A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

24
Nov 10

 

Há cinco dias que João Marques não ia a casa e só saía do quartel em serviço. Estávamos a 24 de Novembro de 1975, Segunda-Feira.

 

João estava a par das novidades pela rádio e televisão da sala de Sargentos. Calculava que a qualquer momento a situação podia piorar. A posição rebelde e inflexível dos “Para-quedistas” incendiava o País. Já era muito claro quem estava com quem. Desde o fim-de-semana que várias organizações populares, como comissões de moradores e de trabalhadores que, duma forma completamente irresponsável, começavam a abancar à porta dos quartéis afetos ao COPCON, pedindo e, nalguns casos exigindo, armas. A nossa Unidade não estava com o “Grupo dos Nove” e, já no Sábado, se percebeu que o Comandante estava inseguro relativamente à sua permanência aqui no Regimento e, por outro lado, à continuação da existência do COPCON e ao destino do seu Comandante.

 

Nada disto agradava a João. Por um lado, nunca quis, não queria nada com tropa. Detestava farda, armas, tudo o que fosse militar. Só assentou praça porque foi obrigado. Por outro lado, o perigo de haver confronto com armas assustava-o muito. Era pacífico dos quatro costados e não admitia, contrariando muito a onda e o ambiente do PREC, qualquer tipo de violência. Ainda ficou pior porque uma das irmãs foi ao quartel saber como ele estava e ver se precisava de alguma coisa. Preocupação natural da família. Para quem ia todos os dias a casa, estar cinco dias sem aparecer não era pacífico.

 

SBF

(Continua)

(Texto extraído do escrito “25 de Novembro do ano do PREC” de Silvestre Félix)

(Baseado na realidade, com nomes e algumas situações ficcionadas)

publicado por voltadoduche às 17:50

 

Os portugueses têm todas as razões para estarem descontentes e a greve é um direito inalienável de quem trabalha.

 

Estou cansado e farto de aturar “tiradas” panfletárias do “baralho” de líderes dos mais variados grupos que, como protagonistas, vingam no sucesso à custa do povo português.

 

A propaganda, para mim, nunca deixou de ser o mesmo, numa forma reduzida, da expressão “vender banha da cobra”. Ou seja, tem uma grande dose de convencimento do destinatário que não corresponde, de maneira nenhuma, ao grau de qualidade do produto.

 

Pressupostos considerados, era bom que os tais protagonistas (de todos os naipes) se contivessem no uso de propaganda para venda do seu produto.

 

SBF

(Imagem: Arquivo 1975)

publicado por voltadoduche às 13:07

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