A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

09
Mar 11

 

As expectativas que a comunicação social foi criando à volta do discurso que Cavaco Silva proferiu hoje na Assembleia da República, após a tomada de posse para o seu segundo mandato, foram, de certa forma, correspondidas:

 

O Presidente da República fez o diagnóstico esperado e, como também já estamos habituados, colocou-se à parte de qualquer responsabilidade no que Portugal é hoje. Não inventariou as causas e muito menos apontou soluções. Cavaco Silva foi Primeiro-Ministro e líder do PSD durante dez anos e é Presidente da República há cinco. É uma das caras mais marcantes da nossa classe política.

 

O atual Presidente da República foi aplaudido só pelas bancadas do PSD e CDS. A sintonia perfeita. Cavaco Silva é dos políticos mais conservadores no ativo. Nenhum eleitor pode dizer que tenha sido enganado e, mesmo assim, Cavaco tem margem para fazer qualquer coisa de útil que não se fique pelo alinhamento das suas simpatias partidárias.

 

Entretanto: Palavras… leva-as o vento!

 

Silvestre Félix


21
Dez 10

O alegado aproveitamento, por parte de alguns dos nossos políticos, da condição de pobreza de parte significativa da nossa população, com tendência claramente ascendente, não tem nada de extraordinário nem de novo.

 

José Sócrates, ao levantar esta questão em plena pré-campanha eleitoral, ao contrário do efeito pretendido, só ajudou a realçar o lado positivo das iniciativas do candidato Cavaco Silva junto desta faixa da sociedade. Os portugueses, duma forma geral, são muito sensíveis às ajudas em situações de pobreza e, invariavelmente, aplaudem todas as ações nesse sentido.

 

À partida, temos de admitir, que a presença de Cavaco Silva nestes locais, assenta em intenções genuínas e sinceras de transmitir apoio e conforto aos pobres e sem-abrigo na “pele” de Presidente da República e não, como os adversários querem fazer querer, de simples ações de campanha.

 

Considerando como possível uma ou outra razão, foi politicamente incorreto a referência de Sócrates a este assunto no discurso de Sábado passado. Está-lhe no sangue… a provocaçãozinha… precisava de quebrar a onda “de não agressão” que já durava há alguns dias, depois que não se queixe, “tiros no pé”, são diretamente proporcionais à quebra de muitos milhares de votos!

 

SBF


30
Out 10

 

O espetáculo, levado hoje à cena por atores do pior que eu já vi, num palco montado num corredor da Assembleia da República, foi deprimente!

 

Grande esforço para colar Cavaco Silva ao “acordo de papel” Governo-PSD! Mas, como os atores são péssimos, acabaram por se denunciar. O representante do PSD, afirmou insistentemente que o acordo foi fechado às 23h19 e até mostrou a fotografia do momento da assinatura, com a hora gravada, no telemóvel.

 

O ridículo por vezes é um exercício difícil, mas, aqui, até pareceu fácil de mais.

 

Ontem, durante o serão, depois de ter sido noticiado pelas televisões, que tinham chegado a acordo, “personalidades de insuspeita grandeza de carácter”, provocaram algum “roído” negando que já houvesse acordo.

 

Todos gostamos de diversão, mas este espetáculo tem custado muitos milhões ao País nestas últimas semanas, e, pelo desprezo que eles demonstram ter pelos cidadãos, a trama vai continuar.

 

SBF

 

(Foto: O Público Online)

publicado por voltadoduche às 18:48

 

O conteúdo da declaração do Presidente da República, no final do Conselho de Estado desta Sexta-Feira, foi completamente extemporâneo, depois de ser público o acordo entre o PSD e Governo sobre o Orçamento.

 

Cavaco Silva veio, mais uma vez, dizer que: Fez, alertou, contactou, diligenciou, foi o salvador da Pátria, travou o tsumani que aí vinha, etc., etc.

 

Parece-me que, tanto o PSD como o Governo, nunca alinharam as suas agendas de acordo com o que disse ou fez, Cavaco Silva. Para eles só tem contado o interesse partidário. Com isto, não estou a dizer que o Presidente esteve sempre errado, só que os outros não lhe têm ligado nenhuma. A maior prova disto, foi terem conseguido esvaziar completamente o interesse do Conselho de Estado, já que, enquanto a reunião decorria, noutro local, Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga, chegavam a acordo.

 

Cavaco Silva teve um mau dia de pré-campanha!

 

SBF

(Foto: Expresso)

publicado por voltadoduche às 01:34

27
Out 10

 

Quando se fala de culpas no “cartório” sobre a situação que o nosso País hoje vive, é bom não esquecer que Cavaco Silva foi Primeiro-Ministro durante dez anos seguidos.

 

O que o Professor é hoje, não apaga os erros do passado nem dá brilho aos êxitos da época.

 

Os discursos bem escritos e bem lidos são massa doutras “migas”. Não resolvem problema nenhum e, algumas vezes, só complicam.

 

Ex: Processo “Autonomia dos Açores” e alegadas “escutas em Belém”.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 01:36

25
Jun 10

O Professor Cavaco Silva, como qualquer outro cidadão, pode fazer e dizer o que muito bem entender, respeitando naturalmente o campo democrático.

 

Pode dizer que o “preto” é “branco”,

 

Pode dizer que está um frio de rachar no pico do verão com 40º à sombra,

 

Pode dizer que “cooperar” é estar sempre em desacordo,

 

Pode não gostar de Saramago,

 

E por aí fora.

 

Já o Presidente da República Cavaco Silva, embora possa pensar tudo isto, já não o pode fazer ou dizer sem explicar ao País porquê.

 

Para que continua a dizer publicamente, ser a “cooperação estratégica” com o Governo, uma promessa para levar até ao fim do seu mandato?

 

Quero acreditar que o Presidente sabe exatamente o que quer dizer “cooperar” e “estratégia”, ou não?

 

SBF

publicado por voltadoduche às 19:43

10
Jun 10

 

Nem o “oitenta” de José Sócrates nem o “oito” de Cavaco Silva!

 

Nestas palavras ditas em dia de Camões, “não havia necessidade” de tanto negativismo.

 

O Presidente da República, afirmar que «…a situação está insustentável…», referindo-se ao País naturalmente, é, pelo menos, negar tudo o que tem sido dito de positivo nos últimos dias, cá dentro e lá fora, relativamente à forma como as coisas estão a correr. Como Chefe de Estado, não me parece que seja a melhor maneira de motivar os portugueses, nem de transmitir confiança aos tais credores e especuladores sem rosto.

 

Também me chateia o excessivo “otimismo” do Primeiro-Ministro. As últimas estatísticas do nosso crescimento são muito boas, mas, toda a gente sabe, que dificilmente se aguentarão assim até final do ano. Para quê, falar disto, como se estivéssemos a caminho do paraíso?

 

SBF

publicado por voltadoduche às 22:25

07
Jun 10

Cavaco Silva disse (mais ou menos), e bem, “apelo aos portugueses que façam férias em Portugal”…

 

Vai daí, o Ministro da Economia, (usando uma ironia um bocado barata) que até estava do outro lado do mundo, a propósito desta afirmação do Presidente da República, disse (mais ou menos), e mal (digo eu), “se os presidentes dos outros países dissessem a mesma coisa aos seus cidadãos, Portugal ficava sem turistas, porque cada um fazia férias no seu próprio País”…

 

A seguir, o jornalista logo se encarregou de confrontar o nosso Presidente com as afirmações do Ministro da Economia, e o Professor (que não foi à bola com a ironia do outro) logo tratou de dar uma lição de economia: (mais ou menos) “que as férias no estrangeiro tinham o mesmo efeito que as importações – saída de dinheiro – e porque o nosso endividamento está assim e assado…”

 

Estou a ver aquele boneco do Herman José, que usava um gorro de lã com tapa-orelhas, e que depois dumas asneiras proferidas por um qualquer jornalista, saía de trás duma câmara de TV, voltava-se de frente para a mesma câmara, e protestava…

 

Mas que é isto?

 

Brincamos aos Países endividados?

 

O ME não devia dizer o que disse e daquela maneira e o PR também não precisava de lhe ter dado trela e, em vez da lição, devia ter posto o, ou, a, jornalista a correr… para ver o que é bom p’ra tosse! Como é que querem que tenhamos confiança no futuro do País, com estes políticos?

 

E só falei destes dois…, um de Belém e outro de S. Bento.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 16:47

30
Set 09

 

Repasso pelos mandatos de Jorge Sampaio, Mário Soares e Ramalho Eanes e mesmo Spínola e Costa Gomes, e não consigo lembrar-me de um “pronunciamento” presidencial tão mau, tão desestabilizador, tão fora do contexto, tão provocador, como ao que assistimos ontem.
Independentemente do sentido do meu voto, habituei-me, como decerto a maioria dos portugueses, a ver na instituição, Presidência da Republica, o símbolo máximo da nossa segurança democrática. A nível político pode haver períodos mais agitados, na Assembleia “esgatanham-se” todos, mas, no topo, zelando pelo cumprimento da nossa Constituição, e garante da nossa democracia, lá está o Presidente da Republica, assim como se fosse um porto de abrigo.
Até ontem, foi assim!
Numa altura, em que o principal papel dum Presidente da República, seria procurar estabilidade, mediar, fazer “pontes”, criar consensos, enfim, estabelecer condições para que os reais interesses do País fossem defendidos por todos os intervenientes, em vez disso, atira com um barril bem cheio de gasolina, para a fogueira. Ainda se tivesse razão, criticável, mas, compreensível. Mas não, nem isso, o senhor trocou tudo, acusou quem lhe apeteceu, e ignorou afinal o início de tudo; a notícia do “publico” em 18 e 19 de Agosto, “denunciando” haver escutas em Belém, a mando do Governo.
Ontem, Cavaco Silva, prestou um mau serviço ao País. Penso que iniciou a caminhada para não voltar a ser eleito, por mim, não é de certeza.  
É sintomático verificar que, mesmo aqueles analistas e comentadores, habitualmente acríticos em relação ao Presidente, ontem, não lhe perdoaram.
 Já hoje o Primeiro – Ministro fez uma curta declaração sobre o assunto. Remeteu para o comunicado do PS de ontem, e disse aos jornalistas não querer voltar a falar do assunto, ou seja, está a tentar “pôr água na fervura” como compete a um cidadão responsável.   
SBF
publicado por voltadoduche às 19:03

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