A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

14
Nov 12

Aderir, ou não aderir a uma greve legalmente convocada, é um direito constitucional. São cidadãos de igual importância, os que fazem e os que não fazem greve. Ambos têm as suas razões que devem ser respeitadas. Uma ou outra opção não pode ser questionada por ninguém.

 

Quando o governante enaltece um destes dois cidadãos e, por oposição, condena o outro, está a praticar um exercício discriminatório a uma parte considerável, provavelmente à maioria, dos portugueses ativos.

 

Num dia destes, o Primeiro-Ministro devia abster-se de comentar as opções dos trabalhadores no que se refere à greve.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 14:43

19
Out 12

Com “brilhante” “segurança” aparelhada, os da bancada que apoiava e suportava o anterior governo, botam discurso como se não tivessem o poder até há pouco mais de um ano, com toda a responsabilidade inerente.

 

Já não tenho paciência para ouvir a reação dos partidos da oposição a seguir a qualquer notícia política com alguma relevância. Vejam se conseguem meter «o guizo no pescoço do gato». Se não conseguem, não vale a pena falarem, falarem…, sem dizer nada.

 

Falta de paciência e irritação também me dá aquele que o primeiro escolheu para ministro da economia e mais não sei quê. Em vez de anunciar e explicar as supostas medidas de incentivo ao crescimento da economia, vem, outra vez, com a provocação escrita. Mas quem é que ele pensa que é, para, cada vez que discursa na AR, fazer questão de, literalmente, provocar as bancadas da oposição usando sempre uma linguagem desapropriada. É verdade que aquela história da “festa” a propósito das obras nas escolas, proferida pela antiga ministra da educação, foi muito mau e não dá para entender o que lhe passou pela cabeça naquele momento. Mas este ministro não tem ponta por donde se lhe pegue. Será aceitável para distribuir sorrisos ou escrever livros técnicos, mas para ministro…ainda por cima da economia e emprego, valha-me deus!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:18

18
Out 12

 

Em tempos que já lá vão, era eu ainda um jovenzinho, quando, numa visita regular à livraria da esquina, o meu amigo livreiro me aconselhou levar um livro que não tinha à mostra mas que, garantia, iria ler com interesse e, após, ficaria a saber mais alguma coisa. Escusado será dizer que lá vieram as habituais dicas. Não mostrar a ninguém, quando andar com ele, por exemplo, para ler no comboio, ter o cuidado de o forrar de modo a não se perceber o título, etc., etc. O livro era, nem mais nem menos, que “O princípio de Peter” de Laurence Peter e Raymont Hull.

 

O meu amigo livreiro tinha toda a razão. Aprendi muito com a leitura do dito e, ao longo da minha vida, têm sido inúmeras as situações reais do dia-a-dia que se encontram assinaladas no livro.

 

Como agora se diz, há uma linha que separa a competência da incompetência e toda a gente devia perceber onde ela está. O problema é que não é fácil e, pior do que isso, poucas pessoas têm consciência de que essa linha existe.

 

A propósito dos (des)governos que temos tido nos últimos tempos, perguntava um aluno de Laurence Peter numa das suas aulas:

 

  – «Professor Peter, receio não encontrar resposta para o que pretendo saber, por mais que me esforce a estudar o assunto. Não sei se o mundo é governado por homens inteligentes que fingem perante nós, ou por imbecis que realmente mostram que o são.»


Passados mais de quarenta anos desde que esta pergunta foi formulada ao Professor Peter, continua perfeitamente atual e ainda nenhum tratado de ciências sociais ou políticas conseguiu encontrar uma resposta concreta para esta pergunta que

 

«resume os pensamentos e sentimentos que têm sido expressos por muita gente.»


Silvestre Félix


(Gravura: Capa do livro digitalizada. «» extraído do livro citado. Antiga editorial Futura em 1973)

 

 

publicado por voltadoduche às 17:16

17
Out 12

A sensação de que tudo está preso por fios é aflitiva!

 

A nossa classe política continua a transmitir uma insegurança e uma desesperança, sem limite!

 

Deviam calar-se todos e só falarem quando tivessem alguma coisa de jeito para dizer aos portugueses e, até lá, trabalharem para um único partido – Portugal!

 

Continua muito atual aquele anúncio de há uns anos (ainda de vacas gordas), protagonizado pelo humorista Ricardo A Pereira:

 

«Eles falam, falam, falam mas não fazem nada!» 

  

Os que deviam executar bem, decerto não o estão a fazer porque um mar de gente, supostamente sabedores da coisa, assim o dizem. Mas, por outro lado, quando se pergunta como é executar bem, as explicações são demasiado vagas e redondas para que possam ser consideradas em alternativa.

 

A propósito do crescimento económico, que todos sabemos ser o objetivo do País mas que ninguém tem a solução concreta para lá chegar, contava ontem o Dr. Vitor Bento no “Fórum da Antena1”, uma história que costumava ouvir do seu (acho) avô: (Não é uma citação à letra. Desenvolvimento da minha responsabilidade)


«Numa quinta rural desenvolveu-se tamanha praga de ratos que o dono resolveu arranjar um gato com fama genética de caçador, para os dizimar. O gato lá começou a sua tarefa e, perante a eficaz ameaça, o líder dos ratos convocou uma assembleia com o fim de reagir à situação e arranjar solução para o problema. Do meio da assistência, levantou a cabeça um rato com feições de inteligência farta e disse:


  – Eu acho que o maior problema é a maneira silenciosa como o gato nos caça. Como não o ouvimos, ele chega de surpresa e não temos tempo de fugir.


Na assembleia, um a um, todos foram concordando com o diagnóstico apresentado, mas…, e soluções?


Entretanto, levanta-se outro rato e diz:


  – Eu tenho uma proposta para resolver o problema. Pomos uma coleira com um guizo no pescoço do gato e, assim, quando ele se aproxima, ouvimos o barulho do guizo e fugimos. 


  – Boa, boa, aprovado, aprovado! (gritaram todos na assembleia e até o líder, em duas patas, festejou a aparente vitória antecipada sobre o malfadado gato)


Quando o líder já ia dar por terminada a assembleia, levanta-se em duas patas, esticando uma das dianteiras em direção à mesa, um ratito meio enfezado que, com um fiozinho de voz muito sumida, diz:


  – Muito bem, eu também concordo, mas quem é que vai pôr o guizo no pescoço do gato?????»


Por falta de resposta, a história acaba aqui!     


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:12
tags: ,

16
Out 12

Ao contrário do habitual começo das “histórias da carochinha”, «era uma vez…», esta é bem verdadeira e nem sequer é “história”. É a amarga realidade que vivemos no meio de argumentos cinzentos que nos levam direitinhos para o abismo.

 

Com promessas generosas recheadas de bondade cheirosa a sacristia, convenceram este povo a abrir as portas a um autêntico “Cavalo de Troi(k)a”.

 

Ele, entrado e bem preparado para desferir o primeiro golpe, ainda teve lábia para se ir acomodando na zona central para, daí, despejar a soldadesca na investida decisiva, destruindo tudo à sua passagem.

 

O “Cavalo de Troi(k)a” não está longe de cumprir os desígnios de mais uma vitória neoliberal que, se conseguisse, marcaria, aí sim, a história desta Pátria de quase 900 anos.

 

Aqui, não temos Helena nem Menelau mas temos Zés e Marias de sobra para dar luta aos protagonistas do “Cavalo de Troi(k)a”!


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 12:56

07
Out 12

 

 

Já muito se disse, se escreveu e se mostrou sobre as comemorações do 5 de Outubro.

 

O Povo precisa de se divertir e, então, promovem-se “cegadas” dispensando-se os ilusionistas, trapezistas, acrobatas, outros musculados, enfim, os verdadeiros artistas. Em vez do espetáculo popular habitual, assistimos a uma triste “cegada” com os protagonistas a representarem um papel mal ensaiado e que, em vez de aplausos, deviam ter recebido sapatadas e vaias.

 

O episódio da bandeira tem tudo a ver com a vergonhosa forma como estão a tratar os portugueses. Diz-se que «Deus escreve direito por linhas tortas» e, neste tempo, o que se sente é que o País está virado ao contrário.

 

Quando quiserem que povo participe no espetáculo, venham tarde ou, com o pretexto de compromisso de última hora, não apareçam. Sumam-se, eclipsem-se ou evaporem-se porque para fazerem esta porcaria, não são precisos!

 

Silvestre Félix

 

publicado por voltadoduche às 19:55

03
Out 12

Até parece que estamos à espera que seja apregoado o número da sorte grande. Deverá ser “azar” em vez de sorte porque do Ministério das Finanças e do seu titular, nada de bom vem.

 

A ansiedade é tanta que nem almocei!

 

No ponto em que as coisas estão e com as receitas governamentais, não almoçar, pode ter muitos outros motivos, que não a ansiedade para escutar as notícias de “Gaspar”.

 

Gaspar, muito vagarosamente, vai explicar porque de corte em corte vamos continuar sem ver luz nenhuma ao fundo túnel.

 

Gaspar, muito lentamente, vai dizer como, do ponto de vista do governante, os portugueses desempregados e mais fracos podem fazer contas à vida.

 

Contas?


Então, mas se a maior parte deles nem conseguem ver a cor do dinheiro, como é que podem fazer contas?

 

Gaspar, com muita calma, lá vai esclarecendo que sentados na cadeira do poder, o mundo é mais colorido e tudo é feito a “bem da nação!”

  

Pois bem,

 

Gaspar, Passos e Borges, andam muito distraídos e surpreendidos podem ficar, porque, por cá, a cadeira não é de confiança e já não era a primeira vez que ficava na história por se ter partido.

 

Agora, que as pipocas já estão prontas, vou sentar-me no sofá e apreciar a obra televisiva transmitida diretamente do Ministério das Finanças.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 14:56
tags: ,

02
Out 12

 

Há acontecimentos e eventos que, de muito importantes, passam a insignificantes pela repetição e uso sem critério devidamente apurado.

 

Sem pôr em causa a bondade e a justiça da intenção, começar a pedir a demissão do Governo a menos de ano e meio de funções, apoiado por maioria na Assembleia da República, com apoio presidencial e sem manifestar, o próprio, a mínima vontade de o fazer, descredibiliza quem o pede porque não vai corresponder à expectativa criada e banaliza um facto político que, só por si, quando acontece, tem a maior importância para a vida dos portugueses.  

 

Por esta hora, a direção da CGTP, estará a alinhar os pormenores de mais uma greve a que, desacertadamente, insiste em chamar de “geral”. Para muita gente é difícil admitir mas, sem concertarem com a UGT, não tem greve geral. Será sempre parcial e com resultados mínimos. Também neste caso corremos o risco de banalizar o termo – greve geral.

 

Outro exemplo é a moção de censura ao Governo. Neste caso são duas e, para além de mais algum tempo de intervenção política dos proponentes, não vai sair censura ao Governo porque as moções nunca serão aprovadas. Na verdade, a verdadeira censura ao Governo e à generalidade dos políticos instalados, tem sido muito bem feita nas ruas das nossas cidades e, principalmente, no último dia 15 de Setembro.  

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:09

01
Out 12


 

E como se multiplicam, os vírus “Goldman”!


São transportados pelos rapazes de Chicago e a epidemia tem chegado a todo o lado. O núcleo ativo do vírus é uma “molécula” conhecida por “ultraliberalismo” muito difícil de combater porque, quando consegue instalar-se no hospedeiro não denuncia a sua presença de imediato. Prolonga a incubação até detetar fragilidade suficiente para provocar o maior estrago possível e, aí, ataca sem dó.

 

Eles até podem chamar “ignorantes” a toda a gente e provocar um “tsunami” na comunicação social que não é por aí que «o gato vai às filhoses». A grande questão é saber quem influencia quem, e se, quando os outros acordarem, ainda resta alguma coisa capaz de germinar!




Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:39

28
Set 12

Como é que um membro deste Governo afirma, para quem queira ouvir, «que o tempo da impunidade já acabou».


É preciso ter muita lata para dizer isto?


Se assim fosse, com as aldrabices tantas vezes repetidas, com violação de inúmeros contratos e quebra de tantos compromissos assumidos pelo Estado, já muitos deste “tempo” tinham a justiça “à perna”.

 

Silvestre Félix


publicado por voltadoduche às 15:58

Novembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
26
27
28

29


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO