A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

06
Mar 11

 

Morreu ontem em Cuba, Alberto Granado, companheiro de viagem de Ernesto Che Guevara por vários países da América do Sul na década de cinquenta do século passado.

 

Saíram de Córdoba, na Argentina, em 4 de Janeiro de 1952, montados na famosa mota “La Poderosa II” e, em finais de Julho, depois de passarem por Chile, Peru e Colômbia, chegam à Venezuela onde se separam. Che tinha 23 anos e Alberto 30. Fazem percursos distintos mas viriam a encontrar-se novamente em Cuba oito anos depois.

 

Ao contrário de Che Guevara, Alberto Granado não pegou em armas. Quando chegou a Cuba com a sua mulher e três filhos, dedicou-se ao ensino e à investigação tendo instalado uma escola de pesquisas biomédicas.

 

Especialista em genética molecular esteve no ativo até 1994.

 

Silvestre Félix

 

(Foto: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 22:00

09
Out 10

 

Em 1967, neste dia 9 de Outubro, Che Guevara morre às mãos do exército boliviano.

 

O guerrilheiro puro, abandona os gabinetes do recente poder conquistado em Havana ao lado de Fidel Castro, para se relançar no seu desígnio – como fizera, mais de um século antes, Simon Bolivar – libertar a América Latina!

 

A verdade das suas convicções, o sofrimento no terreno partilhado com os mais fracos e o combate sem tréguas a todas as injustiças praticadas pelos poderosos, levaram a que Che Guevara fosse admirado pelos progressistas de todo o mundo e, depois de morto, elevado à categoria de herói universal dos oprimidos.

 

Independentemente da concordância ou não com Che Guevara, do ponto de vista ideológico e da maneira como levava as suas ideias à prática, era difícil não o admirar pela pureza do seu exemplo como homem e como revolucionário.

 

Transcrevo a seguir o último parágrafo do “Diário de Che”, escrito por Che Guevara durante o dia 7 de Outubro de 1967, antevéspera da sua morte.

 

“O Exército deu uma estranha informação sobre a presença de 250 homens em Serrano para impedir a passagem dos sitiados, em número de 37, indicando como zona do nosso refúgio a que fica entre Rio Acero e o Oro. A notícia parece ser de diversão.”

 

Foram estas as últimas palavras escritas no diário do Guerrilheiro-Herói.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 23:01

14
Jun 09

 

Já tudo se escreveu e disse sobre ele.

Percebi bem quem era Che Guevara, neste mesmo dia, mas em 1972. A propósito do dia do seu aniversário, o Zé “Barbas” tinha trazido umas folhas dactilografadas

com dados biográficos do Che e também alguns textos sobre a revolução Cubana.

Lembro-me especialmente desse dia, ou melhor, noite. Saímos do “Cabaço” à hora do costume, mais ou menos à meia-noite, e ficamos, como muitas vezes fazíamos, ao cimo da (naquela altura) rua do Curronquinho a conversar, desta vez, sobre o nosso revolucionário. Naquele sítio, a posição era estratégica e garantia que nenhum “bufo” nos espiava.

Para mim, este dia 14 de Junho de 72, foi marcante. A vida deste homem fascinou-me. Não só pela opção ideológica, mas, e fundamentalmente, pela entrega completa a uma causa, abandonando tudo o que era bens

 

materiais, incluindo o cargo governamental em Cuba.

A sua lição de vida, continua a ser exemplo para a humanidade.
SBF
publicado por voltadoduche às 18:12

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