A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

15
Ago 12

A minha descrença no sucesso da política do Governo não foi amenizada com o discurso de ontem do Primeiro-Ministro.


Pedro Passos Coelho, como se previa, não transmitiu nenhuma novidade e antes o contrário. Foram ideias e palavras já ditas e nem sequer houve gafes ou afirmações carregadas de polémica como às vezes acontece com o PM. Notou-se até um certo cuidado na atitude e, “não vá o diabo tecê-las”, completa ausência de tudo o que pudesse comprometer o Governo com metas mais otimistas. Ou seja, esperança, fica à conta de cada um.

 

Os comentários das oposições à intervenção de PPC ontem, também não trouxeram novidades. É sempre o mesmo e, infelizmente, não mobilizam os críticos da atual situação. O porta-voz do PS que ultimamente tem aparecido é o maior exemplo deste fracasso dos partidos da oposição.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:52

14
Ago 12

O Algarve, onde tanta gente costuma ser feliz, tem trazido para o principal partido do Governo, altos e baixos momentos políticos, não servisse a Região de experimentação e “pilotagem” para tudo e mais alguma coisa.

 

O grande teste que hoje vai acontecer para lá do “Caldeirão”, tem a ver com a possibilidade de um governante participar numa festa partidária que já foi popular. É verdade, mesmo correndo o risco de vir a ser conhecida pela “Festa do Mural”, não se livrará de vaias e apupos que lhe estão reservados. Mesmo nas hostes “laranjas” há quem não esteja pelos vários ajustes e, principalmente pelo que tem trazido o caos à conhecida avenida da Região, que ainda há quem chame, “Estrada Nacional 125”.

 

Alguns dos que hoje não podem pôr a “cabeça” de fora sem que levem com os “indignados” em cima, ainda há pouco mais de um ano se lhes juntavam e, em coro, todos juntos, gritavam “cobras” e “lagartos” quando o Sócrates passava. Ao mesmo tempo, nalguns comícios e encontros com a imprensa, de improviso, garantiam “alto e a bom som”, que tudo iam corrigir a bem dos portugueses.

 

Nem antes as coisas estavam bem nem agora estão resolvidas e, acho eu e muita gente, trinta vezes piores e sem luz nenhuma ao fundo do túnel que, ainda por cima, é muito comprido, pelo menos do tamanho da Europa.

 

Nesta esquadra europeia que se está a afundar, nós representamos, vá lá… dois submarinos.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:18
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12
Ago 12




Marc Levy é o autor francês mais lido em todo o mundo. Quando escreveu “Os filhos da liberdade”, quase 20 milhões de exemplares vendidos e publicado em mais de 40 idiomas, tinham passado 6 anos desde; “E se fosse verdade…”, o seu primeiro livro.

 

Filho de um membro da Brigada da Resistência francesa durante a ocupação nazi na Segunda Guerra Mundial, Marc Levy ouve, quando já tinha 18 anos, a verdadeira história daquela brigada composta por um grupo de adolescentes de que fazia parte seu Pai. Em resultado da sua narrativa e da investigação que se seguiu, o autor concluiu o extraordinário romance; “Os filhos da liberdade”.

 

A leitura do livro é empolgante e lembra-nos que há pouco mais de meio século a Alemanha nazi invadiu boa parte da Europa provocando mais de 70 milhões de mortos. Pouco mais de 20 anos antes, a mesma Alemanha, já tinha liderado a coligação que provocou a Primeira Guerra mundial com quase 20 milhões de mortes.

 

Os germanófilos continuam a desdobrar-se na divulgação das virtudes alemãs mas, neste tempo de crise, e com as posições polémicas do atual Governo alemão, a leitura do romance de Marc Levy alerta-nos para os perigos que a irresponsabilidade dos líderes europeus pode criar.

 

Marc Levy nasceu em 1961 e escreveu o seu primeiro livro em 2000. Vive entre Paris e londres e dedica-se inteiramente à escrita.

 

Este livro foi publicado em 2007 e, em Maio de 2012, a Bertrand publicou em versão de bolso este extraordinário romance; “Os filhos da liberdade” e subtítulo; “Uma história comovente de resistência, coragem e amor”, que custa só 8 euros. Não deixem de lê-lo.

 

 

publicado por voltadoduche às 23:18

10
Ago 12

Não gosto de quem cospe no prato onde comeu e destrói o colchão onde dormiu!


Até pode enjoar a comida ou o colchão começar a fazer-lhe doer as costas mas, ainda assim, não fica bem na fotografia, quem pretende destruir os “ingredientes” que tanta vez, o(a) próprio(a), utilizou na confeção de pratos servidos a quem nele(a) acreditava.

 

Das duas, uma; Ou mentia antes, ou mente agora! Como vamos nós saber?


No tempo da ditadura, os portugueses eram obrigados a fazer muita coisa que não queriam e impedidos de fazer outras. No entanto, a opção de aderir a qualquer organização clandestina ligada à oposição, era livre, pessoal e supostamente assente numa forte convicção ideológica. Não tenho ideia de alguma vez ter ouvido ou lido nos anais, que este ou aquele militante partidário, antes ou depois do 25 de Abril, tenha sido obrigado a preencher e assinar a respetiva ficha de adesão.

     

A “teoria da conspiração” justifica muita coisa. Passados tantos anos, ainda há quem acredite que os comunistas comiam “criancinhas” ao pequeno-almoço. Como é que não hão de acreditar, que os aparelhos de ar condicionado levavam incorporados microfones?

 

À pergunta, carregada de imparcialidade (?), do pivô “inteligente” (citação);

 

- Faria sentido a colocação de equipamento de escutas integrado em…


- (Resposta da entrevistada) …em tudo o que eram ministérios, sítios nevrálgicos e órgãos de poder: Eu não posso afirmar que tive conhecimento de que estavam microfones em qualquer ar condicionado….


Ah! Não pode afirmar? Muito bem, mas sempre fica a insinuação, não é?


Tudo isto, a (des) propósito de mais um investimento que está na iminência de “ir à vida” em resultado da (inexistente) política económica deste poder. Seria uma grande fábrica a nível europeu de “painéis solares” no Concelho de Abrantes coincidente com o plano nacional de expansão das energias renováveis e limpas. Mas, sendo o promotor, o antigo homem forte dos citados aparelhos de ar condicionado e ainda por cima, tendo sido classificado PIN pelo anterior Governo, todas as dificuldades e contrariedades precisam aparecer, nem que para isso se recorra à () memória da Guerra Fria ou se desenterrem “machados” há muito tempo enterrados.

 

A imaginação do ser humano não tem limite!


Silvestre Félix


09
Ago 12

Todos sabemos que há mais “fundações” que cogumelos nascidos em toda a floresta portuguesa. Muitas delas, públicas, privadas ou as duas coisas juntas, só têm servido interesses partidários no poder, ou na oposição. Todos do arco do poder têm “telhados de vidro”. Não vale a pena ninguém fazer-se passar por inocente nesta “história”.

 

Por outro lado, existem (em boa hora) outras “fundações” que têm levado ao extremo a sua atitude filantrópica ao ponto do Estado se aproveitar descaradamente dos resultados. Estas, que os portugueses bem conhecem, não podem sair prejudicadas por medidas cegas e irresponsáveis que venham a pôr em causa o verdadeiro “serviço público” que prestam e de que todos beneficiamos.

 

É pacífico que a situação tem de ser revista. “Ironia do destino” – Alguns dos responsáveis (do ponto de vista político-partidário, claro está) pelo aparecimento de algumas destas organizações, vão agora ser, “coveiros” das mesmas.

 

Esperemos que quem vai decidir as que serão extintas, alteradas ou continuadas, tenha em devida e única conta, critérios justos e imparciais, independentemente da época em que foram criadas.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:00

08
Ago 12

A forma como a nossa comunicação social, seus comentadores, analistas e outros “inteligentes”, têm tratado a ausência de medalhas nas provas disputadas pelos atletas portugueses nos Jogos Olímpicos, é injusta e demonstra ignorância completa do que é o espírito desportivo e olímpico.

 

Os nossos representantes na competição, só pelo facto de terem conseguido as marcas mínimas que permitem a sua presença, deviam ser considerados heróis.  

 

Ainda hoje, perante a conquista da prata em canoagem K2, ouvi um comentador ou repórter referir-se a esta classificação, dizendo mais ou menos:

 

“perderam o ouro por 52 milésimas de segundos”

 

Como se pode dizer uma barbaridade destas, depois de os nossos atletas terem conquistado brilhantemente o segundo lugar?


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:46

03
Ago 12

Crime de “lesa-pátria” vai ser a privatização da TAP, a nossa companhia aérea de bandeira.

 

Como estão a fazer, a tudo o que pode valer um punhado de lentilhas, também a TAP irá parar à carteira de qualquer investidor que, naturalmente deixará de defender os interesses portugueses.

 

Os “mandatários” andam por aí, que nem caixeiros-viajantes mal sucedidos, tentando passar o produto a quem dê mais. No ponto em que estão as coisas é preferível que sejam chineses, angolanos, colombianos ou brasileiros a ficarem com a nossa companhia aérea, do que outros da (des)união.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 00:05

02
Ago 12

O Diário de Notícias de hoje faz eco de diligências efetuadas pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis junto de várias entidades ligadas ao poder.

 

É lamentável que os ministérios estejam a “livrar-se” dos automóveis (100%) elétricos que o anterior governo deixou nas garagens em resultado da positiva política de substituição da energia fóssil pela limpa e renovável.

 

O atual Governo enganou-se na ordem de “despejo”.


Devia fazê-lo, sim, mas era em relação aos “topo de gama” que continuam a circular por aí transportando todos os “mandatários” deste poder que congelou uma das políticas que mais podia fazer pelo nosso futuro – A autonomia energética, ou a caminho disso.

 

As boas decisões não deviam ser eliminadas só porque vieram dos governos de Sócrates.

 

As declarações que, às pinguinhas, os atuais governantes têm feito a propósito, não convencem ninguém e, antes pelo contrário, a prática e os (não) resultados provam que a aposta nas energias renováveis (água, vento, sol e biomassa) parou e não existe qualquer perspetiva de futuro.

 

Há cerca de dois anos, o The New York Times anunciava na primeira página o sucesso e a liderança de Portugal nas renováveis…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:18

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