A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

17
Fev 11

Os grandes movimentos contestatários e revolucionários que derrubaram os regimes da Tunísia e do Egito, não estão limitados ao Magrebe. Estendem-se por todos os países árabes e também no Irão. Na Líbia e na Argélia, as forças policiais e militares estão a encontrar dificuldades em controlar as manifestações. O mesmo sucede em alguns países do golfo como é o caso do Iémen e do Bahrein. A situação está, da mesma forma, a acontecer fora da grande região árabe. No Irão, e no seguimento das movimentações oposicionistas aquando das últimas presidenciais em 2009, está, novamente ativa nas ruas, uma forte contestação ao atual poder.

 

Mais do que revoltas pontuais a pretexto do generalizado aumento dos bens de primeira necessidade, que é real e dificulta o dia-a-dia de quem já vive com muito pouco, estamos a assistir a um grande movimento revolucionário sem fronteiras, que se levanta contra tudo o que é ditadura e seus protagonistas.

 

Também me parece que a motivação maior é a possibilidade de viverem em democracia como, com mais ou menos clareza, a vêem no mundo ocidental. Acho que, salvo uma ou outra excepção que confirma a regra, daqui para a frente será muito difícil continuarem a vingar regimes autoritários em toda a região árabe e persa.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:36

24
Jun 09

 

A Sociedade actual do Irão é uma “sopa” em que os principais condimentos são: A religião, com os maioritários e oficiais Islâmicos Xiitas, os Islâmicos Sunitas, as etnias com os Persas, e os Árabes. Para além de todas as influências sociais e culturais deixadas pelos sucessivos ocupantes, os Persas foram conseguindo manter-se como etnia dominante.
Hoje, esta sociedade está completamente dividida na diagonal, ou seja, a divisão atinge todos os condimentos da “sopa”. As manifestações, seguidas da repressão do poder islâmico, já criaram os seus mártires.
Depois da situação criada depois das eleições, dificilmente o Irão voltará à situação de antes das eleições. A revolução foi há 30 anos e uma grande parte da população activa que nasceu depois, não se identifica com as correntes mais conservadoras.
A baralhar ainda mais o problema, o Irão está rodeado de países instáveis; A oriente o Afeganistão e o Paquistão, a ocidente o Iraque.
Os órgãos do poder não cedem, e estão já a tratar da tomada de posse do novo Presidente da Republica Islâmica do Irão.
SBF
publicado por voltadoduche às 00:22
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16
Jun 09

 

PRISIONEIRA DE TEERÃO
De Marina Nemat
Muito a propósito das recentes eleições presidenciais do Irão e dos acontecimentos que se seguiram.
Este livro, que li há uns dois anos, e como se diz na contra – capa, “lê-se como um romance, mas a vida de Marina Nemat, não parece nada um romance.”
A vida desta jovem, a partir de certo dia de 1982, tornou-se um inferno e transmite bem o que ainda é, este regime. Em nome do Islão, os homens do poder praticam todo o tipo de maldades duma forma completamente discricionária.
Conhecendo a vida da Marina, percebemos melhor porque é que hoje estão muitos milhares de Iranianos na rua, protestando contra o regime de “Ahmadinejad”.
“Marina, que pertencia a uma família católica, tinha apenas dezasseis anos quando foi arrancada à família, presa, torturada e condenada à morte por traição. Tinha criticado o governo no jornal escolar”
Marina Nemat nasceu em Teerão e cresceu durante a revolução iraniana. Hoje vive no Canadá com o marido e os dois filhos.
Se encontrarem este livro, não deixem de o comprar que vai valer a pena.
SBF
(Foto: Capa livro – A Prisioneira de Teerão – Editado e distribuído em Portugal por: QUIDNOVI QN III – Editora e Distribuidora, Lda)
(Transcrições da contra – capa, são as que aparecem a negrito)
publicado por voltadoduche às 00:18

 

A situação no Irão está explosiva. Será que houve mesmo fraude eleitoral? A dimensão do protesto, reclamando a repetição do escrutínio, é para levar a sério.
Independentemente da ortodoxia do apertado aparelho controlado política e militarmente pelos chamados “guardas da revolução”, e passados quase 30 anos sobre o regresso a Teerão do Ayatollah Khomeini, existem algumas brechas que se foram abrindo ao longo do tempo, daí, a sede de mudança.
Desde a antiguidade que a Pérsia se relaciona com o mundo e desde a deposição do Xá, que essa abertura se fechou. Quero querer, que os últimos quatro anos com a presidência ultra conservadora de “Ahmadinejad”, ajudaram a que a nova geração, nascida já no regime islâmico mas com inevitável visão moderna global, se sinta discriminada e isolada a ponto de acreditarem na mudança do regime por via eleitoral.
Os últimos acontecimentos, vêm provar que, mais tarde ou mais cedo, os reformistas iranianos vão vencer e o Irão voltará ao convívio da civilização, donde aliás, nunca devia ter saído.
SBF
publicado por voltadoduche às 00:05
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