alguns jogadores, da Federação, do futebol português e por aí fora. Afinal de contas ganhamos, com muita dificuldade, mas metemos mais golos que os albaneses. Estes fulanos, que fazem do comentário e da análise profissão, estão convencidos que só são ouvidos quando deitam abaixo, quando são polémicos. Quando dizem que a coisa está bem, ninguém lhes liga nenhuma.
Sem grande esforço na pesquisa, encontrei em cinco minutos, três ou quatro situações em que somos melhor que os outros, mesmo no desporto. É claro que, os exemplos a seguir, não abrem telejornais, não são noticiados nas rádios e não são chamadas de primeira página nos jornais diários.
Na taça do mundo de judo, realizada este fim de semana em Almada, já ganhamos duas medalhas de ouro nas respectivas categorias; Telma Monteiro e Joana Ramos. Uma medalha de bronze para Leandra Freitas.
Na taça da Europa de atletismo a decorrer na Madeira, ganhamos por equipas (Portugal), as taças de 10 000 metros em femininos e masculinos.
Hoje de manhã, na Antena 1, ouvi uma reportagem sobre o programa europeu de ensino “Erasmos”. Entrevistavam-se alunos nacionais e estrangeiros, opinando cada um deles, sobre os vantagens deste programa. Todas as opiniões muito pela positiva, quer os portugueses no estrangeiro, como os estrangeiros em Portugal. Uma das entrevistadas portuguesas que estuda arquitectura em França, realçou especialmente, a maneira como mudou a opinião acerca do nosso país e das coisas que cá se fazem. Logo nos primeiros contactos com colegas franceses e de outros países, percebeu como o nosso país é admirado nesta disciplina. Em arquitectura, o Siza Vieira e o Souto Moura, são universalmente reconhecidos como os maiores, e todos os dias, a nossa conterrânea, sentia isso mesmo. Duma forma geral começou a admirar coisas nacionais que até aqui não tinha reparado. Começou a ter orgulho na sua origem, começou a ter orgulho na história de Portugal, começou a ter orgulho nos portugueses, até começou a ver a RTP Internacional e a interessar-se pelas notícias do nosso país.
Para sairmos desta depressão colectiva, precisamos valorizar os nossos méritos, e, se para isso, tivermos que ouvir um francês, alemão ou Belga dizer que um dos nossos é o maior, paciência. Definitivamente, encaremos os erros e os defeitos, como ferramenta de aprendizagem para que se consiga atingir o bom.
SBF
publicado por voltadoduche às 01:10

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