A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

15
Jan 12

Era uma vez um pastel de nata…

 

A história começa como, deste o princípio dos tempos, muitos milhões de outras histórias começaram. Pode parecer ser infantil mas não, nem tudo o que parece, é!

 

Em tempos que já lá vão, numa terra muito distante e fria, havia um menino que sonhava ter um novo brinquedo a que daria um nome que não aparecia muito claro – Podia ser só natas, natas de Belém, pastéis de Belém ou, ainda, pastéis de nata. O menino, depois de acordar, ficava sempre muito inquieto com esta importante incerteza – O nome correto do brinquedo!

 

Deste lado do mundo, à beira mar criado, o “pastel de nata” com que o menino sonhava, fazia o seu saboroso percurso tornando-se figura importante do reino. Adoçava a boca de nacionais e estrangeiros, deambulava pelos corredores do poder, impunha-se nas mesas reais e plebeias chegando mesmo a servir de moeda de troca para resgate de importantes medidas económicas que tardavam em ser objeto de acordo na Concertação Social.

 

Entretanto, o menino que sonhava lá na terra fria e distante fez-se homem e, certa manhã, navegando pelo “Google Earth”, passou por Lisboa e descobriu a rua de Belém e, por arrastamento, os célebres “pastéis de Belém”. Agora, o homem que continuava a sonhar, não mais parou de dissecar sobre; natas, natas de Belém, pastéis de Belém e pastéis de nata. Havia de descobrir tudo sobre o seu sonho de criança.

 

Quando queremos muito uma coisa, mais tarde ou mais cedo acabamos por conseguir …a coisa! Depois de muita pestana gasta e de noites inteirinhas sem dormir, certo dia, sem perceber (expressão verbal que o acompanharia durante muito mais tempo) porquê e porque a história começa por – Era uma vez…e por isso tudo é possível, o menino, agora homem feito, estava no Palácio da Ajuda, próximo de Belém, a tomar posse duma super pasta ministerial que haveria, mais à frente, de tratar da temática das “natas”.

 

Estava finalmente traçado o futuro brilhante deste sonhador menino que se fez homem com barba e que, mercê do desenvolvimento gastronómico e científico das natas, das natas de Belém, pastéis de Belém ou pastéis de nata (continua a ter muita dificuldade em acertar no nome certo), devolveu (de certeza sem saber como) a este reino à beira mar plantado, algum sentido de humor…

 

pobres, mas limpos de espírito e, neste caso, “doce espírito”!

 

Era uma vez um pastel de nata…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:35

Janeiro 2012
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