A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

30
Jun 12

Completamente desajustados os elogios à ação dos Comandos durante a Guerra Colonial…não havia necessidade.

 

As comemorações dos 50 anos do Regimento de Comandos merecem ocorrer com dignidade, não sendo preciso que Cavaco destaque no “alinhamento”, um dos períodos mais sombrios da nossa história contemporânea.

 

Os Comandos e as Forças Armadas portuguesas, duma forma geral, merecem todas as homenagens dos portugueses que, em união, conquistaram a Liberdade e a Democracia para o nosso País. É neste enquadramento que devemos engradecer a nossa retaguarda patriótica protagonizada pelos nossos Militares e não, recordando feitos coloniais ao serviço duma ditadura com o prazo de validade ultrapassado.

 

A polémica “leitura” histórica que o Presidente, mais uma vez demonstra ter, não contribui para o prestígio do Órgão que representa.

 

Silvestre Félix


16
Mai 12

A primeira reação quando verificamos que a missão das Forças Armadas Portuguesas ao largo da Guiné-Bissau custou 6 milhões de euros, é negativa e alinha-nos na onda de protesto.

 

Lendo duas vezes e refletindo outras tantas, no que me toca, até não será bem assim. Na verdade, a alternativa era bem pior se a coisa desse para o torto como aconteceu há uns 14 anos, a propósito de um outro golpe de Estado no mesmo País.  

 

Numa situação destas o Estado deve garantir a segurança dos nossos compatriotas e foi o que foi feito. A despesa foi brutal, é verdade. As críticas têm alguma audição porque, felizmente, a missão regressou sem ter havido necessidade de intervir. Se, pelo contrário, a missão tivesse resgatado pessoas e bens, a despesa não seria motivo de notícia.

 

«Foi feito o que tinha de ser feito!»


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:02

16
Mar 12

Otelo é uma referência histórica que deve ser respeitada e até valorizada!

 

No entanto, o comportamento verbal do herói de Abril quando lhe metem um microfone à frente e se refere à “atitude” das Forças Armadas nacionais, face à situação atual do País, é altamente reprovável. Lamento profundamente que Otelo tenha parado no tempo e não se aperceba das mudanças que aconteceram em Portugal.

 

Hoje, com a “raspagem” constante na nossa independência e com todas as incertezas quanto ao futuro, a existência dumas Forças Armadas vigilantes e operacionais, podem garantir, no limite, a nossa soberania mas, esta conformidade, não é compatível com o que Otelo, mais uma vez, disse.

     

Silvestre Félix


17
Fev 12

Do “ADN“ da democracia portuguesa fazem parte as suas Forças Armadas. O que não falta por aí é quem queira decantar este elemento (FA) para, 38 anos depois, conseguir finalmente separar o composto «Forças Armadas+Povo» isolando-os, para melhor os controlar.

 

Não gosto, como a larga maioria dos portugueses não gostará, de ver os seus militares manifestarem-se na rua, para “governo ouvir”. Como já todos percebemos, os diligentes governantes têm feito declarações despropositadas e, algumas delas, desrespeitosas para as organizações associativas, levando os militares a reagirem na defesa do seu caráter.

 

Que se assuma, duma vez por todas, o que se quer das nossas Forças Armadas. Abram o jogo e cumpram as regras.

 

Tem o Governo condições e competência para fazer uma verdadeira reforma da Instituição, ou não? Os militares estão cientes que muitas coisas têm de mudar mas querem ser ouvidos e respeitados.

 

A “bola” está do lado da tutela. Que a “jogue” sem encostar os militares demasiado à parede.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:22

09
Fev 12

Todos sabemos que as Forças Armadas Portuguesas, como tantas outras instituições nacionais, precisam que os governantes promovam uma verdadeira e eficaz reforma adequando-as aos novos tempos.

 

O Ministro da Defesa Nacional, antes de acusar subjetivamente as organizações associativas dos militares do que quer que seja, tem de ter em conta que estes cidadãos portugueses são, para além do último reduto da defesa territorial do País, a garantia e salvaguarda da soberania nacional e o grande escudo protetor do Povo português.

 

Antes de se questionarem os Militares pela sua vocação, que se interpelem os políticos pelas ”borradas” que sistematicamente fazem, causando prejuízos irreversíveis ao País e a todos os cidadãos.

 

Preciso de dizer também que não quero por os políticos todos no mesmo saco. Haverá maus e bons como em qualquer setor da nossa sociedade. Temos tido é azar, têm-nos calhado os piores.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:36

14
Ago 11

A propósito das notícias que dão conta do Exército ter incorporado mil jovens para “praças”, alegadamente sem autorização do Governo, que evidentemente eu não acredito tenha acontecido assim, dei comigo a aceitar a minha própria contradição.

 

Na verdade, numa perspetiva de União Europeia, até algum tempo, achava que não se justificava manter as Forças Armadas com este grau de operacionalidade. Eliminado o perigo de invasão militar do nosso território e com a previsível tendência de integração europeia no âmbito da NATO ou fora, o caminho certo seria reformular todo o aparelho militar a uma dimensão residual.

 

O que “ontem” era verdade, hoje é mentira!

 

O ponto em que a União (só já tem o nome) Europeia se encontra é de prelúdio de desagregação. Num dia qualquer destes, acordamos com a União (?) esfrangalhada com, cada um para seu lado. Os egoísmos dos mais poderosos acabaram com o projeto sonhado e implementado pelos sofredores de sucessivas guerras entre vizinhos. Pelo meio, usando ferramentas ao serviço do neoliberal e desenfreado capitalismo, vão pondo os mais fracos de joelhos que, obrigados, lhes servem as soberanias de bandeja.

 

Por isto e por muito mais, as Forças Armadas Portuguesas devem manter-se operacionais, mesmo que num quadro de forte austeridade. Há muita despesa que pode e ser eliminada, os lóbis controlados, as altas patentes engajadas num projeto viável mas, agora mais do que nunca, é imprescindível que as Forças Armadas Portuguesas tenham capacidade para garantirem serem o último reduto da soberania nacional.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:35

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