A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

09
Nov 10

 

O dia 9 de Novembro está colado à Alemanha por boas e más razões.

 

A comemoração feliz tem a ver com o que se pode considerar, o princípio do fim do Muro de Berlim. A 9 de Novembro de 1989, o governo da extinta “RDA - República democrática Alemã” ou “Alemanha Oriental”, anunciou que todos os cidadãos estavam autorizados a visitar a “Alemanha Ocidental” ou “República Federal Alemã. Nos dias e semanas seguintes, multidões de cidadãos da RDA juntaram-se aos alemães do ocidente e, no caso de Berlim, inventaram todas as maneiras de ultrapassar o muro que dividia a cidade em duas. Em pouco tempo, o Muro de Berlim tinha tantas partes derrubadas, que não se justificava continuar a usar as “fronteiras internas”, a mais famosa “Checkpoint Charlie”, que passou a ser um dos pontos turísticos mais visitados naqueles meses.

 

Menos de um ano depois, a Alemanha voltava a estar reunificada. Eu estive em Berlim, (CLICAR PARA VER) na Primavera de 1990, trouxe um bocado de muro  e o passaporte ainda carimbado com a RDA.

 

O outro 9 de Novembro ligado à Alemanha é pelas piores razões. Nesta noite, em 1938, que ficou conhecida pela “Noite dos Cristais”, os nazis de Hitler, mataram muitos Judeus e prenderam, pelo menos 30 mil, que de seguida foram levados para campos de concentração. Nessa mesma noite, os nazis reduziram a escombros 7.500 lojas e 1.600 sinagogas Judaicas. Foi na Noite dos Cristais que começou o longo calvário dos Judeus às mãos dos nazis.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 19:32

10
Nov 09

 

O dia 9 de Novembro, é para os Alemães, sinónimo de libertação, de reencontro com os familiares, com os amigos e com os vizinhos. Este dia de 1989 foi o início duma nova sociedade germânica, foi o início duma nova democracia, foi o início duma nova Europa. Ontem vimos quanto os Alemães festejaram.
Por ironia, ou por mera coincidência, um outro 9 de Novembro também ficou marcado na história dos povos germânicos. As milícias nazis do terceiro Reich de Hitler, perseguiram e penderam muitos milhares de Judeus em toda a Alemanha e Áustria. Destruíram sinagogas, lojas e habitações e interpelaram todos os que se identificavam como Judeus ou seus simpatizantes. De caminho mataram a “sangue frio” 91 descendentes de David. Levaram para campos de concentração entre 25.000 a 30.000 Judeus, 7.500 lojas e 1.600 sinagogas foram reduzidas a ruínas.
A seguir à inquisição católica, este foi o período contemporâneo, em que os Judeus sofreram os horrores da perseguição e expulsão das suas casas, separação de famílias, o sofrimento e a morte. A humanidade continua com uma grande dívida ao Povo Judeu!  
Todo este terrorismo decorreu só numa noite. Exactamente, a “noite de cristal” como os nazis a identificaram. A noite de 9 de Novembro de 1938.
A atitude nazi desta noite, deixou muito claro, para os que ainda tinham dúvidas, quais eram as verdadeiras intenções de Hitler. Revelar-se-iam na sua plenitude, nos anos seguintes.
A “noite de cristal” também é uma lição de história e, é nessa perspectiva, que deve ser recordada. Em 1938, não houve quem impedisse Hitler de esticar tanto a corda, e em 9 de Novembro, já era tarde demais.
Para comemorar, que os Alemães e todos os Europeus o façam, com festa e alegria e em homenagem ao 9 de Novembro de 1989.
SBF
publicado por voltadoduche às 16:32

09
Nov 09

Como bem sabemos, a queda do Muro, marcou a nossa história contempo-  rânea muito para além de Berlim e da própria Alemanha unificada.
Arrastou a queda de muitos outros muros em forma de “gente” ou de “regime”, que, como pedras de dominó, foram caindo uns atrás dos outros.
A esperança era muita, e, na mente da maior parte dos cidadãos dos países do Leste Europeu, estavam a um simples passo da felicidade infinita, em sociedades que conheciam por “capitalistas”, onde o consumismo sem limites, do essencial, e principalmente, do supérfluo, era razão suficiente, para querem esquecer rapidamente a longa noite do “comunismo”.
O muro caiu, os regimes também, a democracia ocidental implantou-se, e hoje, a maior parte, fazem parte, de pleno direito, da União Europeia. E os Povos? Os cidadãos? A população desses Estados? Tem todos os problemas resolvidos? Claro que não, pois se nem os da Europa ocidental os têm! Ou seja, ainda há muitos “muros” para derrubar. E mesmo daqueles de pedra e cimento também ainda há; No Chipre e na Irlanda.
A grande mais valia é estarmos todos no mesmo barco. O risco de guerra (quase permanente ao longo dos séculos) é agora praticamente inexistente. A excepção que confirma a regra, foi a da ex – Jugoslávia e a região do Cáucaso.
Esta crise universal veio confirmar a vantagem dos Povos Europeus estarem unidos. Se a União não estivesse ainda neste patamar, poderíamos estar a assistir hoje, a uma Europa devastada por outra guerra.
SBF
(Foto: Pedaço original do muro de Berlim que trouxe em Junho de 1990)
publicado por voltadoduche às 18:20

24
Ago 09

Neste dia 23 de Agosto, fez 19 anos que o parlamento da finada RDA (Republica Democrática Alemã) ou Alemanha do Leste, aprovou a sua reincorporação na RFA (Republica Federal Alemã) ou Alemanha Ocidental, iniciando-se assim, duma maneira institucional, a esperada reunificação da Alemanha que se mantinha separada após a segunda guerra mundial e formalizada em 1949.
O maior símbolo da “Guerra Fria” foi o muro de Berlim. Esta cidade, antiga (e novamente desde 2000) capital da Alemanha, embora estivesse na área da RFA, foi dividida como troféu de guerra entre as potências vencedoras da guerra e a parte que coube à URSS, foi transformada em capital da RDA. Em virtude de os habitantes de Berlim Leste constantemente fugirem para a parte Ocidental, a RDA decidiu construir um muro em betão, separando a cidade ao meio, a partir de 1961. É claro que este muro da vergonha separou, não só os edifícios, mas também as famílias e os amigos, como acontece sempre nestes casos, porque este, infelizmente não é o único.
Quando em 1989, o bloco socialista, com a URSS à frente, se desmoronou, o povo de Berlim, decidiu começar a derrubar o muro da vergonha e, quando no Verão do ano seguinte, 1990, se concretizam as negociações para a reunificação, já o muro tinha muitas brechas, embora se mantivesse a fronteira.
Eu, estive em Berlim em Junho de 1990. Passei o muro do ocidente para leste e vice-versa, mas pela fronteira com direito a carimbo no passaporte e, como não podia deixar de ser, trouxe um bocado do muro que mostro na foto acima.
Passados todos estes anos, não é fácil transmitir as sensações da altura. Era como se a felicidade finalmente tivesse descido ao mundo. Só a alegria existia naquela cidade, todos eram bons e tudo ia ser bom para o futuro.
Pelo nosso 25 de Abril e nos dias que se seguiram, também tive as mesmas sensações. As coisas más iam desaparecer e ia passar a haver só coisas boas…
SBF
(Foto: Silvestre Félix)
publicado por voltadoduche às 01:21

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