A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

16
Out 12

Ao contrário do habitual começo das “histórias da carochinha”, «era uma vez…», esta é bem verdadeira e nem sequer é “história”. É a amarga realidade que vivemos no meio de argumentos cinzentos que nos levam direitinhos para o abismo.

 

Com promessas generosas recheadas de bondade cheirosa a sacristia, convenceram este povo a abrir as portas a um autêntico “Cavalo de Troi(k)a”.

 

Ele, entrado e bem preparado para desferir o primeiro golpe, ainda teve lábia para se ir acomodando na zona central para, daí, despejar a soldadesca na investida decisiva, destruindo tudo à sua passagem.

 

O “Cavalo de Troi(k)a” não está longe de cumprir os desígnios de mais uma vitória neoliberal que, se conseguisse, marcaria, aí sim, a história desta Pátria de quase 900 anos.

 

Aqui, não temos Helena nem Menelau mas temos Zés e Marias de sobra para dar luta aos protagonistas do “Cavalo de Troi(k)a”!


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 12:56

05
Set 12

Desde a transformação do nosso País num “troikadero” que nos habituamos a fazer constantes exercícios de adivinhação para tentar perceber – o que mais nos irá acontecer.

 

Todos os dias, os “inteligentes”, nos dizem que o dinheiro é um bem escasso e que a crise foi provocada pelo excessivo endividamento, que a banca precisa de apoio com financiamentos diretos, etc., etc.

 

Então, mas não foi a banca que nos meteu dinheiro a crédito pelos bolsos dentro sem nós, muitas vezes, precisarmos?


Não foi o crédito sem limite e sem critério, anos a fio, o melhor negócio para os bancos?   

 

Não foi este sistema que originou lucros chorudos para os acionistas da banca?


Que se saiba, não houve nenhum “alto de fé” de notas de euros aqui, na Europa ou em qualquer outro sítio do mundo. As notas hão de estar em qualquer lado.


Enquanto os usurários com os cofres a abarrotar nos emprestam a 8, 9 ou 10% porque viramos “troikadero”, utilizam os seus “estados” e as instituições que controlam, para “parquear” o dinheiro inativo a juros negativos. Ou seja, o capital que devia estar a ser investido na economia para dinamizar o crescimento, está “parqueado” em alguns Países nossos parceiros (??) e nos autorizadíssimos paraísos fiscais.

 

Desde que existe economia global e capitalista (descobrimentos), a moeda nacional representa 2/3 da soberania de qualquer País.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:03

05
Jun 12

Como é que fulanos que sacam ao ano, livre de impostos, muitas centenas de milhares de euros, se dão ao luxo de afirmar que os ordenados em Portugal têm de baixar?

 

Estes tipos riscaram do dicionário a vergonha e o descaramento!

 

O que mais dói, é que, ainda por cima, do mais conhecido, se sabe que o Governo o contratou para seu conselheiro. Que boas dicas dará a quem nos governa…

 

Entretanto a “troika” lá foi embora deixando o selo verde para mais uma entrada de dinheiro fresco para que possamos pagar os juros vencidos. Ao mesmo tempo os nossos políticos vão botando palavra conforme os respetivos interesses partidários, porque só isso conta, não é?

 

Nós, os Zés deste País “troikado”, vamos aguentar até quando?


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:10
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08
Mai 12

Entre o que se deseja e o que é possível, vai, muitas das vezes, grande distância.

 

A consciência desta realidade decorre da experiência que, pela vida fora, vamos adquirindo. Há, no entanto, exceções que confirmam a regra.

 

Todos sabemos que o valor da palavra dada tem vários patamares de importância. Varia conforme os intervenientes. Na política, por exemplo, os compromissos escritos não valem nada, quanto mais os verbais.

 

O Partido Socialista já afirmou oficialmente, durante o dia de hoje, que a assinatura do memorando é para honrar e que, digo eu,

devemos dar margem à saudável irreverência de Mário Soares.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:14

19
Abr 12

Desde ontem que está disponível o “Dicionário das crises e das alternativas” editado pelas “Edições Almedina” e autoria do “CES-Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra”, com prefácio do Professor Boaventura de Sousa Santos.

 

Esta obra coletiva, de indiscutível interesse, permite que, de forma muito acessível, entendamos muitas expressões utilizadas neste tempo atribulado e “troikado”. A propósito, vejam só o que Teresa Cravo escreve sobre a tão propalada e abusada “Ajuda Externa”:

 

«Particularmente evidente no caso de Portugal, o discurso dominante da “ajuda” para se referir à ação da troika camufla uma situação que deveria, na realidade, por empréstimo não-concessional, com juros entre 4% e 5% que podem vir a atingir metade do financiamento externo. A ideia de “auxílio” não só engrandece os credores, como esconde a principal motivação de intervenção externa: a salvaguarda dos seus próprios interesses económicos – evidenciada pelos países que suportam a maior parte do empréstimo serem aqueles mais expostos a uma eventual falência do Estado português.»


Na relação normal de negócio o BCE empresta à banca a 1% e um ou outro Estado da zona euro consegue financiar-se a menos de 1%. Como se pode chamar “ajuda”, a empréstimos com juros de 4% ou 5% como o que estamos a pagar?

 

Comprem o dicionário, só custa três euros com o JL ou Visão.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:06

20
Dez 11

O documento que dá conta da revisão do memorando de entendimento com a Troika vai ser hoje tornado público. Consta que é uma autêntica bomba…Como é costume nestas coisas, algumas pontas vão saindo fora e, pela tarde dentro, já são parangonas na net.

 

Continuam a ter a lata de dizer que não querem acabar com o Serviço Nacional de Saúde. Pois bem, a Troika manda que, em 2012 os cortes subam para o dobro deste ano ou seja, por cima dos quinhentos e tal milhões de 2011, o corte do próximo ano será de mais mil e tal milhões de euros.

 

Alguém acreditará que os serviços de saúde prestados aos portugueses não vão baixar significativamente de qualidade?

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:21

18
Nov 11

Estou tentado a concordar com o Presidente do BPI. Os senhores da Troika devem deixar de fazer as habituais conferências de imprensa no final de cada “inspeção” e, durante, absterem-se de dar entrevistas e fazer comentários. Façam e digam o que quiserem em Bruxelas mas aqui, limitem-se a fazer o seu trabalho e a mais não são obrigados.

 

Não vou ao ponto de dizer que são “funcionários de 5ª ou 7ª linha” como disse Ulrich, mas até parece. Sugerir ou recomendar que os privados baixem os salários para aumentar a competitividade, é demais e demonstra desconhecimento da situação real do País, o que é muito mau, considerando o seu grau de envolvimento. Pelo menos desde 2008 que os privados estão a cortar em tudo incluindo nos vencimentos base. Os trabalhadores, para garantirem os seus postos de trabalho, têm acedido à maioria das propostas patronais que visem a manutenção laboral.

 

Estes senhores, quando dizem estas baboseiras, não se devem dar conta que o salário médio bruto mensal em Portugal é de cerca € 850,00, menos de metade do da Alemanha e menos de um quarto do da Dinamarca, e o ordenado mínimo de € 485,00.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:23
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29
Ago 11

Dos “anéis” que estamos vendedores, quase todos estratégicos para mantermos alguma soberania económica, o das “Águas de Portugal” é o que mais me custa engolir.

 

Qualquer uma das empresas em questão, pode, dum momento para o outro, deixar de ser nacional com a consequente mudança do centro de decisão para um outro local no mundo. Na maior parte dos casos, em qualquer altura, outro capital português, pode iniciar a construção de organização similar à TAP, à PT, EDP, etc., etc., ou seja, a concorrência pode funcionar. O mesmo não pode acontecer em relação às “Águas de Portugal”. O objeto de exploração – a ÁGUA, está fisicamente no território nacional.

 

A água é um bem essencial à vida que, a não ser invertida a tendência, vai diminuir em quantidade disponível nas próximas décadas. É irresponsável e condenável que a “nossa ÁGUA faça parte da negociata com a Troika.

 

Sem que seja necessário pôr em causa o acordo, a privatização das “Águas de Portugal” deve ser travada e anulada. Não será com o remanescente desta venda que vamos salvar o País. Os portugueses de brandos costumes, devem defender a “nossa ÁGUA” usando todas as formas ao nosso alcance como já aconteceu noutros países onde a mesma questão esteve em debate.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:17

30
Mai 11

Estamos todos “carecas” de saber que há muito devia ter sido atualizada a divisão administrativa do território e que, no fim, subsistiriam muito menos dos 308 municípios e 4259 freguesias que existem neste momento. Ao mesmo tempo a “figura” do Governo Civil também teria desaparecido.

 

É uma das grandes tarefas a que o regime nunca deu resposta. Até um referendo já se fez a propósito da regionalização, preâmbulo duma verdadeira reforma administrativa mas, da forma como foi feito, mais parecia que única intenção era não lhe dar seguimento e foi o que aconteceu.

 

Em mais de trinta anos, os partidos políticos portugueses da zona de governação, foram sustentando e sustentando-se da velha divisão administrativa e nunca quiseram resolver o problema.

 

Como em tantas outras coisas, foi preciso virem os da Troika para, à pressa e tendo como única preocupação o plano de austeridade, fazermos o que deveríamos ter feito bem, com calma, e há muito tempo.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:26

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