A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

11
Nov 10

Nos meus tempos de Carga Aérea, os preços eram publicados pela IATA (Associação Internacional que regula o transporte aéreo de carga e passageiros) e vinculavam todas as transportadoras associadas e seus agentes. Os prevaricadores eram os que, clandestinamente, ofereciam preços diferentes.

 

Isto era no tempo (não foi na Idade Medieval) em que os mercados eram regulados. O ponto de partida era igual para todos e, por isso, a cativação de clientela, exigia muito mais imaginação. O cliente não decidia pelo preço mas sim pela qualidade do serviço. A fasquia era alta, nunca parava de subir e atingiam-se níveis de qualidade muito altos.

 

Hoje, com a desregulamentação, as pequenas e grandes decisões, resumem-se a simples atitudes economicistas. Não interessa nada a qualidade do produto ou do serviço, mas sim o preço de venda e as “luvas” que sobram. As políticas ultra-liberais, que têm dominado o ocidente nos últimos anos, promovem a mediocridade. A globalização só beneficia os chamados “emergentes”. É certo que estes Países mereciam ascender a melhores níveis de desenvolvimento mas, não deveria ter sido à custa da descida de outros. Hoje, as coisas estão diferentes, mas, ainda não há muito tempo, os produtos que por aí encontrávamos “made in China”, era como se tivessem um carimbo de “falta de qualidade”.

 

Com a eliminação das barreiras alfandegárias e os produtos dos “emergentes” a entrarem portas dentro, a economia ocidental tinha necessariamente de dar uma cambalhota. Uns aguentaram-se melhor que outros e, no que respeita à “decadente” União Europeia, só a Alemanha está forte do ponto de vista financeiro, económico e com todo o poder sobre os 27 que o usa quando quer e da maneira que mais lhe interessa em cada momento.

 

Bom, mas voltando à Carga Aérea. Soube-se ontem, que a Comissão Europeia, multou onze companhias de aviação de várias partes do mundo num total de 800 milhões de euros, por alegado desrespeito da lei da concorrência. São, as companhias em questão, acusadas de estabeleceram um cartel mundial no transporte de mercadorias entre 1999 e 2006.

 

Nota explicativa!

 

A Lufthansa e a sua filial Suíça (Swissair) receberam IMUNIDADE e não vão pagar nada porque colaboraram na investigação.

 

Palavras para quê? A Lufthansa é a companhia aérea de bandeira da ALEMANHA!

 

SBF

publicado por voltadoduche às 01:12

09
Nov 10

 

O dia 9 de Novembro está colado à Alemanha por boas e más razões.

 

A comemoração feliz tem a ver com o que se pode considerar, o princípio do fim do Muro de Berlim. A 9 de Novembro de 1989, o governo da extinta “RDA - República democrática Alemã” ou “Alemanha Oriental”, anunciou que todos os cidadãos estavam autorizados a visitar a “Alemanha Ocidental” ou “República Federal Alemã. Nos dias e semanas seguintes, multidões de cidadãos da RDA juntaram-se aos alemães do ocidente e, no caso de Berlim, inventaram todas as maneiras de ultrapassar o muro que dividia a cidade em duas. Em pouco tempo, o Muro de Berlim tinha tantas partes derrubadas, que não se justificava continuar a usar as “fronteiras internas”, a mais famosa “Checkpoint Charlie”, que passou a ser um dos pontos turísticos mais visitados naqueles meses.

 

Menos de um ano depois, a Alemanha voltava a estar reunificada. Eu estive em Berlim, (CLICAR PARA VER) na Primavera de 1990, trouxe um bocado de muro  e o passaporte ainda carimbado com a RDA.

 

O outro 9 de Novembro ligado à Alemanha é pelas piores razões. Nesta noite, em 1938, que ficou conhecida pela “Noite dos Cristais”, os nazis de Hitler, mataram muitos Judeus e prenderam, pelo menos 30 mil, que de seguida foram levados para campos de concentração. Nessa mesma noite, os nazis reduziram a escombros 7.500 lojas e 1.600 sinagogas Judaicas. Foi na Noite dos Cristais que começou o longo calvário dos Judeus às mãos dos nazis.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 19:32

27
Out 10

 

Triste União Europeia, é o título da crónica semanal de Mário Soares no Diário de Notícias e publicada nesta Terça-feira.

 

Começa a ser o entendimento de muitos, em tempo entusiastas da construção europeia, que a UE entrou numa fase decadente e que a derrocada pode – se não inverter rapidamente a atual trajetória – não estar longe. Mário Soares é uma dessas personalidades.

 

O antigo Presidente da República, no seu artigo, chama a atenção para um fato importante e que tem passado um bocado ao lado da comunicação social portuguesa. Os dois “cavaleiros-andantes”, Sarkozy e Merckel, estiveram, há uns dias, reunidos em cimeira com o Presidente Russo. Mário Soares tem dúvidas, e eu também, que os assuntos tratados a três, não tivessem também a ver com a UE mas… o que importa referir é a forma despudorada como os dois, depois de estarem juntos, falaram sobre a necessidade de revisão do Tratado de Lisboa.

 

Claro que as alterações que pretendem vão sempre no mesmo sentido: Reforçar a tendência e, se possível, institucionalizar o diretório Franco-Alemão e os restantes membros passarem à condição de súbditos.

 

Não há dúvida que Portugal tem de arrepiar caminho para, em vez de perder, ganhar soberania entretanto perdida.

 

Esse arrepio tem de ser pela recuperação económica. Temos um deserto para ultrapassar em 2011 e 2012 mas, em 2013, temos que estar a capitalizar a nossa vantagem nas energias renováveis, investigação e produção na área das novas tecnologias, virarmo-nos na direção do Mar e apostar forte na Lusofonia.

 

A União Europeia, para além de triste, está com um futuro cada vez mais duvidoso.

 

Mário Soares desta vez e neste caso, tem razão!

SBF

 

 

publicado por voltadoduche às 01:30

25
Out 10

 

Sarkosy e Merckel, continuam a querer impor aos restantes membros da UE a efetivação de um diretório Franco/Alemão.

 

Pelos vistos, conseguiram pôr em cima da mesa, para discussão na cimeira desta semana, a sua proposta (dos dois) que prevê sanções políticas, aos membros que não cumpram as condições impostas para os PEC’s, designadamente, os limites de deficit.

 

Uma parte considerável dos outros Países membros, como Portugal, embora aceitem a inclusão de novas penalizações financeiras para estes casos, não votarão favoravelmente qualquer possibilidade de redução de soberania, como seria, por exemplo, a retirada de capacidade de voto.

 

Considero acertada a posição de Portugal, de não aceitar a proposta do eixo Franco/Alemão. Hoje, na reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros no Luxemburgo, Luís Amado defendeu essa NEGA conjuntamente com outros.

 

Já é tempo de fazerem frente a estes dois maiores responsáveis, pela situação decadente em que a Europa de encontra.

 

SBF

(Foto: Google)

publicado por voltadoduche às 16:14

18
Out 10

A Europa, ou pelo menos os mandantes da UE, estão a trilhar caminhos muito negros, não só do ponto de vista económico, financeiro e Estado-Social, mas também, no que diz respeito aquela máxima que, orgulhosamente, os líderes europeus de há 30 anos ostentavam: Sociedade Multicultural.

 

Não faltará muito para que, nas suas “tumbas”, Fernando e Isabel de Aragão e Castela, Manuel, o primeiro, de Portugal – inventores e executantes da “santa” inquisição contra os Judeus – e, mais recentemente, Hitler e seus apaniguados – exterminadores implacáveis de Judeus e outros povos por eles considerados impuros – batam palmas de contentes com as atuais políticas de limpeza étnica levadas a cabo pelo governo francês e, sub-repticiamente, pelo governo alemão.

 

Depois do “tratamento” dado por Sarkozy à comunidade Cigana, traduzido na expulsão de centenas de famílias, vem agora a chanceler alemã afirmar que: “O modelo de sociedade multicultural fracassou” e ainda “ Nós sentimo-nos ligados aos valores cristãos. Quem não os aceita não encontra lugar aqui. (na Alemanha)”.

 

Ou seja, para a sra Merckel, a Alemanha e a Europa, considerando a sua atual posição de mandante, não deve ser mais uma sociedade moderna e aberta a todas as culturas e religiões do mundo mas, ao contrário, voltar a fechar-se sobre si própria, e, porventura, proceder a “limpezas” seletivas para quem não se submeter à ordem vigente.

 

Eu não quero uma sociedade assim!

 

A Multiculturalidade é uma conquista da humanidade e, os seus detratores, devem ser contrariados. O meu amigo, o meu vizinho, o meu colega de trabalho e o meu familiar é só isto e não: cristão, judeu, islâmico, budista, branco, preto ou amarelo. Esta realidade está presente numa grande parte das cidades do nosso País e faz parte da nossa abertura ao mundo que, infelizmente, muitas vezes não coincide com a Europa para lá dos Pirinéus.

 

Em Portugal também há quem pense como o sr Sarkozy e a sra Merckel. O pior é que fazem parte daquilo a que se costuma chamar: “arco do poder” e, por isso, a qualquer momento, podem ter condições para passar do pensamento à prática.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 13:56

17
Out 10

 

Por muito cuidado que tenha com a comida, de quando em vez, lá vai alguma coisa mais indigesta.

 

Na maior parte das vezes, a má onda, é logo detetada na altura de engolir. Custa a passar para baixo mesmo bem mastigado. Cai no estômago como se fosse uma bola de chumbo e, até que saia dali e se transforme em mer…, mesmo com muitos litros de chá e muito “compensan, demora, demora… muito… tempo…, alguns Orçamentos do Estado, muitos aumentos de impostos, muitos cortes nas deduções do IRS, muitos cortes nos salários, muitas pensões congeladas, muitos cortes nos subsídios, muitos cortes nas transferências para as autarquias, muitos cortes no investimento, muitas alterações (para cima) nos escalões do IVA, muitas atualizações nos escalões do IRS, etc., etc.

 

Os ingredientes são tantos e tão fortes, mesmo assim, (para complicar ainda mais a digestão, digo eu) reforçados com um apimentado proveniente da Alemanha e criado na estufa particular da Sra Angela Merckel.

 

A ideia é pôr-me de joelhos com tanta dor de estômago, ou mesmo, ter de rastejar para conseguir chegar à WC.

 

Quem me ouvir articular este elaborado vocabulário, na certa, vai pensar que exagero, que os ingredientes não são assim tão pesados, que sou um choramingas, enfim, aquelas coisas que se costuma dizer a quem se “queixa de barriga cheia” – No meu caso é literalmente verdade – mas não, é mesmo assim!

 

Deixei de ter estômago para certas coisas…

 

SBF

publicado por voltadoduche às 22:09

11
Out 10

 

Amanhã, Portugal é um de três candidatos, a lugar não permanente no Conselho de Segurança da ONU. É um dos dez lugares não permanentes, num total de quinze. Os outros cinco lugares permanentes, correspondem às potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial: China (antes era a Formosa), França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos da América. Sessenta e cinco anos depois de acabar a guerra, não tem qualquer sentido este tratamento preferencial, mas, na verdade, ainda são os poderosos do mundo.

 

Para dois lugares abertos agora para os próximos dois anos, chegaram-se à frente: Canadá e Portugal primeiro e, numa segunda fase, o nosso “amigo”(??) e parceiro na UE, a Alemanha.

 

Não é “caricatura”, é mesmo verdade!

 

O principal derrotado da Segunda Guerra Mundial, vai disputar connosco um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas, órgão, que nesta organização, mais poder tem, e que mais representa (desatualizado, acho eu) a vitória dos Aliados sobre o “Eixo” fascista nos idos anos quarenta do século passado.

 

A diplomacia portuguesa não tem poupado esforços para conseguir apoio no voto, do maior número de Países. Ontem viu-se Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, na Líbia, tentando convencer Khadafy e outros.

 

Nos momentos mais delicados, aparece-nos sempre um “amigo”(??) no “sapato”, ou seja, para nos complicar a vida!

 

SBF

publicado por voltadoduche às 16:42
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30
Jun 10

Lê-se por aí, que um tal senhor alemão do partido da Chanceler Angela Merckel, sugeriu que “os imigrantes passem a ser escolhidos pela sua inteligência”.

 

É certo que não devia ficar admirado com este tipo de “atentados” (isso sim) à nossa inteligência, vindo donde vem. A Chanceler e o seu governo conservador, principalmente desde o princípio da atual crise financeira na Europa, têm demonstrado desprezo pelos altos valores de solidariedade que estiveram na base do sonho duma Europa, exemplo para o mundo.

 

Por cá, também há muito boa gente perfeitamente sintonizada com este e outros meios de seleção na admissão de imigrantes.

 

Esta tendência de “apuramento da raça” não é novidade, mas, sabendo-se o que se sabe hoje, não podemos dar margem de manobra a este tipo de “marginalidade”. A oposição deve ser firme, venha a “boca” da Alemanha ou de qualquer outro sítio.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 19:10

10
Nov 09

 

O dia 9 de Novembro, é para os Alemães, sinónimo de libertação, de reencontro com os familiares, com os amigos e com os vizinhos. Este dia de 1989 foi o início duma nova sociedade germânica, foi o início duma nova democracia, foi o início duma nova Europa. Ontem vimos quanto os Alemães festejaram.
Por ironia, ou por mera coincidência, um outro 9 de Novembro também ficou marcado na história dos povos germânicos. As milícias nazis do terceiro Reich de Hitler, perseguiram e penderam muitos milhares de Judeus em toda a Alemanha e Áustria. Destruíram sinagogas, lojas e habitações e interpelaram todos os que se identificavam como Judeus ou seus simpatizantes. De caminho mataram a “sangue frio” 91 descendentes de David. Levaram para campos de concentração entre 25.000 a 30.000 Judeus, 7.500 lojas e 1.600 sinagogas foram reduzidas a ruínas.
A seguir à inquisição católica, este foi o período contemporâneo, em que os Judeus sofreram os horrores da perseguição e expulsão das suas casas, separação de famílias, o sofrimento e a morte. A humanidade continua com uma grande dívida ao Povo Judeu!  
Todo este terrorismo decorreu só numa noite. Exactamente, a “noite de cristal” como os nazis a identificaram. A noite de 9 de Novembro de 1938.
A atitude nazi desta noite, deixou muito claro, para os que ainda tinham dúvidas, quais eram as verdadeiras intenções de Hitler. Revelar-se-iam na sua plenitude, nos anos seguintes.
A “noite de cristal” também é uma lição de história e, é nessa perspectiva, que deve ser recordada. Em 1938, não houve quem impedisse Hitler de esticar tanto a corda, e em 9 de Novembro, já era tarde demais.
Para comemorar, que os Alemães e todos os Europeus o façam, com festa e alegria e em homenagem ao 9 de Novembro de 1989.
SBF
publicado por voltadoduche às 16:32

24
Ago 09

Neste dia 23 de Agosto, fez 19 anos que o parlamento da finada RDA (Republica Democrática Alemã) ou Alemanha do Leste, aprovou a sua reincorporação na RFA (Republica Federal Alemã) ou Alemanha Ocidental, iniciando-se assim, duma maneira institucional, a esperada reunificação da Alemanha que se mantinha separada após a segunda guerra mundial e formalizada em 1949.
O maior símbolo da “Guerra Fria” foi o muro de Berlim. Esta cidade, antiga (e novamente desde 2000) capital da Alemanha, embora estivesse na área da RFA, foi dividida como troféu de guerra entre as potências vencedoras da guerra e a parte que coube à URSS, foi transformada em capital da RDA. Em virtude de os habitantes de Berlim Leste constantemente fugirem para a parte Ocidental, a RDA decidiu construir um muro em betão, separando a cidade ao meio, a partir de 1961. É claro que este muro da vergonha separou, não só os edifícios, mas também as famílias e os amigos, como acontece sempre nestes casos, porque este, infelizmente não é o único.
Quando em 1989, o bloco socialista, com a URSS à frente, se desmoronou, o povo de Berlim, decidiu começar a derrubar o muro da vergonha e, quando no Verão do ano seguinte, 1990, se concretizam as negociações para a reunificação, já o muro tinha muitas brechas, embora se mantivesse a fronteira.
Eu, estive em Berlim em Junho de 1990. Passei o muro do ocidente para leste e vice-versa, mas pela fronteira com direito a carimbo no passaporte e, como não podia deixar de ser, trouxe um bocado do muro que mostro na foto acima.
Passados todos estes anos, não é fácil transmitir as sensações da altura. Era como se a felicidade finalmente tivesse descido ao mundo. Só a alegria existia naquela cidade, todos eram bons e tudo ia ser bom para o futuro.
Pelo nosso 25 de Abril e nos dias que se seguiram, também tive as mesmas sensações. As coisas más iam desaparecer e ia passar a haver só coisas boas…
SBF
(Foto: Silvestre Félix)
publicado por voltadoduche às 01:21

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