A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

20
Ago 09

 

Mais uma medalha
Parabéns Campeão
SBF
(Foto: Internet-sapo)
publicado por voltadoduche às 01:42

 

Na semana passada, não ouvi ninguém responsável pela selecção manifestar dúvidas sobre a gripe do craque, ouvi sim, tanto o Presidente da FPF como o Seleccionador, dizerem que a comunicação do Real Madrid não foi em termos, ou que pelo menos não foi feita exactamente como mandam os regulamentos.
Ontem, depois do jogo com o Dortmund, e respondendo a uma pergunta dum jornalista português, que bem podia ter evitado lançar mais lenha para a fogueira, diz que ficou muito triste porque os portugueses duvidaram da doença dele, etc, etc.
Não gostei e penso que a maior parte dos portugueses também não gostaram. Ser craque, e ser galático, não lhe dá o direito de se dirigir aos portugueses assim.
SBF
publicado por voltadoduche às 01:38

19
Ago 09

No dia 14 deste mês de Agosto fez 577 anos que morreu em Lisboa D. João I, “O de Boa Memória”. Foi o primeiro Rei da dinastia de Avis, tendo sido consagrado Grão – Mestre da Ordem de Avis em 1364.
Nada fazia prever que viria a ser Rei, mas, a ganância de uns e a maldade de outros, (parecido com o que acontece nos nossos dias) fizeram com que assim acontecesse.
O destino do Mestre de Avis, começa a ser traçado quando chega à corte de D. Fernando I, de quem era irmão bastardo, D. Leonor Teles de Menezes que, viria a conseguir casar com o Rei e assim a tornar-se Rainha de Portugal. Esta mulher, a quem chamaram muitos nomes; A dama maldita, rosa brava, adúltera, intriguista, traiçoeira, rameira, mas também a flor de altura e a formosa Leonor Teles, quando chegou à corte em Lisboa, era casada com um morgado do norte chamado João Lourenço da Cunha. D. Fernando estava prometido em casamento a D. Leonor de Castela, Filha de D. Pedro I de Castela, mas, em resultado da proximidade da ambiciosa Leonor Teles de Menezes que, como já vimos, não era de se deitar fora, o Rei consegue livrar-se do compromisso com Castela, consegue que anular o casamento de D. Leonor Teles com o morgado e, em segredo, casa com ela nos arredores do Porto, mais precisamente no Mosteiro de Leça do Balio, a 15 de Maio de 1372.
Os nomes que chamavam à Rainha, tinham razão de ser e, não tarda muito, ela começa a manobrar o Rei e consegue moldá-lo a seu jeito, depois arranja um amante (porque era mulher de muito sustento) o célebre Conde de Andeiro e, finalmente, consegue encaminhar as coisas de forma que o Rei não viva muitos anos e morra em 23 de Outubro de 1383. Ela fica com a regência do reino ao lado do galego Conde de Andeiro em nome da filha D. Beatriz e do seu marido D. João de Castela.
O Povo e uma parte considerável do clero e da nobreza não aceitaram a situação, e, depois de um interregno de 2 anos em que as lutas foram muitas, incluindo a prisão de D. Leonor Teles e a execução do Conde de Andeiro, a 6 de Abril de 1385, o Mestre de Avis é proclamado o 10º Rei de Portugal com o nome de D. João I, iniciando-se assim, a dinastia de Avis. A situação só ficaria calma mais tarde porque entretanto D. João de Castela invade Portugal, acontece a derrota do exército Castelhano em Aljubarrota no mês de Agosto, D. Nuno Álvares Pereira é aclamado Condestável do Reino e, feita a paz com Castela, ficam criadas as condições para o Reino progredir.
Em 1387 D. João I casa com D. Filipa de Lencastre, selo da mais velha aliança do mundo, a Luso-Britânica e, com os filhos que vêm a seguir, começa a constituir-se a “Ínclita Geração”, como lhe chamou Camões. Na verdade foi o começo dum período muito rico da História Portuguesa.
D. João I, um dos grandes reis portugueses, está sepultado no Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha.
SBF
(Dicas: “Rosa Brava” de José Manuel Saraiva e “Eu, Leonor Teles” de María Pilar Q Del hierro. Gravura: Wikipédia)
publicado por voltadoduche às 01:12

18
Ago 09

 

 

CAPITÃES DA AREIA
De Jorge Amado

É o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo.

Foi leitura da minha juventude com capa forrada por conselho amigo. No tempo da ditadura no nosso País, o Jorge Amado, mesmo sendo brasileiro, era um dos autores referenciado pela PIDE, logo, quem lesse os seus livros, era suspeito de ser do contra, e, por isso, seria certamente perseguido e muitas vezes detido para interrogatório.

Esta maravilhosa obra foi publicada pela primeira vez em 1937. Retrata duma maneira única, a vida dos meninos de rua na cidade capital da Baía, Salvador.

A marginalidade atribuída a estes meninos, que mais não faziam do que sobreviver dobrando os dias e as noites sem o carinho e protecção das respectivas famílias, é-lhes pregada pela própria sociedade que os abandona. Passados todos estes anos, ainda existem muitos meninos (Capitães da Areia), por essas cidades fora.

Noutra perspectiva, os próprios “Capitães da Areia”, e em resultado da sua vivencia, desenvolvem a sua “sociedade”. São códigos de amizade, honestidade, respeito hierárquico, e, acima de tudo, de sentimentos. Aliás, uma das três partes do livro, realça a despedida de um dos personagens da história.
O Sem-Pernas, o Pedro Bala, o Boa-Vida, o Gato, o João Grande, O Lampião, o Volta Seca, etc, etc, são alguns dos personagens desta história que toda a gente deve ler. 
Jorge Amado morreu em 2001 com 90 anos. Entre os muitos prémios que recebeu, também lhe foi atribuído o Prémio Camões em 1994. Foi jornalista e romancista e publicou mais de 30 obras traduzidas em 55 Países e 49 idiomas.
Publicado em Portugal pela Dom Quixote.
SBF
(Gravura: Capa do Livro)
publicado por voltadoduche às 00:01

14
Ago 09

 

A propósito da acção de marketing, levada a cabo pelos monárquicos do blogue “31 da Armada”, com a colocação da bandeira nacional monárquica, na varanda dos Paços do Concelho em Lisboa, várias personalidades, republicanas e monárquicas, se pronunciaram por sua iniciativa ou por terem sido questionadas nesse sentido.
Claro que, D. Duarte de Bragança, seria das primeiras pessoas a comentar a aventura dos do “31 da Armada”. Evidentemente que achou interessante mas conteve-se de fazer outras considerações mais sérias, até porque a questão foi encarado com a necessária ligeireza.
O facto de D. Duarte ter dito alguma coisa, mesmo que pouca, foi o suficiente para José Saramago se ocupar do assunto na sua crónica diária no Diário de Notícias de 4ª Feira dia 12. E, como não perdoa que D. Duarte se tenha referido em tempos à sua obra, “O Evangelho sobre Jesus Cristo”, pela negativa, vai daí, atira com uma crónica inteira, dizendo de D. Duarte, o pior que se pode dizer de qualquer pessoa. Ainda por cima enganou-se, e disse que a obra criticada tinha sido “Memorial do Convento”.
Eu gosto do escritor e de alguns dos seus romances, fiquei orgulhoso com o prémio Nobel, mas, como já muitas vezes disse, exactamente por causa destas e doutras parecidas, não consigo simpatizar com o homem.  
O D. Duarte não faz mal a uma mosca, é educado com toda a gente, é bom vizinho, é popular no bom sentido, é simpático e bom conversador, mas tem as suas opiniões como todos têm, e, não é por não ter gostado do livro de Sua Excelência, “O Nobel”, que deixa de merecer respeito e consideração, e, muito menos, de ser mal tratado como o foi.
Todos sabemos que o sucesso de uma sociedade (ou um País), considerando os parâmetros ocidentais, não depende de ser república ou monarquia. A nossa Europa é disso um bom exemplo.
SBF
publicado por voltadoduche às 17:53

13
Ago 09

 

A boa notícia de crescimento da economia portuguesa em 0,3%, no segundo trimestre, era o pior que podia acontecer para alguns (habituais) profetas da desgraça.
Para a MFL, deve ter sido cá uma traulitada…
Em véspera de eleições, é uma grande notícia para o PS.
São ainda muito poucos os países que deixaram a recessão para trás, concluindo-se haver mérito do Governo em consequência das medidas que tomou.
Já se vai ouvindo algumas vozes que tentam minimizar este resultado, e, ao mesmo tempo, reafirmando a culpa do governo relativamente aos aspectos mais negativos.
Acho estarem criadas condições para o País recuperar a confiança.
SBF
publicado por voltadoduche às 15:57

12
Ago 09

 

Falando da composição das listas para as próximas eleições legislativas e autárquicas.
O rasto de bronca, que vai ficando muito comprido, e ameaça durar até às eleições e, conforme o resultado, até continuar para além do escrutínio, está a dar uma imagem muito real de como os aparelhos partidários mastigam e cospem fora.
Todos têm problemas na elaboração das listas porque alinham pelo mesmo diapasão. Ignoram as bases e as decisões vêm directamente do topo da pirâmide.
Com o PSD, as coisas têm sido escandalosas. Eles lá sabem, mas a sociedade “civil” observa e analisa a atitude impositiva da líder. O cheiro a “bafio” deixa avisos ao cidadão comum. A compostura passadista de MFL deve ser considerada na hora de fazer a cruz no boletim de voto.
Em legislativas, nunca votei PS. O actual Governo não teve o meu voto em 2005, mas, passado pouco tempo depois de tomar posse, e depois de perceber que havia coragem para mexer com os poderes corporativos, intocáveis desde o tempo da “outra senhora”, e também disposição para reduzir privilégios de muitas funções de estado, incluindo membros do Governo, comecei a considerar que tínhamos o Primeiro - Ministro que o País precisava.
Se há quem não tenha culpa da crise universal que nos caiu em cima, somos nós e o Governo de Sócrates. É no mínimo desonesto que a oposição aponte os números negativos da crise, como se fosse resultado desta governação. Todos sabemos que não é, mas vai dando jeito e, em 27 de Setembro, vai de certeza ter influência do resultado.
SBF

11
Ago 09

 

O DESEJADO
De Aydano Roriz

A propósito do aniversário de “Alcácer Quibir”, reli, com gosto, “O Desejado” de Aydano Roriz.
Este romance histórico, resultou de um longo e aturado trabalho de pesquisa em vários países da Europa, que o brasileiro Aydano Roriz levou a cabo.
A vida de D. Sebastião é curta mas completamente intrigante.
O autor, transporta para a narrativa personagens historicamente verdadeiras, dando-lhe vida de acordo com as condicionantes do romance, mas sempre de forma a não as incompatibilizar com o registo histórico que delas existe.
Aydano Roriz nasceu na Baía, é jornalista e, ao mesmo tempo, apaixonado pela história.
Primeira edição em Portugal em 2004 pela Editora Pergaminho Lda
SBF
(Gravura: Capa do Livro)
publicado por voltadoduche às 10:05

08
Ago 09

 

HOJE FICAMOS MAIS POBRES
RAUL SOLNADO MORREU
SÃO-LHE DEVIDAS TODAS AS HOMENAGENS
publicado por voltadoduche às 22:59

 

Há a tendência para glorificarmos os feitos históricos em que, sendo vencedores, acrescentamos mais qualquer coisa ao nosso ego e tomamos consciência da importância que a nossa acção teve pelo mundo fora, desde o século XIV.

Em todo o caso, também tivemos as nossas derrotas que fazem parte igualmente da nossa história, e, por isso, devem ser recordadas para que se tirem os devidos ensinamentos. Quem tudo quer, tudo perde! Foi isto que aconteceu com o desafio que D. Sebastião resolveu fazer aos Reis de Marrocos.    
No dia 4 de Agosto de 1578, fez agora 432 anos, perto de Alcácer Quibir no reino de Marrocos, travou-se a batalha dos três reis. Em Marrocos é assim que a batalha é designada em virtude da participação dos três reis; D. Sebastião de Portugal, Mohammed Saadi II e Mulei Moluco de Marrocos.
D. Sebastião, responsável pelo “desastre”, teve um início de vida complicado. Começou por nascer depois da morte do seu próprio pai, D. João Manuel. É que, D. João III, avô de D. Sebastião, teve 11 filhos entre bastardos e legítimos, e todos morreram, sendo D. João Manuel, o último. Quando o óbito aconteceu, D. Joana já tinha D. Sebastião no ventre, que, naquela altura, era a única garantia de continuidade da independência de Portugal face a Castela, daí, o cognome de “O Desejado”.
Os factos históricos, rezam que, dos cerca de 20.000 homens de que era composto o exército português, pelo menos 8.000 caíram na batalha e os restantes ficaram prisioneiros. Muita gente com importância na sociedade portuguesa daquela época, desapareceu dum dia para o outro, levada por um capricho dum menino mimado que deitou tudo a perder.
Alcácer Quibir, como ficou conhecida a batalha para os portugueses, acabou definitivamente com a nossa capacidade de desenvolvimento e mergulhou-nos numa depressão colectiva que dura até hoje.
Ainda há quem sonhe ver, numa manhã de nevoeiro e no dorso dum cavalo branco, a chegada de “D. Sebastião” que virá livrar-nos de todos os males. Como toda a gente sabe, o homem, pura e simplesmente desapareceu naquela dita batalha, ficando sempre a dúvida se morreu, se foi feito prisioneiro ou se fugiu. Portanto, quem ainda espera pela vinda do D. Sebastião, bem o pode fazer sentado ou deitado, porque, se vier… vai demorar muito tempo.
SBF
Dicas: “O Desejado” de Aydano Roriz – Gravura: Wikipédia

 

publicado por voltadoduche às 02:20

Agosto 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
15

16
17
22

23
28



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO