A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

04
Out 10

 

 

Já todos estamos fartos do vosso paleio!

 

Hoje é sobre a entrevista de PC ao diário económico. Ninguém vos quer ouvir mais! Um dia, Sócrates, no dia a seguir Passos Coelho. Toda a gente já percebeu que temos de “levar com a ripa”, com ou sem impostos e com ou sem redução de ordenados.

 

Já entendemos, porque não somos estúpidos, que o orçamento apresentado pelo Governo tem de ser aprovado. Se não for, o País não só bate no fundo, como vamos todos na enxurrada.

 

Por muitas razões que o PSD apresente, quem está no Governo, pelo menos por enquanto e seguramente até Julho de 2011, é o PS e o primeiro-ministro José Sócrates. Sendo assim, pode o Passos botar os discursos contra o orçamento, que quiser, que ninguém o ouve! Ontem mesmo ouvi o Prof. MRS dizer, mais uma vez, que “o PSD não tem que negociar nem concordar com o orçamento, basta que se abstenha!” É de fato assim e, se o declarasse já, os portugueses e os “mercados” ficariam mais calmos e mais confiantes.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 15:37

(Continuação – No tempo da ditadura, durante a Guerra Colonial)

 

Oh Caladinho, deixa lá o andante… já se faz tarde e os meus amigos devem estar admirados com a minha demora, na certa, contarão que chegue com um grão na asa…, ou dois... 

 

Espera Coutinho que és Bernardino. Passam tão poucos carros, que é uma pena a gente não os ver.

 

O barulho foi aumentando e, ao cimo já se via o andante.

 

Estás ver Coutinho que és Bernardino, uma “arrastadeira” de duas portas preta… Olha, afinal são dois, e o outro também é preto e é um Ford. Ummm! Estes dois pretos e a estas horas? Não cheira a boa coisa…

 

E os carros lá continuaram em direcção a Albarraque.

 

Quinta do Olival, virando à direita a seguir à Quinta de Stº António, pelo Sigamó, Abílio e Cipriano, chegados ao Rio das Sesmarias. Conversa certa, mesmo estando só o sítio, pois as chuvas ainda não vieram e, mesmo sequinho, o Amigo Rio das Sesmarias, não perdia a oportunidade para meter conversa.

 

Então Coutinho que és Bernardino, o nosso amigo Caladinho também vai aprender a ciência da pedra?

 

(Diz o Coutinho que é Bernardino) O Caladinho aprender a ciência da pedra? Não Amigo Rio das Sesmarias, a ciência do Caladinho é outra.

 

E de ajuntamento a três, dum momento para o outro, ficou a quatro, o que, naquele tempo, podia ser perigoso – Mais de três podia ser manifestação subversiva.

 

(Continua – Extraído do escrito “O Cabouqueiro e a Ciência da Pedra” de Silvestre Félix)

 

SBF

publicado por voltadoduche às 01:03

03
Out 10

Comparativamente, o regime de organização política de cariz republicano, é mais certo e justo para as sociedades modernas do que as monarquias.

 

Não quer dizer que todas as repúblicas proporcionem aos seus cidadãos melhor vida do que muitas monarquias. Há bons e maus governos em ambos os regimes.

 

Do que se trata, é a injustiça da atribuição de poder sobre os seus concidadãos, por razão do nascimento, ou seja, o chamado “príncipe” na monarquia, pelo fato de ter determinada ascendência, vai, mais tarde, ser investido (coroado Rei ou Rainha) Chefe de Estado. Enquanto o Presidente da República é investido nessa função, por sufrágio direto e universal ou por colégio parlamentar, expressando-se assim a vontade da sociedade através do voto popular.

 

Em qualquer dos casos, hoje, as monarquias ocidentais existentes são todas constitucionais, não tendo poder executivo ou legislativo. Ficam-se pela representação do Estado e pouco mais.

 

Acho que, nesta época, na Europa e duma maneira abrangente, no Ocidente, não se justificam mudanças em qualquer dos sentidos – As monarquias estão bem e as repúblicas igualmente.

 

No caso de Portugal, a propósito das comemorações dos 100 anos da implantação da República, embora haja uma razoável corrente monárquica organizada e mesmo um pretendente oficial ao trono, D. Duarte Nuno o Duque de Bragança, penso não haver dúvidas sobre a preferência republicana dos portugueses.

 

Ainda assim, considerando a forma violenta como a monarquia foi deposta, estes, deveriam ter oportunidade de dar a conhecer aos portugueses a sua versão de regime e também as suas “dores”, porque também é disso que se trata. Nestes últimos meses, os escaparates das nossas livrarias, os jornais e as televisões, têm sido invadidos por motivos republicanos sendo estes naturalmente os “bons”, anulando por completo, qualquer sinal monárquico.

 

É bom lembrar que os revolucionários republicanos de 1910 – porque culpavam a monarquia de todos os males – prometeram resolver todos os problemas existentes no País. Sabemos como andamos até hoje, passando pelos difíceis golpes e contra-golpes até 1926 com condições de vida – mesmo comparando com o resto da Europa – degradantes e a ditadura até 1974. Será que em monarquia estávamos diferentes? Melhores? Piores? Ou na mesma?

 

SBF

publicado por voltadoduche às 01:39

02
Out 10

 

Ramos Horta, Presidente de Timor-Leste, está há alguns dias em Portugal mas, considerando as notícias produzidas pelos órgãos de comunicação portugueses, especialmente as televisões, dir-se-ia que estamos enganados, que Ramos Horta estará em qualquer sítio, menos no nosso País.

 

As nossas televisões, que ainda não atingiram aquele número mínimo de repetições daquelas “peças” sobre o OE de 2011 e entrevistas e fóruns para realização do ego de comentadores residentes e de aluguer, estão-se nas tintas para o resto!

 

O povo timorense está no nosso coração e por isso merece toda a nossa atenção e acompanhamento, pelo que, a presença em Portugal de Ramos Horta, deve ser notícia de primeira página e de abertura dos noticiários das televisões.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 12:50

 

Por todas as razões que sabemos, o Brasil é como se fosse também a minha terra. Tenho a certeza de que se lá vivesse, me sentiria tão brasileiro como os brasileiros.

 

Já era um grande País, mas, nesta última década, coincidindo com a presidência de Lula da Silva, o Brasil passou de País emergente a emergente potência económica. O Brasil de Lula, desenvolveu-se como não se viu em nenhum outro sítio e tirou da miséria dezenas de milhões de brasileiros.

 

No próximo Domingo os brasileiros vão escolher novo Presidente. Como toda a gente, espero que Lula tenha um sucessor à altura e que, daqui a dez anos, possamos estar aqui a fazer a mesma prosa.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 00:45

01
Out 10

 

O mundo de hoje está completamente vazio de ideologia. Não há socialismo, não há social-democracia, não há comunismo, não há democracia-cristã, etc., etc., que resista à atual situação. Na Europa, há Governos diversos com os mesmos problemas.

 

Os Países, as sociedades, os Governos, estão completamente reféns do mundo financeiro especulativo que, por sua vez, se continua a sustentar no negócio da energia/petróleo.

 

As ténues ameaças que começaram a pairar sobre os grandes monopólios das petrolíferas, fizeram com que os trunfos fossem todos colocados na mesa e passaram ao ataque.

 

A globalização foi uma batalha ganha pelas grandes multinacionais. O grande capital conseguiu assim fechar as Industrias no ocidente, onde o operariado já ascendia a ordenados médios, e voltar a abri-las nos chamados países emergentes, onde, os gastos com pessoal, representa nalguns casos, um décimo da Europa ou USA. Com esta troca, voltaram a faturar lucros fabulosos e, em contrapartida, a crise caiu em cima de todo o mundo ocidental com falências umas atrás das outras, obrigando os governos a socorrer os cidadãos reforçando os apoios sociais e aumentando significativamente os seus deficits e as suas dívidas soberanas.

 

É mais ou menos neste ponto que estamos em Portugal.

 

Quantas multinacionais se deslocalizaram nos últimos dois anos e meio?

 

Qual é a percentagem da nossa taxa de desemprego que corresponde a fechos destas industrias?

 

Qual era o peso na nossa exportação destas empresas que fecharam e se mudaram para a Índia, para o Paquistão, para a China ou para qualquer outro sítio?

 

Ninguém dá estas respostas. Também é verdade que ninguém pergunta!

 

Se, nestes últimos anos, o Governo fosse: do PSD, do CDS, do BE ou do PCP, as multinacionais não se tinham ido embora?

 

É só papagaios! Quando os oiço falar, tenho vontade de baixar o som! Já não há pachorra!

 

Precisamos consolidar as contas públicas com ações e menos paleio e, para não estarmos nas mãos de multinacionais, de Berlim ou de Bruxelas, o mais depressa possível, valorizarmos o produto nacional restaurando a nossa industria pesqueira, a agricultura, construção e reparação naval, tornar os nossos portos de mar competitivos com os do norte da Europa, investir em tudo o que tenha a ver com energia limpa e renovável, revigorar a industria vidreira e de porcelana, etc., etc. Paralelamente, articular e desenvolver ações de parcerias com o Brasil, PALOP’s, e outros países africanos.

 

Os cangalheiros que por aí andam, não vão conseguir enterrar já este – PAÍS – a caminho de 900 anos de existência!

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:44

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