A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

16
Set 09

 

Daquela Janela do terceiro andar, via as silhuetas e os passos apressados. Iam e vinham do comboio conforme o relógio da “Ribeira das Naus” marcava. Daquela janela, sentia a vida, sentia a felicidade, sentia a tristeza, sentia a ansiedade do princípio dos anos setenta, sentia a chegada do fim da ditadura.
Daquela janela do terceiro andar, conseguia ver as entradas e saídas do “Bragança”, porta do lado já escolhida pelo Eça, pelo Bulhão Pato e por outros das andanças romanescas do ido século IXX. Daquela janela, até via a outra paralela, da do Alecrim, a das Flores, que também o Eça tinha escolhido para palco da “tragédia”, só chegada aos escaparates por este nosso tempo e lido com avareza e entusiasmo. Do terceiro andar, todos os dias via o brilho do sol que me carregava de sonhos e esperança.
Daquela janela do terceiro andar, o tempo, contado em alguns anos, levava a juventude para a verdade dura da vida. Naquela janela, vi, ouvi e pensei o bom e o mau, o feliz e o infeliz, o amor e a indiferença, o trabalho e o lazer, o bonito e feio.
No terceiro andar, aquela janela, foi a grande encruzilhada da vida!
SBF
(Foto: Praça Duque da Terceira em Lisboa - Wikipédia)
publicado por voltadoduche às 17:37

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Setembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

17
18

20
21
23
26

28


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO