A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

07
Nov 09

 

“Ele é analfabeto, não sabe falar, e quando fala é vulgar e grosseiro.”
Isto é só uma amostra do que disse Caetano Veloso, referindo-se ao Presidente Lula da Silva, em entrevista ao jornal “Estado de São Paulo”. Na edição online, pode ver-se hoje alguns comentários acerca desta entrevista, e as opiniões dividem-se, ou seja, também no Brasil, tal como em Portugal, há muito complexo de superioridade de braço dado com os doutorados, professores e outros cursados.
O Presidente Lula da Silva, foi eleito para este segundo mandato com uma elevada percentagem. Visto de fora, associamo-lo com o grande crescimento económico brasileiro e com a conquista de lugares nos palcos internacionais como primeira economia emergente, (exemplo, o G 20) o Presidente Lula tem sido um factor determinante na estabilidade regional, é uma voz consultada e ouvida para as questões do diálogo norte/sul e tem dado importante impulso ao reconhecimento da CPLP como grande organização lusófona no contexto das nações.
Com esta contribuição, em que os primeiros beneficiados são os brasileiros, como pode um Caetano Veloso que, quando muito, é bom compositor e sabe cantar, dizer tais barbaridades só porque o homem não é doutorado e teve a profissão de operário? Pode até, politicamente não ser seu apoiante, e ter uma postura adversária, tem esse direito, agora ser, ele sim, grosseiro nas afirmações que faz, só lhe fica mal.
SBF
publicado por voltadoduche às 01:45

06
Nov 09

Lembro-me bem daquela figura excêntrica, apresentada pelo Júlio Isidro no programa Passeio dos Alegres aí por 1981 ou 82. E quando começou a cantar? Bom, era mesmo descoberta do Júlio Isidro, só ele!
Como todos os portugueses em geral, também eu fiquei fã do António Variações. Foi o início de uma carreira fulgurante, embora curta, mesmo muito curta, o António Variações morreu a 13 de Junho de 1984.
Passados 25 anos, é como se ainda estivesse fisicamente entre nós. Somam-se os êxitos de reposições, compilações e versões das suas composições, e não há português, de pelo menos três gerações seguidas, que não conheça e não goste das músicas e letras do Variações.
Na próxima 5ª Feira, dia 12 de Novembro, vão ser leiloados objectos pessoais do Artista. Serão lembranças especialmente dedicadas aos fãs e de bases de licitação acessíveis. Vão desde os € 20.00 aos € 1 000.00, e andam pelas fotos, diapositivos, pequenas peças de roupa, cassetes de vídeo, etc, etc.
Sempre achei um bocado sem sentido, por um lado, as pessoas gostarem de ter objectos de outros, muitas vezes sem haver qualquer tipo de intimidade, por outro, os próprios ou os herdeiros, desligarem-se de coisas que fizeram parte do seu (ou de quem representam) dia a dia.
Em qualquer dos casos, sempre é um dia em que o Variações vai ser muito lembrado. Vai ser entendido e considerado como mais uma homenagem ao Artista. Sendo por aí, bem hajam!   
SBF
(Foto: Internet)
publicado por voltadoduche às 01:24

05
Nov 09

 

Desde ontem, que se sucedem elogios, alguns até “rasgadíssimos”, a Armando Vara, depois de ter pedido a suspensão do cargo na administração do BCP.
Logo que o seu colega Presidente afirmou, perante os jornalistas, que a situação prejudicava a imagem do banco, ele não tinha outra alternativa senão fazer o que fez.  
Sem pretender fazer qualquer juízo de valor, até porque o direito à presunção da inocência, não pode ser só retórica, a especificidade do cargo que ocupa não é compatível com qualquer tipo de dúvida sobre a sua conduta.
Em todo o caso, da mesma forma que não devia ter sido logo condenado (sem julgamento) por tanta gente, também agora não se justifica tamanha fila de cumprimentos e de reconhecimentos de carácter e de ética, à pessoa em questão.
Tudo tem a sua conta e medida!  
SBF
publicado por voltadoduche às 00:41
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04
Nov 09

 

Então, mas não foi o PS que ganhou as eleições? O Primeiro Ministro não é o José Sócrates?
Queriam o quê? Que ele apresentasse o programa de governo da(s) oposição(ões)?
É claro que o governo só podia apresentar o programa do PS. Alguém se dispôs a estabelecer algum acordo com o PS? Parece que não, e todos se “gabaram” muito disso. Portanto, se não houve esse tipo de compromisso, é o programa eleitoral do PS que os eleitores votaram em maioria, que “vai a jogo”.
A partir do programa apresentado na Assembleia da República, vai ser feita a discussão e, todas as bancadas, irão dizer de sua justiça. Ou seja, se houver necessidade de negociações e acordos, cedências dum lado e doutro e mesmo compromissos, então sim, estão no tempo certo e não mais cedo.
O extraordinário no meio disto tudo, é a desfaçatez de alguns politólogos e comentadores, que embarcam completamente nos argumentos da oposição – Que o Primeiro ministro se comporta como se tivesse tido maioria absoluta. Então agora, quem ganhar eleições, só tem legitimidade para apresentar o seu programa se tiver maioria absoluta?
Vamos ver o que valem na Assembleia a partir da próxima 5ª Feira.
SBF
publicado por voltadoduche às 01:38

03
Nov 09

Os Retornados
Um Amor nunca se esquece
De Júlio Magalhães
 
É o primeiro romance do autor. Conhecido do grande público pelo seu trabalho de televisão, primeiro na RTP e depois na TVI, onde recentemente, foi nomeado Director de informação.
Júlio Magalhães nasceu no Porto mas foi com sete meses para Angola, tendo vivido em Luanda muito pouco tempo e depois, até regressar a Portugal em 1975, na cidade de Lubango, nome actual, e que antes se chamava Sá da Bandeira.
Embora só tivesse 12 anos quando regressou à cidade do Porto, viveu por dentro o drama de muitos milhares de Portugueses que, dum dia para o outro, tiveram de deixar tudo para trás e lutar para conseguir um lugar num avião ou em qualquer outro meio de transporte, que os tirassem de Angola. Ninguém respeitou os acordos do Alvor. De Portugal já não era possível enviar mais soldados para substituir os que regressavam, os três movimentos de libertação lutavam entre si para conquistarem o poder, e, por outro lado, iam esmagando tudo o que fosse português, mesmo que estivessem em Angola há 2 ou 3 gerações. No verão de 1975, estava espalhado o terror e a morte era “tratada por tu”. Toda a gente queria fugir das cidades Angolanas, e principalmente de Luanda.
Depois da fuga, iniciava-se outra luta. Chegar a Portugal, para muitos um País completamente desconhecido, e tentar recomeçar tudo de novo, acartando às costas o peso de ser “retornado”.
Decorridos 34/35 anos, começa a falar-se deste período da nossa história com toda a abertura, sem tabus, e também os que cá estavam em 1974/75, já conseguem entender quanto difícil foi ser “retornado” naquela época.
Este romance do Júlio Magalhães foi um êxito, como já está a ser o segundo “Um Amor em Tempos de Guerra”, e aconselho todos a sua leitura.
É uma edição da “Esfera dos Livros” e a primeira foi em Fevereiro de 2008.
SBF
(Gravura: Capa do Livro)
publicado por voltadoduche às 01:01

02
Nov 09

Finalmente, começaram a chegar ao Centro de Reprodução do Lince-Ibérico em Silves, exemplares desta espécie animal, para que a reprodução seja iniciada em Portugal como já vem acontecendo em Espanha.
Já estão em Silves, vindas de Espanha, duas fêmeas e um macho e, até Dezembro, prevê-se que cheguem mais 13. Como se sabe, o Lince Ibérico está em vias de extinção e, só com este tipo de intervenções, se está a conseguir parar o sentido e invertê-lo.
Depois de um período, que não será longo, de adaptação nos Centros de Reprodução, teremos linces em liberdade nas serras Algarvias, na serra da Malcata e, noutros locais onde o ICNB entenda adequado.
Bom trabalho!
SBF
(Gravura: Wikipédia)
publicado por voltadoduche às 17:20

 

O que entra nos nossos ouvidos, é: – pon’pordeus.
Na verdade, o que, logo de manhã muito cedo, se ouviu na boca de magotes de crianças por essa Abrunheira fora, neste dia 1 de Novembro de 2009, foi o mesmo que já se ouve há muito tempo contado em anos. Para mim, valem pelo menos cinquenta… metade dum século.
“Pão – Por Deus” – É isso… é pão que se pede. Claro que hoje, oferece-se tudo menos pão. Os miúdos do século XXI não achariam graça nenhuma que lhe metêssemos pão nos sacos. Duma maneira geral, temos o cuidado de na véspera trazermos do super-mercado, uns chupas, rebuçados, chocolates, caramelos, gomas, outras guloseimas sortidas e sei lá mais o quê.
Mesmo assim, e certo que a maioria das crianças, que hoje palmilharam a Abrunheira e outras localidades onde é hábito o “Pão – Por Deus”, o fizeram incentivadas pelos Pais por uma questão de tradição, mesmo assim, dizia, houve alguns, que neste dia de “Todos os Santos”, provaram iguarias, que de outra forma nunca é possível.
Nestes dias difíceis, para muitas famílias aqui na Abrunheira, e em muitas outras “terras de Deus”, pedir “Pão – Por Deus”, não só no dia um, mas em todos os dias do mês, faz toda a diferença.
SBF
publicado por voltadoduche às 00:56

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