A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

17
Jan 13

Conquistar a maioria absoluta é o grande objetivo de qualquer líder partidário com ambições de poder. Quando disso falam e o “pedem” aos eleitores, não têm a noção do ridículo. Fazem-no como se os portugueses fossem votar neles correspondendo ao seu desejo de maioria absoluta.


As opções eleitorais do povo, quando for altura disso e enquanto o desânimo não desaparecer, há de ser pelo “mal menor” e não pelo mérito de quem quer que seja. Todos os que conhecem os caminhos de “São Bento” têm “telhados de vidro” e os portugueses não estão esquecidos nem são tolinhos. Na contabilidade dos eleitores, só existem parcelas de “demérito”. Se assim não fosse, os da habitual alternância já tinham rebentado com a escala nas sondagens que por aí vão aparecendo.

 

Mantenham-se calmos, façam oposição com responsabilidade sem mostrarem demasiada ansiedade com o eventual regresso ao poder.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:09

18
Set 12

Acho que as intervenções de improviso do líder da oposição são de eficácia duvidosa. Ontem, na entrevista da RTP, depois de uma semana de acumulação de erros por parte do Governo e dos respetivos partidos, AJS não aproveitou a oportunidade para transmitir credibilidade e confiança aos portugueses. Pouco mais fez do que repetir ideias e frases tantas vezes já ditas que se tornaram “lugares comuns”. Tenho muita dificuldade em entender como não se dignou gastar alguma saliva falando para os que se manifestaram na rua e em todo o País, no passado Sábado.

 

Entretanto, do outro lado…

 

As críticas à intenção de alterar a TSU ficaram, dum momento para o outro, subalternizadas às desavenças partidárias do interior do Governo. Os analistas e comentadores passaram a preferir falar, tomando partido, das declarações de Paulo Portas e especular sobre a “resposta” de Passos Coelho.

 

Os “inteligentes” botam discurso e a crise continua…


E assim vai o meu País!


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:33
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31
Mar 12

O Partido Socialista chegou ao fim de semana com a “candeia às avessas”.


Como disse António Costa, a extemporânea «discussão de questões estatutárias do partido» não deixa o PS, bem na fotografia. Os portugueses reclamam que se gaste energias noutras matérias que não sejam só internas do PS; que o maior partido da oposição sirva de eficaz alternativa para as medidas mais gravosas do Governo; e que passem para “fora” uma imagem de organização credível e capaz de assumir as suas responsabilidades.

 

Também não fica nada bem ao PS descartar-se com alguma frequência do passado recente. Cometeram-se erros que devem ser reconhecidos e assumidos e também capitalizar os sucessos que os houve e não foram poucos.

 

O líder, António José Seguro, sempre teve muita dificuldade em lidar com a herança. Não nos podemos esquecer que, após as últimas eleições, quando Sócrates acabava de reconhecer a derrota e anunciava no mesmo momento o seu afastamento de liderança, Seguro, no outro canto da sala, já confirmava a sua candidatura ao lugar que ia ficar vago.

 

Espera-se, os portugueses esperam do Partido Socialista responsabilidade e que, no seu lugar, faça o trabalho certo sem ter de descartar o passado. Deixem as lutas “intestinas” para um período mais calmo que, todos queremos, venha a acontecer daqui a “uns tempos”.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:57

02
Mar 12

A desastrada gestão da “chamada” reforma administrativa culminou com uma (forçada) nega do PS na votação realizada hoje. Segue-se a discussão na especialidade e todos esperamos que haja entendimentos para melhorar a proposta do Governo.

 

Mais uma vez, o PS, o PSD e o Governo, voltam a portar-se muito mal pela via da ausência de diálogo sobre uma reforma necessária e carente da contribuição de todos os que estiverem “por bem”.


O Governo e o PSD deviam ter chamado o PS mais cedo a dar a sua contribuição e, por outro lado, o PS também não se esforçou para entrar a sério na discussão duma boa reforma administrativa.

 

Assim, fica tudo pela rama porque sem mexer nos municípios não há verdadeira reforma. É mais fácil eliminar freguesias porque é o elo mais fraco.

 

A propalada “coragem” fica-se pela dissimulação. Ninguém quer ficar com o ónus de enfrentar o verdadeiro poder autárquico propondo eliminação ou fusão de municípios. Esse é que é o verdadeiro “busílis da questão”.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:57

06
Fev 12

Era perfeitamente evitável que AJ Seguro dissesse para os ansiosos jornalistas de microfone “em riste” qualquer coisa parecido com:

 

«Há muitos pontos do memorando da troika com que não concordo». 

 

Neste momento está (ele, AJ Seguro) líder do Partido Socialista. Parece não haver dúvidas que, pelo menos neste caso, é sua obrigação honrar os compromissos que o seu partido assumiu, mesmo que tenha sido adversário do seu antecessor. Aqui, para honrar, não basta ser, é também, preciso parecer!

 

Não lhe fica bem dar estas “bocas” como se quisesse dar a entender que com “ele” tudo seria um mar de rosas. 

 

Cuida-te Seguro porque ainda tens muita estrada para andar…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:37

16
Dez 11

Estes tipos que vêm das “jotas” pensam que podem tudo.

 

A “reboque” do sucesso carreirista de alguns, como o Primeiro-Ministro ou o líder do maior partido da oposição, os fulanos que vêm das “jotas” acham que estão no mesmo caminho do poder e desatam a apregoar bacoradas sempre que lhes aparece um microfone à frente ou lhe dão um degrau para subirem a um qualquer “púlpito”.

 

Este Vice-Presidente da bancada do PS na Assembleia da República que proferiu umas frases altamente incorretas sobre a dívida e credores, devia ser penalizado em termos partidários. Arranjou um enorme problema ao partido e aos seus dirigentes e, da forma como as declarações foram propaladas, na certa foram ouvidas fora do País por quem tudo aproveita para municiar a artilharia dos “mercados” sem rosto.

 

Mesmo assim há quem ache mérito nas declarações do “ex-jota” de Aveiro. Manuel Alegre, defendendo-o, disse que, «irresponsabilidade, á a submissão e o servilismo». Concordo com o Manuel Alegre, falando do diretório europeu e mercados, mas isso não justifica que o “ex-jota” se refira aos credores como o fez nem que defenda a apologia da ameaça chantagista do – Não pagamos!

 

Com a fraca prestação de hoje no debate quinzenal da Assembleia da República, o PS teve uma semana para esquecer.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:01

16
Set 11

Sou paciente e ficarei satisfeito se, daqui a uns meses, vier aqui elogiar António José Seguro porque, hoje, não há “matéria”, como eles (os políticos) gostam de dizer, suficiente para isso, antes pelo contrário. Pode ser constrangimento de “novato” (salvo seja), mas que tem de melhorar muito, lá isso tem.

 

Eu acho que a estreia de Seguro no Parlamento, no papel de líder do PS, foi bastante fraca. Aquela entrada de “leão”, com três dedos espetados, em que, cada um, valia um i (letra i), parecia e poderia ter sido uma boa encenação mas, quando desenrolou o texto, percebeu-se a falta de qualidade do guionista.

 

Um dos i’s, contestava a subida do IVA na eletricidade e gás a partir de Outubro, propondo, em alternativa, a cobrança de um imposto sobre empresas com mais de 2,5 milhões de euros de lucro. É que, esta alteração, embora não quantificada, foi (mal) negociada pelo PS com a troika para entrar em vigor a partir de Janeiro de 2012. Mas que grande “descoberta” fez Seguroem vez de aumentar em Outubro, só aumentava três meses depois, em Janeiro…e assim? Já estava bem?

 

Falou depois, já não me lembro se era algum i ou não, nas promessas eleitorais do PSD. Mas, dos últimos governos, qual prometeu não aumentar impostos e cumpriu? É claro que é condenável e deve ser cobrado a Passos Coelho mas Sócrates fez o mesmo e Durão Barroso o mesmo fez!

 

Estou a ter dificuldade (o defeito pode ser meu) em perceber boas ideias alternativas ao novo líder da oposição.

 

Silvestre Félix

 

publicado por voltadoduche às 17:25

24
Ago 11

 Baptista-Bastos, conhecido também por “BB” ou por “Onde é que estavas no 25 de Abril?”, na sua crónica no Diário de Notícias de hoje, pergunta “onde é que está António José Seguro?”.

 

De facto, que é feito do PS e do seu líder?

 

Na verdade não foi só ele que desapareceu, este “lindo mês de Agosto”, mesmo cinzento, levou muitos políticos para “fora de portas”. Portas aqui não tem nada a ver com o Ministro, quero dizer mesmo portas de entrar e sair.

 

No que respeita ao PS, deve considerar-se a “véspera” do Congresso que, feita a escolha do Secretário-Geral em diretas, muito pouco deve ter para dar mas, tem importância suficiente para deixar o partido meio parado. O debate interno vai ser fundamental para o PS conseguir encontrar o caminho certo para se afirmar opositor do Governo e, ao mesmo tempo, não contestar o acordo com a Troika que, antes, negociou e assinou.

 

Precisamos de um PS forte e determinado para que o País possa ultrapassar os obstáculos que ainda aí vêm, mesmo que seja com o atual Governo. Quanto mais assertiva for a sua oposição, mais eficaz será a ação governamental. Um bom trabalho do Partido Socialista tenderá a refrear a tentação neoliberal de alguns setores agora em São Bento. É bom para os portugueses que se procure o equilíbrio e a concertação.  

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:53
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01
Ago 11

António José Seguro foi recebido hoje em São Bento pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.

 

Não consigo vê-los como adversários porque em tudo me parecem iguais.

 

Nesta altura, e mesmo sem ainda ter começado o “campeonato”, não sei se é bom se mau.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:55
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25
Jul 11

O PS precisa de ficar forte e em condições de, no final da legislatura, concorrer de igual com o PSD e CDS. Os valores da esquerda portuguesa, embora não exclusivos do PS, só podem ser valorizados, melhorados e aperfeiçoados, com o empenhamento do PS e dos seus militantes. O Estado Social, expressão agora tantas vezes vilipendiada, aplicado e desenvolvido com critérios realistas, é condição indispensável para evoluirmos como sociedade e tem sido uma das bandeiras do PS. No entanto, vendo de fora, porque do interior vêem os seus militantes, o Partido Socialista ainda tem muitas barreiras para ultrapassar. 

 

No passado Sábado, estava a bater a meia-noite e as palmas esticavam-se mas, depois de mais um sorriso introspetivo, lá começou a faladura numa fase em que o sono estava a cumprir a sua obrigação – Precisava eu, de ser espicaçado para o vencer.

 

Nada disso aconteceu – não fui espicaçado e o sono ganhou a aposta. Ainda não me tenho em mim… depois de António José Seguro proferir aquelas primeiras sábias e singularíssimas palavras, que nunca nesta parte do hemisfério se tinham ouvido - «Este resultado não é uma vitória pessoal mas sim, uma vitória do PS» (mais ou menos isto, estou a citar de cor), comecei a piscanhar os olhos, entrei numa “onda” intermitente de consciência e inconsciência, dando para, de vez em quando, ir percebendo a profundidade (?) de algumas bem construídas frases. Às vezes tão fundas que vai ser muito difícil trazê-las do buraco.

 

Estou embasbacado com este meu aparente desinteresse mas, que hei-de fazer, acho que, para empolgar uma plateia, mesmo televisiva, não basta querer, é preciso saber e é preciso que o orador tenha carisma e uma certa dose de espontaneidade que não tem de ser na oratória, que seja, principalmente na postura. 

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:49

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