A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

21
Jan 12

O corpo humano também tem prazo de validade.

 

Imagine-se um escrito na testa de forma bem visível – Usar de preferência antes da data indicada no verso deste corpo.

 

Acontece que, como sempre, o usuário humano, não liga nenhuma ao escrito e continua a dar-lhe uso (ao corpo) como se não tivesse um fim destinado e certinho. 

 

As falhas e avarias vão surgindo e o recurso às modernas técnicas de renovação e reciclagem são cada vez mais frequentes. Em resultado desses “arranjos”, ao prazo inicial acrescenta-se novos tempos de “garantia” de uso e, então, o corpo lá vai percorrendo novas etapas garantidas pelos habilitados técnicos de saúde com a preciosa ajuda do motivado e enérgico espírito que não vira a cara a qualquer novo desafio.

 

É por isso que, teclando, volto com o corpo arranjado e o espírito renovado.

 

Aproveitemos este Sol, fonte de vida mesmo para além do prazo de validade…

 

Silvestre Félix

 

21 de Janeiro de 2012 – 1º dia de Guimarães, Capital Europeia da Cultura

publicado por voltadoduche às 15:32
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16
Jan 12

Será que é agora, com o corte do “rating” (de AAA para AA+) do Fundo de Resgate Europeu (FEEF) pela S & P, no seguimento dos cortes da passada sexta feira, que a Merkel e o Sarkozy vão perceber que as “barbas do vizinho já arderam todas” e que agora lhes toca a eles também?

 

O paradigma tem de mudar! A Europa não pode continuar na “bicha pirilau” comandada pela Chanceler e pelo Presidente em “fim de linha”.

 

A luta é de galos e o “Dólar” já cá anda há muitos anos…

 

O capital especulador não desiste dos seus rendimentos só porque os dirigentes europeus se reúnem de vez em quando para ouvir predileções e imposições da líder alemã. Enquanto a UE fornecer pretextos para aumentarem juros, o doloroso caminho dos mais fracos não acaba.

 

A reunião de hoje, da Concertação Social, é um bom exemplo de como toda esta política neoliberal está assente em “pés de barro”. As propostas do Governo têm sido um desastre e demonstram uma completa falta de bom senso.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:43

15
Jan 12

Era uma vez um pastel de nata…

 

A história começa como, deste o princípio dos tempos, muitos milhões de outras histórias começaram. Pode parecer ser infantil mas não, nem tudo o que parece, é!

 

Em tempos que já lá vão, numa terra muito distante e fria, havia um menino que sonhava ter um novo brinquedo a que daria um nome que não aparecia muito claro – Podia ser só natas, natas de Belém, pastéis de Belém ou, ainda, pastéis de nata. O menino, depois de acordar, ficava sempre muito inquieto com esta importante incerteza – O nome correto do brinquedo!

 

Deste lado do mundo, à beira mar criado, o “pastel de nata” com que o menino sonhava, fazia o seu saboroso percurso tornando-se figura importante do reino. Adoçava a boca de nacionais e estrangeiros, deambulava pelos corredores do poder, impunha-se nas mesas reais e plebeias chegando mesmo a servir de moeda de troca para resgate de importantes medidas económicas que tardavam em ser objeto de acordo na Concertação Social.

 

Entretanto, o menino que sonhava lá na terra fria e distante fez-se homem e, certa manhã, navegando pelo “Google Earth”, passou por Lisboa e descobriu a rua de Belém e, por arrastamento, os célebres “pastéis de Belém”. Agora, o homem que continuava a sonhar, não mais parou de dissecar sobre; natas, natas de Belém, pastéis de Belém e pastéis de nata. Havia de descobrir tudo sobre o seu sonho de criança.

 

Quando queremos muito uma coisa, mais tarde ou mais cedo acabamos por conseguir …a coisa! Depois de muita pestana gasta e de noites inteirinhas sem dormir, certo dia, sem perceber (expressão verbal que o acompanharia durante muito mais tempo) porquê e porque a história começa por – Era uma vez…e por isso tudo é possível, o menino, agora homem feito, estava no Palácio da Ajuda, próximo de Belém, a tomar posse duma super pasta ministerial que haveria, mais à frente, de tratar da temática das “natas”.

 

Estava finalmente traçado o futuro brilhante deste sonhador menino que se fez homem com barba e que, mercê do desenvolvimento gastronómico e científico das natas, das natas de Belém, pastéis de Belém ou pastéis de nata (continua a ter muita dificuldade em acertar no nome certo), devolveu (de certeza sem saber como) a este reino à beira mar plantado, algum sentido de humor…

 

pobres, mas limpos de espírito e, neste caso, “doce espírito”!

 

Era uma vez um pastel de nata…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:35

13
Jan 12

Ninguém gosta de ser maltratado e “quem não se sente, não é filho de boa gente!

 

Nestas duas frases enquadram-se todos os cidadãos nacionais que não sejam madeirenses, considerando a odienta maneira como Alberto João Jardim os vem tratando há mais de trinta anos.

 

Não fosse esta postura desmedidamente abrutalhada, quase sempre despropositada, ofensiva e injusta como este senhor se refere aos restantes portugueses e especialmente aos Órgãos de poder nacionais, não me admiraria que fosse objeto de simpatia e apoio generalizado em todo o território nacional, em resultado do desenvolvimento empreendido pelos seus governos na Região Autónoma da Madeira, mesmo que para isso se tenha endividado para além do razoável. No fundo, não fez diferente do que aconteceu a nível nacional.

 

Esta permanente agressividade de AJJ em relação a tudo o que seja do “conti(e)nente”,tem tido, ao longo do tempo do “seu” poder, efeito inverso do pretendido. Aplica-se por inteiro a máxima:

 

“Não é com vinagre que se apanham moscas!”

 

Mesmo com a “corda na garganta” e com o acordo de resgate financeiro à frente, não resiste a mais uma provocaçãozinha, ameaçando não o assinar e provocar uma crise política.

 

Já ninguém o leva a sério. O seu “reinado” chegou ao fim!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:29

12
Jan 12

“Ora agora danças tu, ora agora danças tu mais eu!”

 

A dança das nomeações ou, como agora se diz usando a influência linguística anglófona na moda – “Job’s for the boys!”

 

Falam demais e sem qualquer legitimidade os que no seu passado de poder, puxaram de ferramentas e ofereceram os apetecíveis lugares a portadores de cartão partidário ou, pelo menos, aceitaram que eles, os candidatos, se desfizessem em promessas de seguidismo incondicional e entrega em breve, da respetiva ficha de inscrição.

 

Também estão mal os que, agora na defensiva, vão à mesma caixa de ferramenta e não resistem a dar-lhe uso idêntico quando antes bradavam e batiam com as duas mãos no peito em sinal de respeito pela sua verdade e honradez.

 

O ruído que dum e outro lado (todo o arco do poder) se produz, é eficaz veneno para os ouvidos dos portugueses que, porque muito que tentem, não conseguem fugir de os ouvir…

 

“os cães ladram e a caravana passa! (pobrezinha porque nos levam o pouco que temos)

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:37
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11
Jan 12

Quem diz, em Portugal, com a maior das calmas que, «hemodiálise para quem tem mais de 80 anos, só se a pagar», não merece ter tribuna nem para pedir desculpa aos milhares de portugueses que, mais uma vez, ofendeu.

 

Ninguém tem dúvidas que o acesso ao Serviço Nacional de Saúde, como nós o conhecemos, está em perigo. A orientação ultra-liberal e mercantilista, maioritária na atual governação, não vai olhar a meios para atingir os “números” troikanos.

 

O que ouvi ontem naquele debate a propósito do SNS é grave. Teve no entanto o mérito de nos alertar para o que aí poderá vir.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:32
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10
Jan 12

No princípio de cada estação (mais ou menos de 3 em 3 meses), há por aí umas organizações – mundiais, europeias e nacionais – onde predominam os “sabichões” economistas, que se entretêm a fazer e publicar previsões duma série se dados económicos que serão, mais à frente, sucessivamente revistos em alta ou baixa, conforme lhes sopra o vento.

 

No meio disto tudo, quando as previsões são publicadas, os analistas e comentadores passam noites inteiras a falarem da coisa.

 

Hoje, foi o Banco de Portugal a publicar as suas previsões de inverno. Lá vieram umas quantas revisões aos números que tinham previsto no Outono passado

 

Em vez de se deitarem a adivinhar, porque não esperam pelo fim do período e, aí, com os dados do INE, já poderão botar todas as “faladuras” que entenderem.

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:39

06
Jan 12

Nos últimos dias, algumas parangonas, têm associado a “Maçonaria” a factos menos aconselháveis, protagonizados por parte da nossa classe política.

 

Como acontece de vez em quando, a discrição das organizações maçónicas, ajusta-se para servir de bode expiatório a muitas culpas não assumidas na sociedade e, principalmente, na área política, como recentemente aconteceu nas secretas.

 

Não sendo simpatizante da prudência que baliza as práticas maçónicas, consigo enquadrá-las do ponto de vista histórico e social e, até certo ponto, admiro, quando cumpridas, as grandes obrigações e compromissos dos maçons. Haverá “ovelhas negas” como em todo o lado que, quando detetadas, são expulsas do rebanho.

 

O bom senso aconselha a que cada um trate da sua parte. Não seria nada bom para o País que os maçons, para frequentarem as suas “lojas”, tivessem que voltar à clandestinidade como acontecia no tempo da ditadura.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:12

04
Jan 12

Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) são o último reduto da nossa história quase milenar, no que respeita à construção naval.

 

Infelizmente, os nossos “troikados” governantes, movidos pela orientação ultra-liberal e mercantilista, não estão preocupados com história nem com imperativos nacionais que não somem mais uns milhões às receitas do Estado para garantir as metas orçamentais.

 

Hoje se resolverá o futuro do que resta deste setor industrial que tanto prestígio e “divisas” deram ao nosso País. O irónico disto tudo é que os ENVC até têm encomendas. Não têm é dinheiro para comprar o material necessário à construção das embarcações em carteira nem para pagar aos empregados. 

 

A viabilização e continuação dos ENVC por capital privado, misto ou público, era a melhor coisa que podia acontecer aos cerca de 650 trabalhadores e à cidade de Viana do Castelo.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:03

03
Jan 12

Ano vai, ano vem…

 

Neste tempo terreno os anos gastam-se e não se renovam. Aqueles rostos que por mim passam com as rugas mais acentuadas clicam a contagem automática. Eu também por lá passo e sinto que…

 

os anos vão e os anos vêm, gastam-se e não se renovam.

 

E, para qualquer lado que me vire, dou de caras com um político que fala, com um analista que analisa e uma dúzia de comentadores que comentam. Falam, falam e já ninguém os ouve e muitos menos alguém retém alguma frase, alguma ideia.

 

Ano sai, ano entra…

 

ontem, anatomia viçosa, hoje rugas e curvatura de costas.

 

Em qualquer Natal, em qualquer ano que vem, falam, falam como se alguém acreditasse muito no que dizem. Nunca cumprem e até se esquecem que já prometeram ou já se lamentaram do mesmo há décadas.

 

Ano vai, ano vem…

 

e nem uma luzinha ao fundo do túnel…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:10

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