A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

18
Fev 11

Um dos maiores problemas que os povos do mundo inteiro hoje enfrentam, é o constante aumento dos produtos alimentares.

 

Desde 2007 que a tendência se vem consolidando. No início deste ano tudo se agravou com as condições atmosféricas adversas nalguns pontos do globo, designadamente na Austrália, Brasil e em alguns estados dos USA.

 

As populações mais afetadas com estes aumentos são as do continente africano e da Ibero-América. Os cereais e principalmente o trigo e o milho são os mais atingidos pelos aumentos.

 

Mais de 40 milhões de pessoas, em resultado desta situação, recuaram ao limiar da pobreza nos últimos meses.

 

Os poderosos do mundo e donos do capital – Não falam, não vêem e não ouvem!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:28
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17
Fev 11

Os grandes movimentos contestatários e revolucionários que derrubaram os regimes da Tunísia e do Egito, não estão limitados ao Magrebe. Estendem-se por todos os países árabes e também no Irão. Na Líbia e na Argélia, as forças policiais e militares estão a encontrar dificuldades em controlar as manifestações. O mesmo sucede em alguns países do golfo como é o caso do Iémen e do Bahrein. A situação está, da mesma forma, a acontecer fora da grande região árabe. No Irão, e no seguimento das movimentações oposicionistas aquando das últimas presidenciais em 2009, está, novamente ativa nas ruas, uma forte contestação ao atual poder.

 

Mais do que revoltas pontuais a pretexto do generalizado aumento dos bens de primeira necessidade, que é real e dificulta o dia-a-dia de quem já vive com muito pouco, estamos a assistir a um grande movimento revolucionário sem fronteiras, que se levanta contra tudo o que é ditadura e seus protagonistas.

 

Também me parece que a motivação maior é a possibilidade de viverem em democracia como, com mais ou menos clareza, a vêem no mundo ocidental. Acho que, salvo uma ou outra excepção que confirma a regra, daqui para a frente será muito difícil continuarem a vingar regimes autoritários em toda a região árabe e persa.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:36

16
Fev 11

 

Mesmo em tempos difíceis, em que seria razoável um certo consenso no que respeita aos meios e medidas para debelar a crise, os portugueses estão condenados a vegetar ao ritmo da classe política.

 

As sociedades democráticas ocidentais, como a portuguesa, assentam na existência de partidos políticos. Na sua organização, há países mais tolerantes do que outros, na abertura de intervenção política a movimentos vivos de cidadania fora dos partidos. Em Portugal, o poder partidário tem mantido a exclusividade de legislar e de governar e, enquanto o paradigma não mudar, temos que “levar” com eles.

 

O negativismo desta introdução é justificada pela constatação de que o interesse partidário ou de grupo, está sempre acima do nacional.

 

Todas as declarações e atitudes dos nossos partidos, têm, em primeiro lugar a ver, com o que a opinião pública vai pensar e se dá para as intenções de voto subirem.

 

No último fim-de-semana, depois de estar adquirido que o PSD ia abster-se na votação da moção de censura do BE, aquela dramatização de Sócrates sobre o compasso de espera do PSD, é completamente descabida. À hora a que discursava, estava farto de saber que a moção não ia passar e, se estivesse a ser verdadeiro na intenção, nem falaria no assunto. Foi só para Zé Povinho ver e ouvir.

 

O BE, subalternizado com o resultado das presidenciais, quis redirecionar os holofotes e marcar a agenda por cima da do PCP. Qual interesse nacional ou dos trabalhadores?? Mera jogada partidária que até internamente correu mal.

 

Relativamente ao PSD, salvo uma ou outra declaração autónoma, só falta dizerem qualquer coisa deste tipo: “deixa-os cair de podres…”. Vão resistir à ansiedade de alguns, não porque o interesse nacional esteja primeiro, mas porque lhes interessa, por enquanto, o PS a governar para fazer a pior parte, o mais odioso. Se assumissem a governação agora, com todas as dificuldades em cima da mesa, chagavam ao final do ano já em desgaste.

 

Há dias em que já não os consigo ouvir!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:46

15
Fev 11

Algumas “catedrais” do consumismo, os shopping’s e centros comerciais, estiveram a abarrotar de clientes durante todo o dia de ontem. Disseram, os que lá foram, que até parecia que toda a gente estava de férias, tal era a quantidade de compradores, de “cartão” em riste, esperando a sua vez para comprar.

 

Recentemente inventado nestas terras Lusitanas, o dia dos namorados ou de S. Valentim, tornou-se num autêntico segundo “Natal” para todo o comércio. Mal comparado, se considerarmos a abrangência natalícia.

 

Neste dia 14 de Fevereiro só se consome supérfluo!

 

As prendas que os namorados, casados e assim-assim oferecem entre si, são superficialidades das mais primárias que há!

 

Ontem, em comentário de entrada da Vera Mónica no Facebook escrevi:

 

O supérfluo tenta-nos a cada esquina

e o consumismo devora-nos...

É a auto-flagelação dos nossos tempos!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:30

14
Fev 11

  

 

“Livro” de  

José Luís Peixoto

 

Este livro aborda, duma maneira imaginativa e singular, a temática da emigração portuguesa para a Europa democrática por toda a década de 60, entrando nos 70 e até ao 25 de Abril de 1974. Neste caso, o destino emigrante da história é França.

 

A Vila alentejana é, mais uma vez, o local escolhido por JLP para iniciar e acabar, a aventura das personagens da sua obra.

 

A sociedade introvertida e preconceituosa daqueles meados do século XX, levava a que os mais audazes tentassem a sua sorte por terras de França. As razões, havia-as muitas – desde a simples procura de uma vida melhor, do namoro de Adelaide não desejado pela velha Tia Lubélia, passando pela fuga à ida certa para a Guerra Colonial do Cosme e pela paixão desmedida e quase desmiolada de Ilídio.

 

Os episódios dos “saltos”, principalmente na fronteira Portugal/Espanha, avalizam bem os riscos que todos corriam mas, ainda assim, preferíveis, ao Portugal salazarento de então.

 

Vou continuar a acompanhar a obra de José Luís Peixoto porque me dá gosto!

 

A edição é da “Quetzal” e a primeira em Setembro de 2010.

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Capa do livro do site da Quetzal)

 

publicado por voltadoduche às 19:13

13
Fev 11

Hoje estive como o tempo:

 

Cinzento e sem vontades!

 

Também tenho o direito de não ter vontades.

 

Amanhã estará sol e a vontade voltará.

 

Até Logo!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:09
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12
Fev 11

A onda revolucionária que percorre o Magrebe, festeja, desde ontem, a grande vitória que foi o afastamento de Mubarak da presidência do Egito.

 

Os autoritários do mundo não têm dormido descansados nestes últimos dias. O exemplo do povo árabe pode espalhar-se e ameaçar muito ditador que, por todo o lado, tentam perdurar no poleiro por todo o sempre.

 

As imagens que nos chegam do Cairo até arrepiam. A aliança povo-exército funcionou até agora e, todos esperamos, que continue a funcionar para o difícil período que começa agora. O Egito tem todas as condições para continuar a ser um grande país democrático.

 

É muito importante que, independentemente do que venha a acontecer em todos estes países, tudo seja pacífico ou, pelo menos, o mais próximo possível.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:39
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11
Fev 11

 

Todos os dias 11 de Fevereiro pelo tempo fora, deverão ser a celebração da libertação de Nelson Mandela.

 

São 21 anos desde que as portas da prisão se abriram para devolverem por inteiro à África do Sul e ao mundo, o seu maior símbolo.

 

Nelson Mandela – A grande lição do mundo!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:31

10
Fev 11

Uma moção de censura cozinha-se em lume brando durante um mês!

 

Durante a cozedura, junta-se devagarinho, grandes quantidades de discussões vazias de sentido, tiras refinadas de comentadores bem pagos, tertúlias em quadraturas atulhadas de politólogos da nossa praça, meia-dúzia de partes de creme de Belém, um bom pacote de juros da dívida bem curados, uma dúzia de palestras dos habituais profetas de desgraça e, para dar o tempero final, muitas paletes de ansiedade do Zé, de preferência, produzidas biologicamente.

 

Servir em travessa semi-circular em temperatura amena porque, não havendo esse cuidado, todos os comensais sairão escaldados.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 20:39

09
Fev 11

Os bancos portugueses não tiveram quebra de lucros em 2010 relativamente ao ano anterior.

 

Os quatro maiores: BCP, BES, BPI e Santander Totta, ganharam cerca de 1,4 mil milhões mas, como de arte mágica se tratasse, pagaram em impostos menos 168,8 milhões de euros.

 

É frequente dizer-se, que em tempos de crise se abrem janelas de sucesso. Muita agente duvida desta máxima mas, para a banca portuguesa, é mesmo verdade.

 

Manterem o lucro, “ainda vá que não vá”, agora, pagarem menos imposto, ao invés do que acontece com o resto do País, é condenável sob todos os aspectos.

 

Os portugueses não entendem e é legitimo que se sintam enganados.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:52

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