A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

09
Nov 11

Mesmo pela crise dentro, o negócio bancário, também no nosso País, tem dado muitos milhões de euros em dividendos aos seus acionistas.

 

Não sei e por isso não opino, se as regras que vão regulamentar a recapitalização dos bancos portugueses são as mais adequadas ou não. Pela reação dos “banqueiros”, sou levado a acreditar que, porventura, estão mesmo a ser apertados e isso, para mim, é bom sinal. A causa maior para a situação em que estamos foi a omissão reguladora dos Estados face ao comportamento agiota do capital global. Foi a onda ultraliberal que deixou as instituições financeiras tomarem o “freio nos dentes” para especularem como muito bem lhes apeteceu.

 

Pois bem, é tempo dos banqueiros se submeterem ao poder político legítimo. Se querem continuar a dirigir o negócio de dinheiro nos seus bancos, os acionistas que se cheguem à frente com parte dos milhões ganhos nos últimos anos até atingirem o rácio de 9% a que estão obrigados pelas autoridades monetárias. Se não, e para evitar mais surpresas desagradáveis para os depositantes e clientes, têm de usar os 12 mil milhões da Troika cumprindo todas as regras agora aprovadas pelo Governo.

 

A ironia disto tudo é que o aperto aos bancos é imposto pelo Governo mais liberal desde o 25 de Abril.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:06
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05
Abr 11

 

Em 2008, com o estalar da crise financeira internacional, o Estado português correu em auxílio dos banqueiros para que não caíssem como um baralho de cartas.

 

O Estado nacionalizou o BPN, assumiu responsabilidades no BPP e avalisou o universo bancário nacional num valor total de 20 mil milhões de euros. Os custos destas operações estão a ser faturados e quem os pagará são os do costume – O Zé-Povinho!

 

Agora, com pressões de todos os lados, e com as dedadas certeiras dos “mercados” agiotas, o que fazem os mesmos banqueiros que o Estado há pouco mais de 2 anos salvou do colapso? Tira rapidamente todos os tapetes e junta-se ao coro de “inteligentes” para que o Estado vá pedir dinheiro a outros – Para financiamento do Estado, nem mais um tostão, dizem os tais banqueiros.

 

Os bancos continuam a ter muitos milhões de lucro, pagam menos impostos que os outros setores, e, quando toca a mostrarem a cor da camisola, assobiam pró lado.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:54
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09
Fev 11

Os bancos portugueses não tiveram quebra de lucros em 2010 relativamente ao ano anterior.

 

Os quatro maiores: BCP, BES, BPI e Santander Totta, ganharam cerca de 1,4 mil milhões mas, como de arte mágica se tratasse, pagaram em impostos menos 168,8 milhões de euros.

 

É frequente dizer-se, que em tempos de crise se abrem janelas de sucesso. Muita agente duvida desta máxima mas, para a banca portuguesa, é mesmo verdade.

 

Manterem o lucro, “ainda vá que não vá”, agora, pagarem menos imposto, ao invés do que acontece com o resto do País, é condenável sob todos os aspectos.

 

Os portugueses não entendem e é legitimo que se sintam enganados.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:52

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