A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

26
Fev 11

Os povos do Magrebe vão continuar a não dar descanso aos ditadores. A situação na Líbia é explosiva e está à beira de um banho de sangue porque o coronel, filhos e seguidores, escolheram o pior caminho para responderem aos contestatários.

 

Khadafi está a reafirmar-se como um verdadeiro sanguinário. Já se conhecia a sua índole mas, o ocidente readmitiu-o na roda de interlocutores a pretexto da sua suposta postura anti-Bin Laden.

 

A incerteza do que se vai passar nos próximos tempos em toda a região, está a criar uma nova ameaça para a Europa. É previsível que se desenvolva uma ou várias correntes de imigração nos países costeiros do Mediterrâneo com proveniência de todo o Magrebe, com todas as consequências que daí advêm.

 

Os tempos não vão melhorar. A Europa continua a não estar preparada para responder a estas contrariedades. Cada obstáculo que surge, mais se percebe que a Europa unida é uma miragem.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 20:02

17
Fev 11

Os grandes movimentos contestatários e revolucionários que derrubaram os regimes da Tunísia e do Egito, não estão limitados ao Magrebe. Estendem-se por todos os países árabes e também no Irão. Na Líbia e na Argélia, as forças policiais e militares estão a encontrar dificuldades em controlar as manifestações. O mesmo sucede em alguns países do golfo como é o caso do Iémen e do Bahrein. A situação está, da mesma forma, a acontecer fora da grande região árabe. No Irão, e no seguimento das movimentações oposicionistas aquando das últimas presidenciais em 2009, está, novamente ativa nas ruas, uma forte contestação ao atual poder.

 

Mais do que revoltas pontuais a pretexto do generalizado aumento dos bens de primeira necessidade, que é real e dificulta o dia-a-dia de quem já vive com muito pouco, estamos a assistir a um grande movimento revolucionário sem fronteiras, que se levanta contra tudo o que é ditadura e seus protagonistas.

 

Também me parece que a motivação maior é a possibilidade de viverem em democracia como, com mais ou menos clareza, a vêem no mundo ocidental. Acho que, salvo uma ou outra excepção que confirma a regra, daqui para a frente será muito difícil continuarem a vingar regimes autoritários em toda a região árabe e persa.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:36

12
Fev 11

A onda revolucionária que percorre o Magrebe, festeja, desde ontem, a grande vitória que foi o afastamento de Mubarak da presidência do Egito.

 

Os autoritários do mundo não têm dormido descansados nestes últimos dias. O exemplo do povo árabe pode espalhar-se e ameaçar muito ditador que, por todo o lado, tentam perdurar no poleiro por todo o sempre.

 

As imagens que nos chegam do Cairo até arrepiam. A aliança povo-exército funcionou até agora e, todos esperamos, que continue a funcionar para o difícil período que começa agora. O Egito tem todas as condições para continuar a ser um grande país democrático.

 

É muito importante que, independentemente do que venha a acontecer em todos estes países, tudo seja pacífico ou, pelo menos, o mais próximo possível.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:39
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29
Jan 11

 

Os povos do Magrebe, numa onda de contestação multinacional, decidiram, finalmente, que querem arrear do poder, os governos tiranos e corruptos que há décadas se mantêm na mó de cima nos respetivos Países, engordando as suas contas bancárias e as dos amigos e correligionários.

 

Exatamente como aconteceu na Tunísia, o Presidente Mubarak do Egipto, acaba de demitir o Governo e anunciar reformas que, aparentemente, correspondem a exigências da população, em resultado das manifestações realizadas nesta Sexta-Feira em todo o País.

 

Evidentemente que pretende ganhar tempo. Os tempos não estão fáceis para ele que já preparava um filho para lhe suceder. A democracia nestes Países tem muito pouco a ver como a que nós conhecemos no Ocidente e, na verdade, o poder é autoritário e não dá margem de manobra à reivindicação do povo, quando ela surge. Resultado: Repressão até às últimas consequências.

 

Mubarak não anulou as ordens para a polícia reprimir as manifestações mas, curiosamente, como aconteceu na Tunísia e noutros Países vizinhos, o exército têm-se mantido à margem do poder e, pelo que parece, está mesmo ao lado do povo nesta ação contestatária. Ou seja, não pode haver outra Sexta-Feira como esta, sem que Mubarak e família adote o exemplo do Presidente Tunisino e procure o exílio noutras paragens, se é que não o fará já neste fim-de-semana.

 

Estamos perante as razões que o POVO sempre tem!

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Expresso Online)

publicado por voltadoduche às 01:40

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