A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

08
Out 11

O que ontem assistimos diretamente da Comissão de Economia da Assembleia da República, foi um triste espetáculo. Não havia documento para distribuir e depois, a meio, o Ministro tirou da pasta uma bonita capa mas, distribuído, acabou por ser um “estudo prévio” ou coisa parecida. Foi um momento de diversão e, ao mesmo tempo, enervante, pela ligeireza com que vimos coisas importantes serem tratadas.

 

Em meia dúzia de minutos, o Ministro, com o apoio de alguns quadros com números projetados, apresentou o esboço do “Plano Estratégico de Transportes”. O que mais me impressiona nisto tudo é a frieza com que se fala de decisões que, mesmo indiscutíveis, mexem com a vida duma boa parte de portugueses e no pior sentido.

     

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:40

07
Out 11

São poucos os dias e as ocasiões em que a generalidade das pessoas consegue definir com exatidão, a fronteira que separa o essencial do supérfluo e o bom do mau no que respeita à rotina do dia-a-dia.

 

É normal que ocupemos o tempo e a energia com coisas sem importância para o nosso crescimento como seres humanos. Ao invés, é raro valorizarmos a tranquilidade de “espírito” e a oportunidade de oferecer um gesto solidário sem receber nada em troca.

 

Mesmo em tempos difíceis do ponto de vista material, com mais e mais amigos e outros que conhecemos, a ficarem mal, mesmo assim…continuamos a não olhar de frente para o essencial e, em vez disso, voltamos a olhar de frente mas é para o espelho.

 

Quantas baboseiras vemos e ouvimos quando ligamos a televisão? São tantas e com tamanha rapidez que nem sequer conseguimos dar vazão. Esta sociedade caminha para um buraco sem fundo…que, para conseguir curvatura e inverter a tendência, muita coisa tem de mudar.

 

A maioria das pessoas carrega um saco bem cheio de lamentos e queixas! Em grande parte dos casos, seria até mais prático transportar um“muro de lamentações"em miniatura, para que o queixume fosse rápido e eficaz no resultado. 

 

Cada vez se torna mais difícil ouvir as queixas e os lamentos “de nada”!

 

Devia haver um mecanismo que, quando no “cidadão comum”, se soltasse a necessidade de produzir mais um banal “queixume”, aparecesse um ecrã mostrando verdadeiros sofrimentos e desgraças, para que, pela reflexão e força da razão, o gesto e o sentimento egoísta, que o cidadão estava preste a soltar, fosse simplesmente eliminado.

 

É claro que me refiro às questões “comezinhas” com que nos envolvemos todos os dias.

 

Há muitas queixas, talvez mais na onda do protesto que, podemos e devemos utilizar relativamente a uma enorme lista de atropelos de que os portugueses estão a ser vítimas.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:56

05
Out 11

Já não há paciência para os “passados” avisos de Cavaco Silva!

 

Não há discurso ou entrevista ou conversa ou assim-assim, que não venha de lá a habitual lengalenga – “Eu avisei…eu chamei à atenção…eu disse…eu alertei…eu…eu…”.

Pensará, que assim, todos se esquecerão das suas responsabilidades nas opções que direcionaram a sociedade portuguesa para o atoleiro em que se encontra.

 

Continua a referir-se aos ”portugueses”como se a culpa da situação não seja, em exclusivo, dos políticos. Classe de que ele, Cavaco Silva, faz parte.

 

Já não há paciência!

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:57

04
Out 11

Mais do que a história ficcionada de parte da emocionante vida de Antónia Adelaide Ferreira, atravessada pela tragédia da destruição das vinhas do Douro através da praga da filoxera, “A Fúria das Vinhas”, espelha com singular sabedoria as contradições e fragilidades vividas no nosso País no epílogo da monarquia.

 

Francisco Moita Flores, autor de qualidade comprovada, já teve uma versão adaptada desta história transmitida em série televisiva com o título de “Ferreirinha”, nome pelo qual era conhecida na Região e no País, D. Antónia.

 

O Autor narra duma forma arrebatadora as vivências das gentes daquela parcela importante de Portugal numa altura em que, parecido com os tempos atuais, dependíamos do estrangeiro para sobreviver e que, ao mesmo tempo, os que trabalhavam, como acontecia com a “Ferreirinha”, tinham que aturar os desmandos e as incúrias dos que detinham o poder político.

 

Fazendo jus à sua herança profissional, Francisco Moita Flores, entrelaça nas vitórias e derrotas da vida de D. Antónia, Vespúcio Ortigão, detective e protegido da “Ferreirinha”, que persegue um assassino em série pelos carreiros e azinhagas do medo das crenças e superstições, comuns naquela época. Pelas aventuras e desventuras de Vespúcio, o autor transmite-nos quanto os portugueses pré-republicanos temiam a Deus e ao diabo e como a “santa (??) inquisição” ainda moldava a mente dos nossos antepassados de há 125 ou 130 anos.

 

Francisco Moita Flores, conhecido de todos os portugueses, é hoje Presidente da Câmara Municipal de Santarém e autor de várias obras em livro e televisão.

 

1º edição “Casa das Letras” em 2007 e 1ª edição BIS (bolso) da Leya, SA. Esta, edição bastante económica que adquiri.

 

Silvestre Félix


02
Out 11

A principal chamada de primeira página do Diário de Notícias de hoje, que mistura a notícia e foto da manifestação de ontem com o título em primeiro
plano: “PSP e secretas à espera dos maiores tumultos desde o tempo do PREC” é, a todos os níveis, despropositada e roça a provocação para toda a gente que trabalha, para o movimento sindical e, particularmente, para a Intersindical e seus dirigentes.

 

Meter no mesmo saco as manifestações que coincidiram com as comemorações do 41º aniversário da Intersindical e a prevenção natural que as forças de segurança têm de fazer para a manutenção da ordem pública, é de muito mau gosto, é tendencioso e altamente desprestigiante para um jornal de
referência como é o Diário de Notícias que, por acaso, é o único que leio em papel.

 

Todos sabemos que, por um lado, há quem queira que a sociedade portuguesa caminhe exatamente para um “registo” da violência e tumultos e, por outro, quem pretenda colar tudo o que seja legítimo protesto e outras ações de rua pacíficas, a uma ideia de força revoltosa a ser combatida sem tréguas pelas “forças da ordem”.

 

Para que nenhum destes objetivos extremos sejam atingidos, é bom que não se deite “lenha na fogueira”. Eu quero continuar a ser leitor do Diário de Notícias.

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 12:35

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