A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

18
Abr 12

Já não há qualquer espécie de dúvida, em Portugal, o ensino voltou a ser um privilégio de rico como o era no tempo “da outra senhora”.

 

Todos conhecemos um ou outro exemplo de abandono a meio do curso por nega de bolsa ou por inesperada dificuldade financeira. Por outro lado, são muitos os testemunhos de estruturas universitárias que confirmam a situação dramática de tantos e tantos alunos.

 

Para o Governo tudo está normal e o “falatório” não passa de invenção da oposição…


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:07

25
Mar 12

Muitos erros se cometeram durante os governos de Sócrates e estarão sempre associados à crise da dívida pública, à vinda da troika, à hipoteca temporária de soberania, mesmo que este resultado, em parte considerável, tenha sido provocado por fatores estranhos à governação socialista. Imediatamente foram penalizados nas urnas, como se usa nas democracias e, no meio dum “oceano” de normalidade, Passos Coelho toma posse com uma carteira invejável de “créditos” que, entretanto, já estão esgotados.

 

Por muito que tentem, os que estão agora “na mó de cima”, não conseguirão transformar as coisas boas dos seis anos de Sócrates, em obras do diabo. O certo seria corrigir o que disso precisasse, parasse o que errado fosse, seguido, desenvolvido e melhorado o que de bom se encontrasse. Mas não! Basta vir do anterior Governo para logo ser mau até “à última potência”.


A reabilitação das escolas e a gestão da “Parque Escolar” precisaria de algumas correções e ajustamentos aos constrangimentos financeiros deste tempo mas, sustentar uma campanha condenatória como a que está a correr não é “cem por cento” honesto. Todos sabemos que o que tem sido “libertado” do relatório do TC aparece completamente descontextualizado e induz em erro quem lê e quem ouve. É preciso ler tudo, as linhas e as entrelinhas, ir ao terreno, saber como era antes e como é depois das obras, conhecer as explicações (igualmente ao dispor da comunicação social) justificativas das verbas gastas e, acima de tudo, ouvir as comunidades escolares e familiares abrangidas pelo programa de reabilitação.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:37

09
Dez 10

A OCDE deu a conhecer esta Terça-Feira, os resultados do «Estudo Internacional de Provas de literacia de Leitura, de Matemática e de Ciências».

A organização indica no relatório deste estudo, que Portugal foi o País que melhorou mais nestas provas da OCDE”. Na verdade, analisando os gráficos, Portugal aparece sempre no topo e no “Desempenho Científico”, é mesmo, o segundo melhor.

À parte das questões técnicas, quando ouvi a notícia, fiquei contente, como cheguei a pensar (como ainda sou ingénuo) que, a maioria dos portugueses iam ficar. São indicadores importantes para o nosso desenvolvimento e não são simplesmente dados económicos, tem a ver com a nossa escola, com a nossa capacidade de aprendizagem, enfim, com a melhoria de preparação para este difícil futuro, dos nossos filhos e netos. Também é uma boa notícia porque nos puxa para cima contrariando a tendência.

 

Mais uma vez me enganei!

 

O resto da manhã, pelo rádio do carro, nos espaços de participação de ouvintes, ouvi do pior que se pode dizer relativamente à OCDE, ao estudo, às escolas, aos alunos e, claro, ao Governo. Houve uma ou outra excepção que confirmam a regra. Naturalmente que os intervenientes nestes programas de “opinião pública”, vozes das estruturas sindicais dos professores e alguns comentadores que ao correr do dia também ouvi, não representam a maioria do povo português, mas, são eles que têm tempo de antena.

Por outro lado, também acho que o Primeiro-Ministro devia ter evitado invadir todas as vagas na comunicação social, para se engalanar de prestígio pelos bons indicadores apresentados pela OCDE. É assunto nacional importante demais para ele usar sozinho o palco daquela maneira. Com a sua cotação em baixo, a primeira consequência, é inversamente proporcional às suas pretensões. Tem efeito de íman com íman – Em vez de atrair, aumenta a distância!

A credibilidade destas organizações internacionais, como a OCDE, depende sempre: Dos resultados que transmitem e de quem aprecia, se é da oposição ou apoiante do Governo. As pessoas, mesmo o mais banal cidadão, não conseguem ser imparciais. Tudo se baseia na simpatia que se tem pelo partido que está no poder.

 

Os mesmos que ontem disseram cobras e lagartos da OCDE ou destes resultados, são os mesmos que daqui a um ano ou dois, quando (eventualmente) o Governo for doutra cor, vão tecer os mais rasgados elogios à mesma OCDE com resultados idênticos.

 

Somos bons alunos e aprendemos bem as lições dos líderes. A demagogia está a atingir, duma forma preocupante, o cidadão comum.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 01:09

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