A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

06
Ago 09

 

NOTÍCIAS DE ANGOLA
Mais uma vez, o Coutinho que era Bernardino, ouvia com toda a atenção o Caladinho. Desta vez, e já o ano de 1962 ia por aí fora, lia um aerograma que tinha acabado de receber do Chico. Depois de se certificar que estava sozinho com o Cabouqueiro, começou a leitura;
«O meu plantão foi até às duas da manhã. Esteve tudo calmo, não aconteceu nada. Quando fui rendido no posto cinco, que dá para nascente, já se notava o céu menos escuro e não tardava a claridade da madrugada. A G3 hoje pesava aí uns cinquenta quilos e eu estava exausto. Adormeci rapidamente. Não teria passado um quarto de hora, abri os olhos sobressaltado, e vi clarões como se fosse o fogo de artifício lá da aldeia. Não era na aldeia, era no norte de Angola, numa terra que não era minha. O quartel estava mais uma vez a ser atacado e, como de costume, ao romper a madrugada. Os de Angola não queriam que eu lá estivesse. Até estávamos de acordo, eu também não queria lá estar. Os de Angola, usam como podem as suas armas para correrem connosco e o “botas” continua a dizer que “Angola é nossa!”.»
Extraído do escrito “O Cabouqueiro e a Ciência da Pedra” de autoria de Silvestre Félix (SBF)
publicado por voltadoduche às 00:38

05
Ago 09

 

E o reino ao sul lá ficou com os areais de Agosto cheios de esqueletos andantes e “deitantes” e eu, lá regressei para os braços da brisa apetecida que afaga a encosta da serra pela Eufémia e Penha Longa.

Não gosto de perder de vista o Palácio da Pena no penhasco fernandino.
Assim, com este aconchego, volto ao sossego da alma e às noites mais dormidas.

De saudades, até tenho do véu branco dobrando a altura da serra sempre na minha direcção e, não tarda muito, sai “borrisso” que dizem, “molha tolos” mas que molha tolos e os que não são.

Do “issê – dezanove” não se gosta por princípio. Não fujo a essa regra e no sentido da capital detesto. Mais de trinta anos, todos os dias de trabalho, não dá para deixar passar em branco.
Mas também gosto muito do “issê – dezanove”. Isso…gosto muito quando chego a Ranholas vindo do lado de Lisboa na direcção de Sintra.
Atenção aos pormenores. Os serviços da Câmara não podem deixar colocar painéis de anúncios, sejam eles quais forem, tapando o D. Fernando II na rotunda do Ramalhão.
SBF
(Foto: Serra de Sintra vista da Abrunheira - SBF)
publicado por voltadoduche às 00:42

04
Ago 09

 

 

Barroco tropical
De José Eduardo Agualusa
Luanda em 2020.

Uma antevisão de Luanda demasiado pessimista na minha opinião, mas, o que aqui interessa, é a obra, e essa, é do José Eduardo Agualusa e não é preciso dizer muito mais.
A língua portuguesa tem o privilégio de ter os melhores escritores do mundo. O JE Agualusa está certamente entre eles.
O “Barroco Tropical” é um romance que nos cola de tal maneira à personagem principal, que nos assustamos quando ele se assusta, dói-nos quando ele leva tareia e ficamos contentes e entusiasmados quando ele desenrola mais um novelo da trama.
É obrigatório ler, e aproveitem porque ainda há algumas promoções de verão.     
Editado pelas “Publicações Dom Quixote” (Grupo LeYa). 1ª edição em Junho de 2009.
SBF
(Gravura: Capa do Livro)
publicado por voltadoduche às 00:09

03
Ago 09

 

O dia 3 de Agosto será sempre “o dia da cadeira”.
No Forte de Santo António, no Estoril, neste dia mas em 1968, “o botas” caía da cadeira e era o princípio do fim.
Se a cadeira não estivesse podre, tudo podia ter sido diferente, ou seja, ainda tínhamos levado com “o botas” mais algum tempo.
Iniciada a “primavera Marcelista”, depressa se percebeu que as coisas não iam mudar no essencial. Mesmo assim, havia alguma esperança até “o botas” ter desaparecido, a caminho de Santa Comba Dão, em 27 de Julho de 1970.   
A propósito, onde é que parará esta cadeira? É que… pelo sim pelo não, devia estar sempre a jeito… nunca se sabe!
SBF
publicado por voltadoduche às 18:20

01
Ago 09

 

Na mansidão do sul, chegam-me os ecos das “partidarisses” envenenadas.
Na esplanada desarrumada do senta - levanta, são copos e chávenas que vão e vêm, e eles continuam a dizer e a desdizer os convites que vão fazendo.
Aqui o sol do meio – dia, olha-se de frente, e os partidos olham-se de lado pelos maus exemplos que nos dão.
O areal está lotado de corpos “desfigurados” na cor e alguns (poucos) “afigurados” no feitio e curvas desenhadas.
Se não escondessem os trunfos pela batota, os eleitores acreditavam no jogo mas, havendo sempre cartas por baixo da mesa, é natural que cada vez haja menos crença neste jogo do: “Ora agora jogas tu, ora agora jogo eu e depois jogas tu mais eu”.
SBF
publicado por voltadoduche às 22:44

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