A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

06
Set 09

«EM NOME DE DEUS TODO-PODEROSO, Padre, Filho e Espírito Santo, três pessoas realmente distintas e apartadas e uma só essência divina. Manifesto e notório seja a todos quantos este público instrumento virem, como na vila de Tordesilhas, a sete dias do mês de Junho, ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de Mil Quatrocentos e noventa e quatro anos…»
É assim que começa o texto do famoso tratado de Tordesilhas, entre Portugal e os Reinos titulados (pela mesma época unidos numa só designação de Espanha) pelos Reis Católicos Fernando e Isabel. O tratado feito e concluído no dia sete de Junho na presença destes e do embaixador português D. João de Sousa e desembargador Aires de Almada, seria ratificado e assinado por D. Fernando de Aragão a 7 de Julho e por D. João II de Portugal a 5 de Setembro do mesmo ano, fez ontem 515 anos.
O Tratado, reclamado por D. João II, pretendia garantir os descobrimentos portugueses para ocidente, até 370 léguas de Cabo Verde que incluía o Brasil, já conhecido pelos nossos navegadores mas com descoberta oficial só em 1500 e também todo o hemisfério oriental. Esta salvaguarda foi necessária, em virtude da descoberta das Antilhas por Cristovão Colombo, ao serviço de Castela no ano de 1492, ficando toda a América para Castela por estar a oeste das ditas 370 léguas de Cabo Verde.
Hoje sabe-se, para além de Cristovão Colombo ser português de Cuba (Alentejo), que D. João II estava ao corrente das suas viagens e eventualmente até fazendo parte duma estratégia portuguesa que, com a sua morte em 1495, não chegou a ser apurada. O certo, é que a 6 de Março de mil quatrocentos e noventa e três, arribou ao cais do Restelo Cristovão Colombo com a única intenção de ser recebido pelo Rei português. O seu desejo foi cumprido, D. João II recebeu-o com todas as honras mas nunca se chegou a saber exactamente o motivo dessa audiência.
Dois anos depois sobe ao trono D. Manuel e Colombo continua a suas viagens à América ao serviço dos Reis Católicos.
Naquele tempo dizia-se; Senhor D. João II, pela graça de Deus rei de Portugal e dos Algarves daquém e dalém mar em África e senhor da Guiné.  
SBF
(Gravuras: Wikipédia) – (Dicas: História de Portugal José Hermano Saraiva e Newton de Macedo)

05
Set 09

Neste dia 5 de Setembro, faz 12 anos, que Agnes Gonxha Bojaxhiu conhecida em todo o mundo por Madre Teresa de Calcutá, morreu com 87 anos na cidade que a adoptou.
É o maior exemplo de generosidade, de entrega total e de fazer bem aos que mais precisam.
Embora religiosa Católica, nunca olhou à crença de cada um que precisava de auxílio.
O Papa João Paulo II, acompanhou a sua obra e beatificou-a em 19 de Outubro de 2003, menos de 2 anos de ele próprio morrer.
Não são poucas as vezes, que, no nosso dia – a – dia, referimos o nome de Madre Teresa de Calcutá, como sinónimo de caridade, auxílio, generosidade, etc.
A congregação “Missionárias da Caridade” está espalhada por todo o mundo com milhares de irmãs seguidoras de Madre Teresa.
SBF
(Foto: Wikipédia)
publicado por voltadoduche às 18:25

 

A quem beneficia e a quem prejudica o episódio do cancelamento do “jornal” da MMG?
Era certo, para a maioria dos cidadãos minimamente informados, que a saída do JE Moniz, que em si, já é resultado de “abandono” do barco que vai afundar-se, provocaria de imediato a saída também da MMG e de outros do mesmo clã. É assim que acontece em todo o lado e em circunstâncias parecidas. Não existiam atenuantes. Aquele jornal é lixo, e a pivô, é o que o bastonário da Ordem dos Advogados um dia lhe disse na cara e em directo. Esta é uma parte da história, corre no âmbito empresarial e é o raciocínio lógico sem trunfos escondidos na manga.
A componente política – partidária é que baralha as coisas. Estamos no início duma campanha eleitoral e o que se passou não foi numa empresa qualquer, foi numa estação de televisão líder de audiências. A quererem correr com a MMG e outros, deveriam ter esperado um mês, e então, faziam o que muito bem entendiam, a não ser que a intenção fosse mesmo prejudicar o PS e o Governo.
Objectivamente, os prejudicados são o PS, o Governo e o Engº José Sócrates. Os beneficiados, são os concorrentes da ”Média – Capital”, porque podem comprar mais barato, e, duma forma geral, a oposição, na mesma medida invertida do prejuízo PS.
Será que os eleitores “imparciais” ou “indecisos” conseguirão separar o trigo do joio?
SBF

04
Set 09

 

Manuel Pinho, Ex-Ministro da Economia, desde que saiu do Governo, tem sido alvo das mais variadas homenagens, provenientes na maioria das vezes de associações de pequenos e médios empresários, de autarcas e até de trabalhadores de empresas onde a intervenção do antigo governante foi decisiva para a manutenção de postos de trabalho.
Ontem, mais uma vez, Manuel Pinho foi homenageado, desta vez em Paços de Ferreira. Promotores; A Câmara Municipal de Paços de Ferreira (PSD) e os empresários da região.
No mínimo é estranho que, por todo o País, esta gente toda desate a agradecer, porque é disso que se trata, apoio prestado em altura de crise, a um homem que não é político nem pretendo voltar a ter cargos públicos.
Conclui-se portanto, que Manuel Pinho fez bem o seu trabalho, que foi um bom Ministro e por isso as pessoas lhe estão agradecidas. Tem também algumas bandeiras em que destaco a sua acção, no despertar e desenvolvimento das energias renováveis do nosso País. Ele, na sua modéstia, nunca deixa de referir que era Ministro dum Governo em que o principal responsável e Primeiro – Ministro é o Engº José Sócrates.
SBF
publicado por voltadoduche às 16:21

03
Set 09

 

O Major Alvega, invencível piloto de caça Luso – Britânico da esquadrilha da Royal Air Force, Força Aérea Britânica abreviada por RAF, foi o meu herói favorito de banda desenhada (quadradinhos) naquela altura de final da escola primária. Na verdade, comecei a perceber a segunda guerra mundial, devorando as mais variadas vitórias pelos céus da Europa, do Major Jaime Eduardo de Cook e Alvega. Não havia piloto germânico que lhe resistisse.
Estou a referir-me à década de 60, ou seja, menos de 20 anos do final da guerra, em que as recordações ainda eram muito presentes. O meu irmão, dez anos mais velho, falava-me do período imediatamente a seguir, segunda metade da década de 40. Com menos de 10 anos, já tinha noção do que tinha acontecido de facto, e, é por isso, que sempre digo ter aprendido a história de segunda guerra nos “quadradinhos”.
Esta lembrança vem a propósito das comemorações do 70º aniversário do início da dita guerra, com a invasão da Polónia pelo exército da Alemanha nazi, a 2 de Setembro de 1939.
A história já nos explica que um ano antes da invasão da Polónia, a Inglaterra e a França tinham ido na conversa de Hitler assinando a aceitação da anexação pela Alemanha dos Sudetos. Também a URSS tinha assinado com Hitler um pacto de não agressão. A Itália, Espanha de Franco, o Japão e a Alemanha assinaram outro acordo que viria a identificar este conjunto de “Países do eixo”.
Passados todos estes anos, os russos e polacos ainda têm versões diferentes sobre quem se portou mal, ou seja, quem esteve do lado certo e errado. De factos não pode haver dúvidas, a Alemanha invadiu a Polónia, e, uma semana depois, a URSS de Estaline, instalou-se na parte oriental da Polónia. Nessa altura, o pacto germano – soviético, funcionou na divisão dos despojos de guerra, só depois, quando Hitler passou a ser ameaça para Estaline, e invadiu mesmo a URSS, é que declaradamente Estaline se pôs do lado dos Aliados.
Naquela época não havia computadores e a televisão estava a dar os primeiros passos, mas para mim e para muitos miúdos como eu, os “quadradinhos” foram didácticos. Acho que os computadores “Magalhães” do primeiro ciclo, podiam oferecer este tipo de ferramenta para ajudar no ensino de história.
SBF
publicado por voltadoduche às 01:50

02
Set 09

 

E Sócrates falou de modernidade, de confiança, de esperança, de abertura de espírito e de vontade de vencer nas legislativas do próximo dia 27.
Cometeu erros, mais de forma do que de contudo, mas porque fez reformas. Se não fizesse nada, não errava.
Há alguém que se lembre como é que era o pré-escolar e o 1º ciclo (primária) em 2005? Já toda a gente se esqueceu; 
 Há alguém que se lembre como é que eram obtidos documentos - certidões nas conservatórias, ou como se faziam registos, como se criavam empresas, como se cediam quotas de empresas, etc, etc  e quanto tempo demorava qualquer destes actos, em 2005?
Há alguém que se lembre como eram os divórcios litigiosos em 2005?
Há alguém que se lembre como e quanto tempo, eram as férias judiciais em 2005?
Há alguém que se lembre como um adulto – trabalhador conseguia terminar o 12º ano em 2005?
Há alguém que se lembre como era o ensino técnico – profissional em 2005?
Há alguém que se lembre quanto tempo esperava por uma consulta do seu médico de família em 2005?
Há alguém que se lembre quanto tempo esperava por uma primeira consulta num hospital público em 2005?
Há alguém que se lembre quanto tempo aguardava inscrito numa lista de espera para uma qualquer operação pelo SNS em 2005?
- Haveria muito mais coisas a perguntar. Na verdade já ninguém se lembra como o País estava muito mais atrasado em 2005. E as energias renováveis? E a investigação em várias disciplinas? E a saída da recessão técnica? E os índices de confiança? E a média do desemprego (9.2%) abaixo da zona Euro (9.5%) e comparando com Espanha (18%)?
SBF
publicado por voltadoduche às 01:27

01
Set 09

 

Angola, Terra Prometida
De Ana Sofia Fonseca
Como se diz na contra – capa do livro, a autora,
traça o retrato destes anos dourados. Através de testemunhos e de uma pesquisa exaustiva leva-nos aos bairros de Luanda, ao mato e às praias. Ao dia-a-dia dos portugueses, aos seus usos e costumes. Em suma redesenha os contornos de uma terra que já só existe nas recordações de quem a viveu. Um livro de memórias, histórias e emoções. De saudade.”
Os da minha geração, têm o dever de compreender a descolonização portuguesa numa perspectiva diferente, daquela a que assistimos e interpretamos nos idos 1974/75. Era tempo do PREC, e os militares na metrópole, como eu, que gritavam nos quartéis, nas ruas, nos comícios, em toda a parte; “Nem mais um soldado para as colónias, não estavam errados, sabiam só, uma parte da verdade. Aquela parte que muitos tinham combatido e continuavam a combater – o fascismo e tudo o que cheirasse a salazarento.
A outra parte da verdade, estava na alma de todas as famílias portuguesas que viviam e trabalhavam honestamente nas colónias. Essas, que dum dia para o outro, tiveram que deixar toda uma vida para trás e fugir como se fossem criminosos, essas, é que tinham a outra verdade que nós, aqui e em 1975, desconhecíamos.
É esta parte da verdade que temos a obrigação de compreender. Eu, por mim, estou a fazer por isso. A distância histórica, e o conhecimento que fui adquirindo através da leitura e pelas temporadas que passei, durante 20 anos, principalmente em Angola e Moçambique, deu para entender este outro lado da descolonização portuguesa.
Este trabalho da Ana Sofia Fonseca, ajuda muito a perceber esta outra verdade.
A Ana Sofia é jornalista “freelancer, tendo trabalhado para vários órgãos de comunicação social, actualmente publica no Expresso, na Sábado e na Egoísta e colabora com a SIC. Tem trabalhos distinguidos pela AMI – Jornalismo Contra a Indiferença.
Edição da “Esfera dos Livros” em Abril de 2009.
SBF
(Gravura: Capa do Livro)
publicado por voltadoduche às 00:33

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