A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

25
Jun 12

 

 

 

 

Ler os romances de José Rodrigues dos Santos é confirmar o resultado de pesquisa séria que, através do seu personagem exclusivo, Professor Tomás de Noronha, transmite ao leitor conhecimento e “bagagem” para interagir numa saudável polémica.

 

A leitura de “O último segredo”, cravado de críticas por parte de algumas personalidades ligadas à Igreja Católica, foi feita de Bíblia com Novo e Antigo Testamento ao pé, para consulta e motivou-me a ler de seguida na íntegra, “O túmulo da família de Jesus” de Simcha Jacobovici e Charles Pellegrino, com prefácio de James Cameron, que já estava cá em casa. Quero com isto dizer que, no que respeita a «informações históricas e científicas», como se refere no início do livro, «são verdadeiras».

 

Independentemente da leitura de um romance de qualidade como o autor já nos habituou, estamos perante um manancial de informação histórica que enriquece o grau de conhecimento de qualquer leitor. Do ponto de vista religioso o tema é polémico mas, bem vistas as coisas e assumindo a obrigação da procura da verdade, só se fazem perguntas e as respostas são dadas por cada um de nós. 

 

Depois de ter seguido as narrativas do Professor Tomás de Noronha fiquei mais sabido e já espero pelo próximo livro.

 

Parabéns José Rodrigues dos Santos!


Edição da “Gradiva” a primeira em Outubro de 2011.

 

Silvestre Félix


03
Abr 11

Pela abordagem de inúmeros fatos reais, embora encaixados na trama ficcionada que José Rodrigues dos Santos construiu, pela reflexão e interpretação que as principais personagens dão aos acontecimentos, pela caracterização que faz da sociedade portuguesa e dos portugueses em Portugal e nas Colónias, pela descrição de tantas contradições na atuação no terreno dos vários ramos das Forças Armadas e, dentro destas, sendo tropas especiais ou não, por tudo isto e com certeza por muito mais, este romance é um autêntico documento histórico.

 

Li todos os romances de José Rodrigues dos Santos e identifico-me muito com a sua escrita. Tal como já aconteceu com a “Filha do Capitão”, inspirado na experiência contada e recontada de seu Avô paterno que tinha participado na Guerra de 1914-1918, também no “Anjo Branco” se inspirou num familiar e aqui, muito mais perto, no seu próprio Pai. Ele próprio terá convivido com parte do ambiente à época. Decerto resguardado dos acontecimentos, mas, revisitando esses tempo, naturalmente reconstituiu na memória alguns fatos.

 

A denúncia do massacre de "Wiriyamu", que precedeu a famosa visita de Marcelo Caetano à Inglaterra onde até tomates podres lhe atiraram, que os da minha idade ou mais velhos se lembrarão, foi um tempo de muita pressão internacional sobre o regime da ditadura em Portugal. No romance está bem demonstrada a sanguinária conceção de guerra que as tropas especiais de Comandos tinham. Eles eram um dos lados negativos da presença colonial portuguesa em África. Também havia lados bons. Como o “Anjo Branco” outros houve que contribuíram honestamente para o bem-estar e melhoria das condições de vida de Moçambicanos, de Angolanos, Guineenses e todos os povos colonizados pelos portugueses.

 

A edição é da “Gradiva” e a primeira em Outubro de 2010. O título tem estado estes meses todos no “top ten” de vendas, passando pelo primeiro lugar muitas semanas.

 

Silvestre Félix


30
Jun 09

 

 

A Vida num sopro
De José Rodrigues dos Santos

Uma “viagem” ao tempo da ditadura. Com a genialidade de José Rodrigues dos Santos, o leitor entra na história pela “portada” do amor. Dois jovens naqueles anos 30 do século passado, que se apaixonam e que têm a infelicidade de tropeçar, por duas vezes e em tempos diferentes, no salazarismo e nos salazarentos.

A luta antifascista de valor e intenção universal, com os carrascos da pide sempre na cola, era feita no dia a dia de pequenas coisas, que muitas vezes tinham mais a ver com a vontade de eliminar os valores ultra conservadores da sociedade portuguesa. Em crescendo, e como reacção natural à repressão imposta pelo “aparelho”, a consciência da falta de liberdade ia aumentando.
O quadro da época é completado com o desastre da guerra civil espanhola, e com a intervenção “de fininho” das autoridades portuguesas, sempre com a última palavra do ditador e dos carrascos da pide.
Para mim, até agora, o melhor romance do JRS é “A Filha do Capitão”, mas “A vida num sopro” é um excelente romance que recomendo. Tal como desta vez fez o JRS, acho que este período da vida portuguesa, deve ser abordado, duma forma descomprometida e sem tabus, por outros autores portugueses.
A edição é da “Gradiva” e a primeira de Outubro de 2008.
O José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique e é conhecido do grande público através da sua profissão de jornalista da RTP. É Doutorado em Ciências da Comunicação e professor da Universidade Nova de Lisboa. Este é o seu sexto romance.
SBF
(Gravura: Capa do Livro)

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