A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

14
Ago 11

A propósito das notícias que dão conta do Exército ter incorporado mil jovens para “praças”, alegadamente sem autorização do Governo, que evidentemente eu não acredito tenha acontecido assim, dei comigo a aceitar a minha própria contradição.

 

Na verdade, numa perspetiva de União Europeia, até algum tempo, achava que não se justificava manter as Forças Armadas com este grau de operacionalidade. Eliminado o perigo de invasão militar do nosso território e com a previsível tendência de integração europeia no âmbito da NATO ou fora, o caminho certo seria reformular todo o aparelho militar a uma dimensão residual.

 

O que “ontem” era verdade, hoje é mentira!

 

O ponto em que a União (só já tem o nome) Europeia se encontra é de prelúdio de desagregação. Num dia qualquer destes, acordamos com a União (?) esfrangalhada com, cada um para seu lado. Os egoísmos dos mais poderosos acabaram com o projeto sonhado e implementado pelos sofredores de sucessivas guerras entre vizinhos. Pelo meio, usando ferramentas ao serviço do neoliberal e desenfreado capitalismo, vão pondo os mais fracos de joelhos que, obrigados, lhes servem as soberanias de bandeja.

 

Por isto e por muito mais, as Forças Armadas Portuguesas devem manter-se operacionais, mesmo que num quadro de forte austeridade. Há muita despesa que pode e ser eliminada, os lóbis controlados, as altas patentes engajadas num projeto viável mas, agora mais do que nunca, é imprescindível que as Forças Armadas Portuguesas tenham capacidade para garantirem serem o último reduto da soberania nacional.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:35

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.


Agosto 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO