A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

06
Set 09

 

A Joana Amaral Dias vai-se afirmando a cada intervenção pública que faz.
A entrevista que hoje é publicada no Diário de Notícias, confirma o seu carácter íntegro. Com a história do convite do PS para integrar as suas listas às legislativas, aconteceu o que eu imaginei. Foi realmente convidada e, como é honesta, entendeu que tinha obrigações de militante perante o seu partido e informou o BE.
O que não contava é que o seu partido usasse as mesmas “armas” que os outros e, vai daí, o seu amigo Francisco Louçã, faz aquele “show of” que todos nós sabemos.
É natural que a Joana não tenha gostado. Esta postura, de não tomar a sua (individual ou de grupo) verdade como absoluta, e de analisar os factos com imparcialidade, é (quase sempre) incompatível com a disciplina partidária e com aquela dose de demagogia que, infelizmente, é regra nos nossos partidos.
SBF
publicado por voltadoduche às 13:31

«EM NOME DE DEUS TODO-PODEROSO, Padre, Filho e Espírito Santo, três pessoas realmente distintas e apartadas e uma só essência divina. Manifesto e notório seja a todos quantos este público instrumento virem, como na vila de Tordesilhas, a sete dias do mês de Junho, ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de Mil Quatrocentos e noventa e quatro anos…»
É assim que começa o texto do famoso tratado de Tordesilhas, entre Portugal e os Reinos titulados (pela mesma época unidos numa só designação de Espanha) pelos Reis Católicos Fernando e Isabel. O tratado feito e concluído no dia sete de Junho na presença destes e do embaixador português D. João de Sousa e desembargador Aires de Almada, seria ratificado e assinado por D. Fernando de Aragão a 7 de Julho e por D. João II de Portugal a 5 de Setembro do mesmo ano, fez ontem 515 anos.
O Tratado, reclamado por D. João II, pretendia garantir os descobrimentos portugueses para ocidente, até 370 léguas de Cabo Verde que incluía o Brasil, já conhecido pelos nossos navegadores mas com descoberta oficial só em 1500 e também todo o hemisfério oriental. Esta salvaguarda foi necessária, em virtude da descoberta das Antilhas por Cristovão Colombo, ao serviço de Castela no ano de 1492, ficando toda a América para Castela por estar a oeste das ditas 370 léguas de Cabo Verde.
Hoje sabe-se, para além de Cristovão Colombo ser português de Cuba (Alentejo), que D. João II estava ao corrente das suas viagens e eventualmente até fazendo parte duma estratégia portuguesa que, com a sua morte em 1495, não chegou a ser apurada. O certo, é que a 6 de Março de mil quatrocentos e noventa e três, arribou ao cais do Restelo Cristovão Colombo com a única intenção de ser recebido pelo Rei português. O seu desejo foi cumprido, D. João II recebeu-o com todas as honras mas nunca se chegou a saber exactamente o motivo dessa audiência.
Dois anos depois sobe ao trono D. Manuel e Colombo continua a suas viagens à América ao serviço dos Reis Católicos.
Naquele tempo dizia-se; Senhor D. João II, pela graça de Deus rei de Portugal e dos Algarves daquém e dalém mar em África e senhor da Guiné.  
SBF
(Gravuras: Wikipédia) – (Dicas: História de Portugal José Hermano Saraiva e Newton de Macedo)

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