A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

11
Nov 11

No tempo de robalos e alheiras de Mirandela que vão passando por Aveiro como quem passa “por mim no Rossio”, o OE para 2012 lá foi aprovado na generalidade como estava previsto. As “estrelas” dos espaços noticiosos nestes últimos dias – o orçamento e o “face oculta” – vão-nos transmitindo a triste e pobre realidade do nosso País.

 

Enquanto o Governo corta em tudo o que mexe e que possa dar alguns trocos, um batalhão de acusados, de juristas, de repórteres e jornalistas, acompanham aquilo a que chamaram “face oculta” e a que imprimiram uma produtividade digna dos países do pelotão da frente. Mercê deste esforço patriótico, ainda vamos reduzir em muitos pontos o deficit orçamental e, por via disso, acelerar a subida do PIB até números “nunca dantes atingidos”.

 

Deixem-se de “entretantos” e limitem-se ao essencial. A subjetividade, as sábias interpretações de supostas “entrelinhas” e o pão-de-ló, aqui não servem para nada.

 

A substância é que importa e, até agora, nada visto.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:24

10
Nov 11

Desde as dez da manhã de hoje e até esta Sexta-Feira, podemos, se ainda houver pachorra para isso, ouvir os Deputados e Deputadas da Nação esgrimirem argumentos bem-falantes, como se tivessem que convencer uma criança a comer a sopa que ela não gosta.

 

Há cerca de um ano, na discussão do OE para 2011, quem se sentava no hemiciclo e protestava contra a dureza das medidas propostas, está agora na bancada do Governo e, quanto a “dureza”, estamos conversados.

 

Não há paciência para constatar que as perguntas e as respostas são quase as mesmas sendo que, a única coisa diferente, são as bancadas que o PSD+CDS e o PS ocupam.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:06

09
Nov 11

Mesmo pela crise dentro, o negócio bancário, também no nosso País, tem dado muitos milhões de euros em dividendos aos seus acionistas.

 

Não sei e por isso não opino, se as regras que vão regulamentar a recapitalização dos bancos portugueses são as mais adequadas ou não. Pela reação dos “banqueiros”, sou levado a acreditar que, porventura, estão mesmo a ser apertados e isso, para mim, é bom sinal. A causa maior para a situação em que estamos foi a omissão reguladora dos Estados face ao comportamento agiota do capital global. Foi a onda ultraliberal que deixou as instituições financeiras tomarem o “freio nos dentes” para especularem como muito bem lhes apeteceu.

 

Pois bem, é tempo dos banqueiros se submeterem ao poder político legítimo. Se querem continuar a dirigir o negócio de dinheiro nos seus bancos, os acionistas que se cheguem à frente com parte dos milhões ganhos nos últimos anos até atingirem o rácio de 9% a que estão obrigados pelas autoridades monetárias. Se não, e para evitar mais surpresas desagradáveis para os depositantes e clientes, têm de usar os 12 mil milhões da Troika cumprindo todas as regras agora aprovadas pelo Governo.

 

A ironia disto tudo é que o aperto aos bancos é imposto pelo Governo mais liberal desde o 25 de Abril.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:06
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07
Nov 11

A dor física atrofia a fiabilidade do espírito e contribui decisivamente para uma má contribuição do organismo humano. O espírito reclama continuamente essa maneira de estar e, aumentando a luta como se bola de neve fosse, tenta virar do avesso o atrofiamento.

 

A desforra passa pela leitura ficcional em prejuízo da triste realidade que, bem sustentada, parece ter criado raízes para ficar durante muito tempo. A situação é de tal maneira que até arrepia clicar um site de notícias ou ligar a TV. As desgraças vespertinas continuam pela madrugada e, às primeiras horas do dia, novas catástrofes se anunciam que fornecerão as redações de matéria “gostosa” para a demagogia e a especulação.

 

Mais valia que nos anunciassem de vez que o único caminho é o da desgraça e, assim, a resistência seria justificada com todos os meios encontrados nos compêndios de sábios já idos mesmo nos que tratam da utopia.

 

Como é que amanhã os trabalhadores vão trabalhar?

 

Abram alas à estupidez porque, neste “agora”, é o que mais se valoriza!

 

Sejam altos magistrados na Nação, sejam empedernidos simpatizantes da “velha senhora”, sejam ministros e secretários de estado, sejam “taxistas” (de tacho) das assembleias, sejam todos os velhos do Restelo incluindo os “profissionais” da concertação, sejam…

 

– Vão à vida!

 

Não há espírito em corpo “são” que aguente, quanto mais em corpo “dorido”…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:04
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01
Nov 11

 

Na altura em que chega às livrarias o último livro de Valter Hugo Mãe, “O filho de mil homens”, eu compro e leio o penúltimo, “A máquina de fazer espanhóis”. A austeridade obriga-nos a esperar pelas promoções até nos livros, como é o caso. Poupei mais de cinco euros e, desde há algum tempo, vou fazendo assim, espero um ano ou mais pela baixa do preço ou até por eventual edição de bolso da Bertrand ou BIS da Leya.

 

A máquina de fazer espanhóis” trata, duma forma genial, do mundo dos mais velhos, que “educadamente” chamados idosos, quando confrontados com a separação dos seus, quer por motivo de morte dos seus companheiros ou companheiras, quer porque os descendentes não têm condições de os manter nas suas casas ou, simplesmente, porque se querem ver livre deles.

 

A vida num “lar”,onde se respira velhice temperada de ternura, deceções, casmurrices e teimosias, algum humor, ainda sonhos e alucinações e também, porque faz parte da natureza humana, alguma maldade, ocupam as duzentas e oitenta páginas do romance de Valter Hugo Mãe. Um dia-a-dia que inclui uma convivência de “tu cá, tu lá” com a morte que cumpre sempre aquela parte mais obrigatória da vida – o seu fim!

 

Aproveite as promoções e não deixe de ler esta obra. Valter Hugo continua a ser fiel a Vila do Conde de onde só sai quando é mesmo obrigado. Este romance e toda a obra do autor, tem a chancela “Alfaguara”. Esta edição é da “Objectiva” e a primeira de Fevereiro de 2010.

 

Silvestre Félix

 

(Gravura: Capa do Livro)

publicado por voltadoduche às 15:56

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