A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

15
Abr 11

Não nos resolve problema nenhum, nem altera nada do que de mau nos aconteceu mas, não deixa de ser irónico, que venha o Diretor do FMI, sigla que aprendemos a detestar, afirmar que a União Europeia assim não vai lá!

 

Diz Strauss-Khan, a propósito da atual crise, que a Europa «Precisa de ter um plano mais abrangente», acrescenta ainda que «A abordagem fragmentada de lidar um dia com taxas de juro e outro dia com outra coisa qualquer não está a funcionar».

 

Quer dizer, o próprio FMI denuncia a bagunça que vai andando pelos corredores do poder (?) Europeu. Tudo anda ao saber dos interesses e desejos momentâneos do “diretório”. Não interessa nada o coletivo.

 

Os portugueses, independentemente dos dias difíceis que aí vêm com as regras rígidas para garantir o empréstimo, têm de tratar da sua vida e ajudar a cortar a cabeça do polvo. Temos que adotar algumas máximas e levá-las a sério:

 

Consumir nacional, sempre!

 

Esta regra, que tem de ser pessoal e de cidadania. Abrirá caminho ao aumento de produção na agricultura, com destaque para os sub – sectores da pecuária, hortícolas, fruta e cereais. As pescas podem recuperar da letargia a que as políticas aplicadas nas últimas décadas a puseram, bastando para isso que, quando formos comprar peixe, nos habituemos a olhar para a origem do produto.

 

Se cada um de nós tiver a atitude certa, o País andará para a frente, o desemprego diminuirá e ninguém nos pode acusar de protecionismo contrário às diretivas de Bruxelas.

 

Ainda com a mesma determinação patriótica (excluindo o polémico da expressão), é necessário redimensionar, numa perspectiva de desígnio, o relacionamento em todas as áreas com os nossos parceiros da Lusofonia. Esta atitude nacional deverá passar a ser uma, ou melhor, a prioridade!

 

Nunca fui euro-cético, mas estou muito descrente no futuro da União Europeia tal como está e, dum momento para o outro tudo pode desmoronar. Temos de estar prevenidos.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:38

29
Dez 10

 

Um comissário de Bruxelas afirmou ser muito perigoso para a economia da União Europeia, as aquisições de capital-controlo por parte de estrangeiros, principalmente chineses, de empresas europeias que ocupam setores-chave.

 

Em circunstâncias normais seria legítima esta preocupação mas, o que está a abrir portas a estas investidas, é a opção europeia dum caminho recessivo em vez de expansionista.

 

Na prática, o que vai acontecendo, é que os únicos investimentos concretizados, têm de fato origem chinesa e dos outros emergentes. A Alemanha, maior potência económica do espaço europeu, desde que abandonou o princípio solidário e comunitário, em vez de investir nos outros países da UE, desinveste. Definiu uma área de influência com os seus satélites, e tudo o resto é para apertar até os pôr de joelhos. Portugal está neste último grupo.

 

Sendo assim, e porque a Alemanha e a França Sarkozy, cinicamente, tem esperança de se safar do domínio alemão – têm o poder da União, literalmente mandam na Comissão, no Conselho e até no BCE, os periféricos, como nós, na tentativa de compensarem as medidas de austeridade a que estão obrigados, procuram captar investimento noutras paragens, fora a União.

 

Neste quadro, é caricata esta intervenção do Comissário da Industria. Ainda por cima diz que a “Europa deve responder politicamente”. Pois bem, a única forma da Europa responder eficazmente é, pelo menos no âmbito do euro, centralizar a dívida soberana e adoptar políticas expansionistas, de forma a pôr as economias a crescer e, assim, quebrar os juros e faturar mais-valias para pagar a dívida.

 

Mas, como a Alemanha só quer a solução para si e seus satélites, nada feito!

 

Vamos ter que nos virar em definitivo para os Lusófonos, Ibero-Americanos e outros emergentes, mesmo que tenhamos de abrir mão do controlo de algumas empresas.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:18

16
Dez 10

Todas as pessoas são únicas mesmo quando de gémeos se trata, no entanto, a singularidade de Carlos Pinto Coelho, não só se comprova pela imagem transmitida pela televisão, mas, e principalmente, pelo homem de CULTURA sem limite que, com um íntegro sentido de serviço público, a colocou inteiramente à disposição da LOSOFONIA.

 

É difícil encaixar a sua profissão de sempre, no padrão do atual jornalismo. Que me desculpem os que o são, porque confirmam a regra, mas Carlos Pinto Coelho era outra coisa.

 

O “Acontece” foi acontecimento (passe o pleonasmo) único também. Durante nove anos, diariamente, apresentou e coordenou este magazine cultural na RTP2 que, por razões políticas, foi suspenso. Ficou célebre a frase do Ministro da tutela em 2003: «Sai mais barato pagar uma viagem à volta do mundo a cada espetador do “Acontece”, do que fazer o programa.»

 

Só que este, e muitos outros Ministros, esquecem-se sempre que a CULTURA dum povo não se mede por voltas ao mundo, e, muito menos, com uma máquina de calcular na mão!

 

Carlos Pinto Coelho, com 66 anos, ainda tinha muito para dar à CULTURA, aos portugueses e à FUSOFONIA!

 

Que descanse em PAZ!

 

SBF

 

(Foto: DN Online)


16
Nov 10

 

O Dia Nacional do Mar comemora-se a 16 de Novembro.

 

O Mar, para muita gente, é qualquer coisa abstrata como o prolongamento da praia onde, no verão, o pessoal se frita ao Sol.

 

Como foi possível voltarmos as costas ao Mar e lançarmo-nos nos braços da “outra” Europa que, à primeira adversidade, cobra tudo e depois fica a assobiar p’ró lado?

 

O Mar, que desde os primórdios da nacionalidade nos acompanhou e, quando chegou a altura, nos deu o caminho para a afirmação dos portugueses no mundo. As descobertas foi o auge da nossa relação com o Mar. Em terra, nos entregou as suas riquezas, fazendo de Portugal o centro da Europa. O fim do Império, não devia ter sido o abandono do Mar como maior e fiel parceiro.

 

Hoje, felizmente, volta a falar-se na importância do Mar para os portugueses. Só é pena que seja porque não nos estamos a dar bem com o outro lado, mas, ainda assim, “há males que vêm por bem!”.

 

O NOSSO MAR é 18 vezes maior que a nossa área terrestre. O potencial económico em cerca 1,7 milhões de metros quadrados, pode duplicar várias vezes o nosso PIB.

 

Em “mar aberto”, e tendo em conta o atual deficit externo no que respeita a pescado, o destaque vai para a pesca devidamente planeada e orientada para a preservação das espécies, protegendo e utilizando os viveiros selvagens com rigor e em alternância com aquicultura em zonas costeiras determinadas, para espécies de insuspeito interesse económico tanto para consumo nacional como para exportação. O desenvolvimento da aquicultura em “mar aberto” é fundamental para o futuro de algumas qualidades de peixe e para a atividade económica costeira. As indústrias conserveiras modernas estão à espera.

 

Alguns que voltam agora a falar na importância do Mar, já tiveram em tempos, responsabilidade no seu abandono em parceria com a antiga “mãe” da atual UE, a CEE: Os abates da frota pesqueira de pequena e grande tonelagem, o encerramento de grandes e pequenos estaleiros navais para reparação e construção. O desaparecimento das grandes companhias de marinha mercante, etc., etc.

 

Se dissermos a um jovem de 20 anos, que há menos de 40 anos, os portugueses tinham uma frota de dezenas de bacalhoeiros, barcos de grande tonelagem que iam em viagens de muitos meses à Terra Nova, à Gronelância e outros mares do norte, pescar todo o bacalhau que consumíamos e que ainda exportávamos depois de procedermos à sua seca e salga. Será que o jovem acredita? Tenho as minhas dúvidas. Hoje, não temos um único bacalhoeiro e importamos da Noruega e de outras origens a norte, todo o bacalhau que comemos.

 

Para além de todo o resto, o Mar continua a ser a “estrada” da LUSOFONIA!

 

SBF

(Imagem: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 19:44

11
Nov 10

 

Angola era, aquando do triunfo da revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal, palco de uma das frentes da Guerra Colonial que o antigo regime português teimava em manter.

 

Um dos principais objetivos dos revolucionários portugueses e que constava mesmo no programa do MFA, era o fim dos combates e iniciar negociações com os Movimentos de Libertação Nacionais para a autodeterminação e independência de cada uma das Colónias.

 

As duas primeiras intenções foram pacificamente atingidas mas, a seguir – dada a circunstância de Angola ter três Movimentos de Libertação ativos nas negociações e na ambição de chegarem ao poder – as coisas não foram fáceis, mas isso é outra história.

 

A data foi marcada e, antes da meia-noite deste dia 11 de Novembro de 1975, a bandeira portuguesa foi arreada, os últimos representantes da soberania portuguesa deixaram Luanda e, subiu ao mastro, a bandeira nacional de Angola.

 

Angola não se livrou da guerra com a independência em 1975. Os angolanos continuaram a ouvir os disparos das metralhadoras e os rebentamentos de minas, com os sacrifícios que isso implica, até 2002, ano em que, com a morte do líder da Unita, o confronto chegou finalmente ao fim.

 

Hoje, Angola é um dos principais Países africanos, com uma taxa de crescimento das mais elevadas, faz parte da “Lusofonia” integrando ativamente a CPLP, é um forte parceiro de Portugal a todos os níveis e, é um dos destinos prediletos dos portugueses para emigrarem.

 

De 1982 a 2002, fui muitas vezes a Angola e passei lá alguns períodos de dois ou três meses. Senti-me sempre em casa e tenho muitas saudades da terra e dos angolanos que tive o gosto de conhecer.

 

SBF

 

(Imagem: Wikipédia)


22
Mai 10

De novo nas bordas da capital do império que já foi.

 

Do dicionário que sempre tenho – agora, já conforme o acordo ortográfico – ao lado do teclado, vou riscar a palavra “CRISE”!

 

De tão pobres que somos, ainda nos querem depenar mais. Já tenho alguma dificuldade em abrir as notícias ou ouvir os fazedores de opinião. Usam e abusam da demagogia e o “ZÉ” vai bebendo o sumo envenenado.

 

Nas prateleiras do super-mercado as origens dos produtos são “globais”, e o “ZÉ” compra.

 

Esta globalização é uma treta!

 

Assim, os mais espertos, também o são à escala universal! A conta no offshore sai reforçada.

 

Os ditos normais, são encostados à parede e, se já se desabituou de produzir: trigo, batatas, milho, peras, maçãs, etc., etc., é completamente esmagado contra essa parede.

 

Europa ??

 

Temos o “Atlântico” à nossa frente e o melhor futuro a estibordo e a bombordo, e ainda sabemos como se dobra a “Boa Esperança” que “Índico” é logo ali!

 

A “Lusofonia” é a nossa globalização!

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:23

01
Mai 10

 

 

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, foi eleito pela revista Time, o líder mais influente do mundo.

 

A surpresa é geral, acostumamo-nos a ver sempre o presidente norte-americano, seja ele qual for, no primeiro lugar desta tabela.

 

Como português e lusófono, fico muito orgulhoso deste destaque para Lula da Silva e para o Brasil.

 

SBF

 

(Foto: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 19:11

23
Jan 10

 

É urgente a implementação do – Novo Acordo Ortográfico – em Portugal.
Para os portugueses, as alterações até nem são assim tantas, e muito menos, complicadas.
Comprometemo-nos com a sua entrada em vigor em 2010, e continuamos sem fazer nada, a nível oficial, para o concretizar.    
CLICAR AQUI para saber mais qualquer coisa acerca do AO, publicado há dias pelo portal SAPO.
SBF
publicado por voltadoduche às 19:30

02
Jan 10

A língua de Camões corre um sério risco de perder o seu peso e importância universal, se Portugal não adoptar rapidamente o acordo ortográfico que assinou em 1991, confirmado em 2008, com a aprovação no Parlamento do Segundo Protocolo Modificativo.
Não entendo porque é que o Ministério da Educação recuou, ao não concretizar a aplicação das novas regras do acordo, já para 2010, nas escolas portuguesas. Certamente não foi para fazer a vontade a alguns velhos do Restelo que teimam em não entender que a língua portuguesa, há muito que deixou de ser nossa – de Portugal! O império já não existe. Podem vir muitos como o Professor Vasco Graça Moura, chamar nomes menos simpáticos aos membros activos da CPLP, nesta questão da língua, que o tempo não volta para trás.
É urgente que, a nível da CPLP, se desenvolvam competências nesta matéria, de modo a criarem directivas para todos os países cumprirem. Considerando o superior interesse da comunidade, todos terão que adoptar normas e regras comuns, ou seja, o acordo existente.
Acho que é este o caminho para salvar a universalidade da nossa língua, e muito depressa chegar aos 300 milhões de falantes, consolidando o terceiro lugar nas línguas ocidentais a seguir ao castelhano e ao Inglês e muito à frente do francês e do alemão, quinta nas línguas nativas e sexta nas línguas falantes.  
Portugal, sem paternalismos, mas com a responsabilidade que lhe compete, tem a obrigação de dar o exemplo e avançar urgentemente com as mudanças previstas no acordo.
Muita ACÇÃO é necessária, e não deixa de se dizer da mesma maneira e de significar o mesmo, quando, com as novas regras, se escrever – AÇÃO.
VER AQUI ARTIGO NO "O PUBLICO"
SBF
(Gravura: Mapa da Lusofonia - Wikipédia)
publicado por voltadoduche às 02:48

16
Out 09

 

Os portugueses e os brasileiros são como “Siameses”, e não há mal-entendido, nem ignorância que nos separe. Somos como dois membros da mesma família, que, têm dias melhores que outros.
 Passados 2 ou 3 dias do choque “Matê”, já dá para ver melhor a coisa.
Esta senhora, que nunca na vida teve sentido de humor, pode desculpar-se as vezes que quiser e como quiser, mas que foi muito infeliz, foi!
«O tiro saiu-lhe pela culatra.»
«Quem semeia ventos, colhe tempestades.»
A senhora, com o “estatuto” que tem, não se pode referir a Sintra como: “vilazinha perto de Lisboa”. Então não leu os clássicos lusófonos do século IXX? Para uma actriz que fala Português, não pode ter deixado de ler Eça. Esta senhora que até é “escritora”, na presença dos túmulos de Camões, de Vasco da Gama e de Fernando Pessoa, no Mosteiro dos Jerónimos não se pode referir aos portugueses em geral da maneira como o fez. Onde é que está o humor?
A”cuspidela”, é, no mínimo, nojenta! A mulher queria fazer rir quem? Que pessoa, português ou brasileiro, consegue rir com uma imagem daquelas?
Há milhentas maneiras de fazer humor com os portugueses, com os brasileiros, com chineses ou quem se quiser, é preciso é saber fazê-lo e, esta senhora esteve muito mal. A atitude é criticável, vinda de uma brasileira em relação aos portugueses, ou de uma portuguesa em relação aos brasileiros. É uma “borrada” pessoal, e só assim deve ser encarada.
É claro que todas as moedas têm duas faces, e aqui também vale. Apareceram logo uns quantos portugueses, acho eu…, que desataram a acusar os brasileiros de todos os males do mundo, e que são isto, são aquilo, enfim, tão mal ou pior, do que foi feito pela senhora do vídeo. Existe na sociedade portuguesa muito xenófobo e, tal como em relação a outros imigrantes, estes não perdem nenhuma oportunidade de vomitar o seu veneno racista e fascista. Também gostava de ter visto mais gente a condenar este outro lado da moeda.
Bom, entretanto a senhora e a Globo já vieram pedir desculpa e era melhor que tudo ficasse por aqui e que não se repetissem episódios semelhantes.
SBF
 
publicado por voltadoduche às 19:12

Novembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
26
27
28

29


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO