A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

19
Ago 11

Quando oiço dizer que vão cotar xis por cento aqui, xis por cento ali, ou vão gastar menos xis milhões de euros aqui e menos xis milhões ali, todos os pêlos se me arrepiam.

 

Agora, os ministros, ministra, secretários e secretárias de estado, funcionários governamentais e todos os outros que lhes devem obediência, são portadores, de noite e de dia, no ativo ou em férias, da grande ferramenta chamada tesoura. Nas suas visitas oficiais e semi-oficiais, quando descobrem qualquer ponta a mais, sem outras delongas, apontam a afiada tesoura e, com gesto bem determinado, cortam uma boa parte da “saliência”.

 

Os anunciados cortes na saúde, assustam qualquer um. Sabe-se da necessidade de aplicar rigor neste setor. É dos que mais derrapam nos orçamentos e não é sustentável que se mantenha essa tendência.

 

Por outro lado, a área da saúde não pode ser mais uma parcela no orçamento e, a solução não pode ser na base de: Se gasta muito, vai de corte. Não pode ser assim. A “parcela” representa pessoas que, ainda por cima, estão fragilizadas porque estão doentes. Toda a economia, neste tempo de ultra-liberalismo instalado, está desumanizada mas, pelo menos na saúde, as pessoas têm de estar em primeiro lugar.

 

Cortar nos desperdícios, fomentar a produção nacional dos mais variados consumíveis nos hospitais e outros serviços de saúde em vez de se importar e, em vez de cortar nos recursos humanos, antes, motivá-los para alcançarem objetivos de consenso.  

 

Temos obrigação de curar os doentes, não de lhes arranjar mais doenças…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:21

Agosto 2011
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