A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

15
Jan 11

 

A situação explosiva na Tunísia é preocupante e faz tremer a tranquilidade (aparente?) dos regimes do Norte de África.

 

A Tunísia, situada entre a Argélia e a Líbia, pátria adoptiva dos Fenícios lá pelos 1.000 A.C. que, com a fundação de Cartago, haviam de criar e desenvolver a grande Civilização Cartaginesa. Hoje, com uma população maioritariamente Árabe e de religião noventa e nove por cento muçulmana sunita.

 

Muito próximo do lado europeu do Mediterrâneo, o País, nos últimos anos, desenvolveu uma forte indústria turística de importação, originando um convívio constante dos seus cidadãos com os visitantes, que, pouco a pouco, foram interiorizando muitas dicas culturais do Ocidente com os resultados agora percetíveis.

 

Esta realidade recente, aliada à crise económica vigente, agravada para a população, com aumentos brutais de produtos de primeira necessidade e com taxas de desemprego elevadas, fez com o povo tivesse vindo para a rua desafiar o regime autoritário do Presidente Bem Ali que tudo controlava.

 

Como sempre acontece em momentos revolucionários, “só se sabe como começa mas nunca se sabe como acaba”. Neste caso, começou com alguns protestos causados pelo aumento dos combustíveis, as manifestações foram engrossando e chegou-se aos inevitáveis confrontos com a polícia. Declarado o Estado de Sítio os manifestantes não acataram e, por último, começaram a exigir a saída de cena do Presidente, há 23 anos no poder.

 

Bem Ali, saiu esta Sexta-Feira do País depois de ter demitido o Governo e marcado eleições daqui a seis meses, mas é o exército que está a exercer o poder nas ruas.

 

Será que se acendeu um rastilho?

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 01:39

14
Jan 11

 

As imagens dramáticas que nos vão chegando da tragédia que se abateu sobre a zona serrana a norte do Rio da Janeiro, deixam-me com um nó na garganta.

 

As cheias acontecem por todo o lado, mas com este grau destruidor em bens e principalmente em vidas humanas, são autêntica catástrofe.

 

A nossa relação com o Brasil e com os brasileiros, faz com que nos sintamos amargurados e tristes com a situação.

 

Que a chuva pare e que os sobreviventes tenham força para recuperarem deste pesadelo.

 

As vítimas que descansem em paz!

 

Silvestre Félix

 

(Foto: Sapo)

publicado por voltadoduche às 01:02
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13
Jan 11

As entidades reguladoras, que por vezes tomam outro nome que não este, são ferramentas de cidadania que o Estado coloca ao serviço da sociedade. Estas entidades foram criadas e existem, para atuarem com independência junto das instituições públicas ou privadas que prestam serviços ou fornecem bens, regulando o seu funcionamento junto da comunidade.

 

Esta realidade foi um avanço significativo para que haja um mínimo de confiança nas instituições, por parte dos cidadãos. Acontece no entanto, que, numa ou noutra situação, algumas destas entidades, me parecem pecar pela falta de bom senso.

 

Este preâmbulo vem a propósito de mais uma ida do Diretor de Informação da RTP à Comissão de Ética da Assembleia da República. Os profissionais da televisão pública, não podem ser constantemente acusados de favorecerem quem está no poder, seja o PS, PSD ou CDS. O mesmo filme que vejo agora, já vi quando o PS estava na oposição.

 

Esta ida à Comissão de Ética, foi a pedido do PSD e no seguimento do último relatório do pluralismo partidário apresentado pela ERC – Entidade Reguladora da Comunicação Social, em que o PSD aparece “sub-representado”, ou seja, apareceu menos tempo nos ecrãs do que os pressupostos da ERC sugerem.

 

Não me parece possível que a informação da RTP ou de qualquer outra televisão, possa funcionar na base de contagens de tempos de antena para cada um dos partidos, ou então, como diz o JAC, passa-se “a criar notícias e a fazer jornalismo Excel”.

 

Bom senso meus senhores, bom senso!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:09

12
Jan 11

 

O leilão de dívida soberana realizado hoje, devidamente contextualizado, deve admitir-se que correu bem.

 

Dito isto, também é preciso perceber que nenhum problema do País foi resolvido, nem ficamos livres da especulação instalada. Considerando as expetativas, grande parte pela negativa, é natural que o Governo tivesse reagido como o fez, e com isto, não estou a afirmar que gostei de ver toda aquela euforia. Não tinham feito mal se se tivesse resguardado um pouco. Bem, mas se até a Chanceler Alemã se pronunciou de forma tão positiva, como é que o Sócrates não havia de o fazer e ainda por cima em Frankfurt.

 

O que mais me chateia é que, se ainda tinha dúvidas, hoje fiquei exclarecido.

 

Existem realmente forças políticas, agentes políticos da área da governação, que não ficaram satisfeitos.

 

Se até aqui, tinham o cuidado de ser politicamente corretos quando diziam que era muito mau a vinda do FMI, com o resultado do leilão de hoje, ficaram decepcionados porque queriam que corresse mal e, como o tempo corre, as presidenciais são para a próxima semana, já não se justifica esconderem exatamente os seus objetivos.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:22

11
Jan 11

 

Portugal e os portugueses têm coisas boas e muitos motivos para se orgulharem.

 

Ontem, festejamos a conquista do troféu “Bola de Ouro” da FIFA por José Mourinho. A marca “Portugal” foi amplamente divulgada através da consagração do nosso compatriota.

 

Na verdade, não somos assim tão maus e não nos ficamos só pelos êxitos desportivos! Se nos aplicarmos bem ao exercício, quase todos os dias da semana podíamos festejar sucessos portugueses.

 

Por exemplo: Portugal é o líder mundial nos transplantes de fígado e vice-líder nos rins. Está no topo nos transplantes de órgãos humanos duma forma geral e também no que se refere às colheitas.

 

Existem três centros de transplantes nacionais: No Porto, Coimbra e em Lisboa. São equipas altamente profissionalizadas e especializadas com uma grande dose de motivação do ponto de vista humano. São dezenas de técnicos experientes que possibilitam o ressuscitamento de muitas vidas que, de outra forma, chegariam ao fim. Todos são importantes e indispensáveis no circuito que vai desde a colheita do órgão, passando pelo transporte, por terra, mar ou ar, até ao transplante propriamente dito. Tudo tem de ser feito num tempo limite que é sempre muito curto.

 

Todos conhecemos o Dr. Eduardo Barroso, responsável pela equipa de Lisboa no hospital Curry Cabral e, por isso, é através dele que presto homenagem a todas as equipas e a cada membro, pelo serviço prestado À VIDA!

 

Esta é mais uma razão para todos nos orgulharmos de sermos portugueses!

 

Silvestre Félix

 

(Foto: DN Online)


10
Jan 11

No meio futebolístico, mesmo em Portugal, muitas dúvidas houve se Mourinho ganharia o troféu da FIFA de melhor treinador do mundo relativamente a 2010. A realização do Mundial, a vitória da Espanha com o treinador Del Bosque e a campanha mediática dos seus detratores, colocavam-no em desvantagem.

 

Verificou-se que, mesmo em ano de mundial, o que conta mesmo é a prestação dos treinadores ou atletas nos seus campeonatos nacionais e continentais. Aconteceu com José Mourinho que ganhou tudo com o Inter de Milão e com Messi que, muito embora o fraco mundial ao serviço da sua seleção, a Argentina, continua a encantar, enquadrado na sensacional equipa do Barcelona e, por isso, voltou a ganhar o troféu da Bola de Ouro.

 

Não conheço o homem José Mourinho senão da forma como se apresenta na comunicação social e, admito, que no resguardo das suas relações mais próximas seja uma pessoa diferente, mas, pelo homem que me entra pela casa dentro ou de quem eu leio nos jornais, não tenho simpatia. O homem mostra-me características que eu não aprecio em ninguém. Será a interpretação de uma personagem que ele criou e leva essa representação até ao limite? Pode ser, mas então, eu não gosto do papel.

 

Do ponto de vista profissional, é de fato o maior! Os resultados falam por si e, neste momento, já não precisa de provar nada a ninguém.

 

Gostei muito da forma como reagiu, como justificou o uso da nossa língua – sou um orgulhoso português – e, como e com quem partilhou a conquista do troféu. Em menos de um minuto, deu uma lição de patriotismo a muita gente que anda por aí…,anos a fio, e, não o conseguem, não sabem ou não o querem fazer.

 

Hoje, existem todas as razões para estarmos orgulhosos de José Mourinho e, como ele, por sermos portugueses!

 

Silvestre Félix

(Foto: DN Online)

publicado por voltadoduche às 20:02

09
Jan 11

Todos os portugueses que festejaram o 25 de Abril, e que acreditaram na verdade dos homens que o tornaram possível, ficaram hoje mais pobres com o desaparecimento terreno de Vitor Alves.

 

Mais pobres, porque esta sensação de perda dos valores interiorizados naquele dia e nos que se seguiram, cresce e acelera quando um dos principais obreiros da revolução morre.

 

Vitor Alves, para além da sua operacionalidade antes e durante o dia 25 de Abril, foi uma força importante de moderação nos tempos que se seguiram, optando com outros, e à medida que se iam medindo as influências partidárias, por uma postura central muito difícil de assumir e materializar naquela época.

 

O Capitão de Abril não estava, de certeza, satisfeito com a situação atual de Portugal.

 

Quando acima digo “perda” é neste sentido: Deficit externo de dois dígitos, deficit orçamental previsto para 2010 de 7,3%, dívidas soberana e nacional excessivas para a debilitada situação económica, as permanentes ameaças à nossa soberania – hoje económicas, não militares – por forças completamente obscuras ao serviço do grande capital universal e que se sobrepõem a todas as instituições democráticas, a regressão de fato, do nível de vida dos portugueses com uma taxa de desemprego nos máximos históricos e, em consequência de tudo isto e dos interesses anti-comunitários da União Europeia, o Governo do PS – porque se fosse doutra cor partidária era o mesmo – é obrigado a fazer um orçamento altamente recessivo com todos os sacrifícios que isso implica.

 

Por outro lado, o Capitão de Abril estava de consciência tranquila porque todo o esforço e luta empreendida naquela época, resultou em muitas coisas boas e essenciais para recuperar o caminho certo da nossa história:

 

A Guerra Colonial acabou, os povos das antigas colónias puderam finalmente ser independentes, a pide foi desmantelada assim como todo a estrutura do Estado da ditadura, foi eleita uma Assembleia Constituinte e elaborada uma Constituição Democrática que, por sua vez, deu lugar a eleições democráticas para o Presidente da Republica, para a Assembleia da República e para as Autarquias, a economia, a pouco e pouco, democratizou-se, deixamos de estar orgulhosamente sós e passamos a fazer parte da família europeia e, à medida que os anos passaram, o sistema democrático foi sendo encarado como o ar que se respira.

 

Duma forma geral, e por muito que nos queixemos, não há comparação possível entre o Portugal de Abril de 1974 e o de hoje. A Evolução foi a pique. É bom não esquecer que, para além de todos os problemas que aí estão, fazemos parte do conjunto reduzido de Países a que chamam ricos!

 

Vitor Alves é merecedor de todas as homenagens.

 

Que descanse em Paz!

Silvestre Félix

 

(Foto: Expresso Online)


08
Jan 11

 

O verdadeiro mistério com as aves que têm estado a cair mortas dos céus em vários Países, ao contrário do que parece, está a preocupar a comunidade científica em todo o mundo.

 

Por enquanto, pelo menos publicamente, ainda não há nenhuma teoria credível sobre as causas da matança. Existem várias explicações desgarradas mas, mesmo essas, vão caindo porque no acontecimento seguinte não se verificam as mesmas condições.

 

O fato dos locais serem tão distantes (USA, Suécia, Itália, Nova Zelândia, etc.) e das aves mortas em determinado sítio serem da mesma espécie, não ajuda a que se descubram os motivos. Para além disso, as análises que têm estado a ser feitas, teimosamente, continuam a não fornecer resultados cientificamente comprovados.

 

Os agentes “matadores”, definitivamente têm de estar na nossa atmosfera à “espreita” dos incautos.

 

É assustador pensar que, do ar que respiramos (e as aves), possa vir qualquer coisa que nos mate rapidamente.

 

A humanidade continua leviana e a possibilidade de não haver reversão na caminhada da destruição do planeta, é real.

 

O degelo está a verificar-se cada vez com mais velocidade e, em pouco tempo, a terra pode virar outra coisa qualquer muito diferente do que é hoje.

 

Porque morrem os pássaros?

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:05

07
Jan 11

Já não há pachorra!

 

Fechem a porcaria do BPN e comecem outro de novo.

 

O cidadão comum, a quem a discussão do BPN diz muito pouco ou mesmo nada, tem de gramar as mesmas conversas, com os mesmos protagonistas, dezenas de vezes por dia. As televisões não fazem nem falam noutra coisa. As interpelações aos candidatos presidenciais, invariavelmente são sobre o BPN. As entrevistas e os debates que fazem em estúdio têm como principal prato da ementa, o BPN.

 

Ninguém duvida, que o BPN era um “madoff” em ponto pequeno, só que o figurão americano foi preso e condenado em seis meses e, aqui, neste “retângulo à beira-mar plantado”, já passaram dois anos desde que estalou a bronca e, só agora, vai começar o julgamento do principal arguido do processo que junta vários antigos administradores e altos funcionários do banco.

 

Com sorte, e depois dos nossos competentíssimos tribunais despacharem centenas de testemunhas arroladas e infindáveis recursos, lá para a próxima década talvez se consiga concluir que, afinal, não era tanto assim e que são todos “boa gente”.

 

Entretanto, a campanha presidencial que se augurava calma e pacífica, virou atribulada e agressiva porque, em tempos, um dos candidatos, como dezenas, centenas ou milhares de outros investidores, teve produtos financeiros da SLN e transacionou-os com apetecível lucro. Acresce que os, agora arguidos, têm sido, ao longo dos anos, amigos do peito e do partido, deste mesmo candidato presidencial.

 

E aqui é que está o busílis!

 

O professor, sabendo a delicadeza da coisa, encarando a situação de comprar e vender com obtenção de lucro absolutamente normal, não deveria dedicar-se ao exercício arrogante de se referir à atual administração do BPN da maneira como o fez. Com humildade e falando naturalmente sobre o negócio, poderia ter passado por isto com a maior das facilidades, evitando todo este circo e, pior do que isso, a corrida aos balcões do BPN para efetuarem levantamentos que já vão em 200 milhões. Ou seja, se o banco estava mal, decerto que está muito pior agora.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:20

06
Jan 11

Pela janela do terceiro andar posso ver o mundo espelhado nas águas do Tejo, na perspectiva que me apetecer, da vazante ou da enchente. Mais do que isso, é a capacidade do “Cacilheiro” que transporta o tempo sempre muito bem contado e pesado, não vá o diabo tecê-las.

 

Galgando lá para a frente, mesmo pela janela do terceiro andar, não consigo ver com a mesma clareza as imagens muito coloridas e com os contornos bem vincados. Agora, com muito tempo contado e transportado, tudo está envolto em neblina sem se saber onde é o princípio e o fim.

 

Neste sítio, depois da contagem, deixaram de chamar ao pagamento do trabalho, “féria” ou “jorna” e passaram a dizer-me que é “ordenado” ou “vencimento”. Qual é a diferença? Não será a mesma coisa?

 

Se calhar não!

 

Aqui e agora, o que se diz antes do tempo contado pode não ser a mesma coisa que se diz depois do tempo contado. É como se vê espelhado na correnteza do Tejo:

 

Nas mesmas águas se lêem imagens distintas, consoante sobem ou descem. O que é verdade num momento é mentira noutro!

 

Daquela janela do terceiro andar a um passo (de gigante) das águas-furtadas,

 

via sempre a mesma verdade!

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:29

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