A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

21
Mar 11

Não há pachorra para continuar a ouvir as declarações dos nossos políticos, dos comentadores e até dos simples pivôs ou leitores de notícias que os inteligentes escrevem.

 

É eleições não é? Então vá de andar com isso rapidamente e sem olhar para trás!

 

Pode muito bem acontecer que os resultados, em vez de resolverem, ainda compliquem mais as coisas. Toda a gente percebe porque é que o PSD quer ir sozinho às urnas. Olham para o seu umbigo e têm esperança de alcançar uma maioria absoluta para fazer com o CDS o que muito bem entenderem. Defeitos em ter mais de metade dos deputados, só existem quando se está na oposição. Muita gente acha que uma coligação pré-eleitoral PSD/CDS criaria uma dinâmica vencedora irresistível ao eleitorado indeciso mas, para isso, Passos Coelho tinha de partilhar o palco com Paulo Portas e, pelo que já se viu, não é lá muito do seu feitio.

 

Pois bem, o que pode vir a acontecer?

 

O PSD conseguir um número de deputados que, juntamente com os do CDS, não cheguem para a maioria absoluta. Se for assim, não têm outra saída se não irem bater à porta do PS e fazerem figas para que este (PS) se tenha esquecido da forma como antes foi tratado. O mais provável é que, uma vez na oposição, o PS faça exatamente o que os outros agora fazem.

 

Ou seja, depois das eleições, do ponto de vista político, podemos estar na mesma ou ainda pior.

 

Às vezes sonho com o aparecimento de um novo partido com pessoas credíveis e que conseguisse renovar alguma confiança na política por parte dos portugueses. Um novo contrapeso que fizesse funcionar o fiel da balança e que retirasse aos velhos partidos do arco do poder aquela certeza de que, se não ganharem agora, ganham para a próxima.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:27

18
Mar 11

A luta pelo poder está ao rubro!

 

Desde que foram conhecidos os resultados eleitorais das últimas legislativas e a consequente constituição do Governo minoritário do PS, que o cenário de eleições antecipadas ficou a jeito para, oportunamente, ser montado.

 

O que está a acontecer agora não é novidade para ninguém, pelo menos desde o Verão passado e, nesta conformidade, o PS e o Governo deveriam ter tido mais tato e não pôr o corpo a jeito tantas vezes, de forma que, a oposição, não arranjasse pretexto para os encostar à parede.

 

A luta pelo poder embebeda os espíritos e, enquanto a “garrafa” não está vazia, correm em direção ao objetivo sem olhar para os lados e muito menos para trás. Não interessa o País nem os portugueses, só estão disponíveis para o sustento da sua clientela.

 

Nesta altura faço o possível para não ouvir notícias que não estejam filtradas e muito menos os debates no Parlamento. No entanto, é inevitável que mesmo à posteriori, não acabe por ouvir alguma coisa. Com intervalos pequenos, às vezes de dias, desdizem o que já tinham dito, ou então, para situações similares, defendem posições opostas porque as premissas ou os objetivos são diferentes.

 

É um espetáculo deprimente!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:17

03
Mar 11

A corrida desenfreada na obtenção de receitas a todo o custo, mesmo com atropelamentos descarados aos nossos direitos, está a tornar-se obsessiva.

 

Esta tarde nas edições online, a propósito das alterações ao código da estrada aprovadas hoje no Conselho de Ministros, lê-se:

 

“Se o condutor não fizer depósito da multa no momento, documentos e viatura ficam apreendidos.”

 

Evidentemente que tenho dúvidas disto ser mesmo assim. Parece-me existirem muitas situações em que esta possibilidade – Ou paga ou não sai daqui – completamente fora de qualquer “bolha” de bom senso.

 

Por outro lado, e parafraseando o meu amigo Mota: «desde que vi um porco a andar de bicicleta, já nada me admira», é previdente dar alguma folga de crédito à notícia, não vá ser mesmo verdade.

 

É que, se assim for, temos que andar sempre com bolso cheio de notas. Mas dirá o “inteligente” agora toda a gente tem cartão de multibanco – Pois, mas para a coisa funcionar tem de ter dinheiro na conta e, da maneira como as coisas andam em termos de finanças, está bom de ver que, até podemos ter cartões, mas os saldos é que podem estar secos.

 

Então e se o condutor não tiver nota nem cartão, como é? Vai preso? Mesmo que a infração seja mínima?

 

Esperam-se respostas do “inteligente”!

 

Silvestre Félix


16
Fev 11

 

Mesmo em tempos difíceis, em que seria razoável um certo consenso no que respeita aos meios e medidas para debelar a crise, os portugueses estão condenados a vegetar ao ritmo da classe política.

 

As sociedades democráticas ocidentais, como a portuguesa, assentam na existência de partidos políticos. Na sua organização, há países mais tolerantes do que outros, na abertura de intervenção política a movimentos vivos de cidadania fora dos partidos. Em Portugal, o poder partidário tem mantido a exclusividade de legislar e de governar e, enquanto o paradigma não mudar, temos que “levar” com eles.

 

O negativismo desta introdução é justificada pela constatação de que o interesse partidário ou de grupo, está sempre acima do nacional.

 

Todas as declarações e atitudes dos nossos partidos, têm, em primeiro lugar a ver, com o que a opinião pública vai pensar e se dá para as intenções de voto subirem.

 

No último fim-de-semana, depois de estar adquirido que o PSD ia abster-se na votação da moção de censura do BE, aquela dramatização de Sócrates sobre o compasso de espera do PSD, é completamente descabida. À hora a que discursava, estava farto de saber que a moção não ia passar e, se estivesse a ser verdadeiro na intenção, nem falaria no assunto. Foi só para Zé Povinho ver e ouvir.

 

O BE, subalternizado com o resultado das presidenciais, quis redirecionar os holofotes e marcar a agenda por cima da do PCP. Qual interesse nacional ou dos trabalhadores?? Mera jogada partidária que até internamente correu mal.

 

Relativamente ao PSD, salvo uma ou outra declaração autónoma, só falta dizerem qualquer coisa deste tipo: “deixa-os cair de podres…”. Vão resistir à ansiedade de alguns, não porque o interesse nacional esteja primeiro, mas porque lhes interessa, por enquanto, o PS a governar para fazer a pior parte, o mais odioso. Se assumissem a governação agora, com todas as dificuldades em cima da mesa, chagavam ao final do ano já em desgaste.

 

Há dias em que já não os consigo ouvir!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:46

10
Fev 11

Uma moção de censura cozinha-se em lume brando durante um mês!

 

Durante a cozedura, junta-se devagarinho, grandes quantidades de discussões vazias de sentido, tiras refinadas de comentadores bem pagos, tertúlias em quadraturas atulhadas de politólogos da nossa praça, meia-dúzia de partes de creme de Belém, um bom pacote de juros da dívida bem curados, uma dúzia de palestras dos habituais profetas de desgraça e, para dar o tempero final, muitas paletes de ansiedade do Zé, de preferência, produzidas biologicamente.

 

Servir em travessa semi-circular em temperatura amena porque, não havendo esse cuidado, todos os comensais sairão escaldados.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 20:39

09
Fev 11

Ao princípio da noite desta Terça-Feira, o principal partido da oposição chamou a comunicação social à sua sede, para ouvir o seu Secretário-Geral ler um comunicado em nome da comissão política, completamente desproporcionado nas supostas razões, descabido e vazio de conteúdo, em jeito de compensação da utilização do tempo de antena que o Governo tinha tido ao longo do dia, com a realização do Congresso das Exportações em Santa Maria da Feira.

 

O PSD, com as legítimas aspirações que tem a formar o próximo Governo, não pode agir da forma como o fez hoje. O Congresso das Exportações pode ter tido a sua (habitual) dose de propaganda governamental mas, ninguém pode ignorar, que foi um encontro importante do mundo empresarial português.

 

O sentido de Estado não pode ser mera retórica. O PSD, mesmo na oposição, para merecer a confiança da maioria dos portugueses, tem de ser melhor que o PS. Tomando este tipo de atitudes não vai lá e, pior do que isso, lança mais descrença na população. O desespero de muita gente, é estar descontente com o Governo e não acreditar nas alternativas existentes.

 

Será que o PSD quer enfiar a carapuça?

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 01:14

06
Fev 11

Na passada 5ª Feira, na Quadratura do Círculo, ouvi a Dra Manuela Ferreira Leite dizer que a questão do número de Deputados é um “bluf” e só foi lançada para desviar os portugueses do que é essencial.

 

Um dos títulos do Sol Online faz saber, que o Secretário-Geral do Partido Comunista Português afirmou que a polémica com Deputados é “tentativa de desviar as atenções”.

 

Digo eu, até parece que são escassos os problemas, assuntos e matérias, para, vai-não-vai, vir um político, deputado ou não, falar daquilo que Jorge Lacão pensa.

 

É defeito ou feitio?

 

Ou vício?

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 20:42

03
Fev 11

1 – O Ministro dos Assuntos Parlamentares arranjou lenha para se queimar. Manifestou a sua simpatia pela redução do número de Deputados na Assembleia da República e os seus correligionários caíram-lhe todos em cima. Pois claro, menos “jobs for the boys”!

 

2 – Com a eficácia e credibilidade que a Justiça (não) tem neste País, será que o Ministério Público consegue pôr na ordem a Federação Portuguesa de Futebol? Como é que menos de 30% de representação na Assembleia, com a Associação de Futebol do Porto à frente, conseguem perpetuar tamanha ilegalidade?

 

3 – Fazendo jus à fama junto dos cidadãos, de tudo o que é, ou tem a ver com Justiça, o Ministério Público tratou de acusar o queixoso Ricardo Sá Fernandes por ter cumprido o seu dever cívico de denúncia de ato ilícito.

 

Silvestre Félix


01
Fev 11

Dizer assim, a seco, sem espinhas, que as “empresas do setor empresarial do Estado que dêem prejuízo, devem ser extintas”, é mau demais para terem sido ditas pelo líder do maior partido da oposição.

 

Penso não existir ninguém neste País, que discorde da necessidade urgente de implementar uma grande reforma do Estado e particularmente deste setor. Isso é uma coisa, agora, manifestar o desejo de cortar a direito sem entrar em linha de conta com a especificidade de cada empresa, não fica bem a PPC nem a ninguém.

 

As empresas a que nas entrelinhas se referia eram as dos transportes. Bom, admitindo que existirá má gestão nalguma e que é indiscutível a vantagem da privatização de outras, todas as decisões têm de passar pela abrangência do todo nacional.

 

Para garantir o equilíbrio do território nacional, ou pelo menos, para evitar que a inclinação discriminatória aumente, é aconselhado bom senso e sentido de estado.

 

Existem obrigações de que o Estado não pode abdicar, esteja no poder um governo de esquerda do centro ou de direita.

 

Portanto, Dr. Passos Coelho, não lhe fuja o discurso para o demasiado simples, porque pode vir a ser chamado a lugares de mais responsabilidade, e depois, como fica?

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 01:00

30
Jan 11

O Presidente do CDS está, à sua hiper-demagógica maneira, a pôr-se em bicos de pés tentando colar-se descaradamente ao PSD e acelerar para corrida ao poder, já. As suas tiradas são tão demagógicas que, só ele consegue causar o efeito que verdadeiramente pretende. Já não é novidade para mim, que pessoas claramente de esquerda comentem, por exemplo:

 

É pá, até o Paulo Portas tem razão, etc., etc.,…

 

Este é o efeito pretendido e não há nenhum político português que o saiba fazer tão bem(??).

 

Ao PSD, neste momento, não lhe interessa esta colagem. A hora não é de avançar, é “de ver para querer”. É preferível equipar e treinar bem as tropas conquistando com eficácia quando houver eleições, do que, na pressa e com a ansiedade a 100%, tropeçar num dos inúmeros obstáculos que pode encontrar pela frente.

 

Ao mesmo tempo que não lhe interessa a onda Paulo Portas. Também não o pode empurrar pela borda fora porque, na hora, pode precisar dele para a constituição de Governo com maioria parlamentar.

 

Enquanto isto, o PS começa um período de campanha eleitoral interna com eleição do líder em Março e congresso em Abril. O resultado deste escrutínio não vai valer muito. À partida, é certo que Sócrates vai ser reeleito. As mudanças só se verificarão se houver eleições antecipadas e, nas urnas, o PS perder para o PSD. Aí, Sócrates sairá de cena e iniciar-se-á um período de transição, a conhecida “travessia do deserto” que, começada, nunca se sabe quando acaba.

 

Por último, tudo o que se possa dizer e projetar no futuro, vai depender dos resultados de execução orçamental nestes três primeiros meses do ano. Ou seja, a verdade de hoje, pode não o ser, no início de Abril.

 

Entretanto, vão-nos empanturrando ao jantar e a qualquer hora do dia, com todo o tipo descartável de opiniões protagonizadas por políticos, politólogos, sociólogos, comentadores, analistas e até pivôs.

 

Como cada um come do que gosta, estou preparado para mudar de canal muita vez!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:20

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