A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

14
Set 13

A maneira desenvergonhada como alguns membros deste poder promovem sistemáticos atentados ao Estado de Direito é, no mínimo, motivo suficiente para os penalizarmos em futuros atos eleitorais.

 

Ouvindo um dignatário “explicar” como, e porquê, se deve recalcular os valores atribuídos aos pensionistas da Função Pública antes de 2005, como se tivessem sido os recebedores a fazê-lo e não o Estado, desconfiamos estar com deficiências auditivas ou, então, sem que déssemos por isso, viajando pelo espaço.

 

Na deles, concretizando a submissão absoluta a Bruxelas livrando-se das “chatas” instituições que ainda defendem os cidadãos, a Constituição e a Liberdade e para nos porem definitivamente de joelhos, seria, seguindo a sugestão de um(a) antigo(a) líder partidário(a), “fechar” a Democracia mas, neste tempo, não por seis meses mas por seis anos, pelo menos.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:43

26
Jul 13


Juram solenemente e por honra, cumprir…


Havendo uma entidade reguladora das juras e de qualidade da honra que por aí se semeia, muito trabalho de “citação” teria e não chegariam os portadores das respetivas notificações.

 

Sempre estão, os que juram cumprir, prontinhos, para propagandear constantes dúvidas, embalando os desencantos e angústias do sacrificado cidadão português.

 

A toda a hora, o discurso vazio e monocórdico substitui, abusivamente, o trabalho com conteúdo e essencial para o País se encontrar com os merecidos pergaminhos.

 

Os políticos desta praça vão perdendo margem de sobrevivência para além da tempestade.

 

Os que estão fora (estando dentro) preparam-se, sem olhar a meios, para trocarem de posição com os que estão dentro e que, depois, estarão fora e passarão a usar os mesmos argumentos dos primeiros e vice-versa.

 

Não fazem parte deste círculo os outros que nunca conseguiram o poder porque os eleitores não confiaram nas suas propostas. Razões que a consciência dita e que não pode menorizada.

 

Tudo isto, todas as juras, toda a honra, todo o paleio e todo o interesse de grupo se torna mais condenável para quem cada vez tem menos emprego, menos ordenado, menos pensão e mais taxas e mais impostos.

 

E as frotas “topo de gama” continuam…


E O POVO, COMO É QUE FICA?

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:28

24
Jul 13

 

Não deixei de ter gosto pela escrita. Não! Deixei sim de ter vontade de escrever sobre a atualidade política. Ainda agora, com a televisão lá ao fundo sem som sintonizada na SIC notícias transmitindo em direto o plenário da Assembleia da República, tenho uma imagem perfeita do que hoje, para mim, representam a maioria das “peças” partidárias – agitam-se, esbracejam, mexem os lábios como se gritassem, mas não dizem nada. É este o triste espetáculo que estes “grupos” têm dado aos olhos dos portugueses.

 

Ao fim de trinta e nove anos de democracia, é chegado o momento do sistema ser refrescado e de ser dada voz aos que não se revêem no espetro partidário. Propostas de alteração da Lei eleitoral e consequente alteração da composição do conjunto dos deputados da República, têm feito parte de múltiplos programas eleitorais mas nunca foram concretizadas.

 

Os partidos são a base orgânica da democracia mas o eleitor tem de poder votar e eleger o seu deputado e este, por seu lado, ser responsável perante os seus eleitores. Outras organizações cívicas, sociais, de cidadania ou cidadãos individuais, devem ter acesso à disputa eleitoral e respetiva eleição, desde que cumpram determinados pressupostos.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:08

26
Jun 13

 

A afirmação “tudo é e não é”, para além do título do último romance de Manuel Alegre, é uma verdade inquestionável, principalmente quando falamos do “universo” da nossa política partidária. As estrelas maiores dos grupos políticos atuam para plateias cada vez mais indefesas. Fazem-no conscientes que têm de mentir melhor que os papagueadores dos grupos adversários. Do desempenho, depende a vitória ou a derrota nas urnas eleitorais.

 

O grupo que ganha, que mentiu melhor, logo a posse dada começa a fazer o que muito mais interessa ao grupo e à sua clientela deixando rapidamente para trás o prometido (mentido) ao nos palanques da “sofrida” campanha.

 

O grupo que não ganhou a governação, depressa continua ou se readapta aquela cómoda posição de dizer e reivindicar o que nega ou não faz, quando está do outro lado, na mais apetecida cadeira do poder.

 

A formatação destes líderes orgânicos assenta nos mesmos “ensinamentos” (sem princípios), sejam do grupo A, B, ou C sendo que, para atingirem aquele mínimo necessário de “sem vergonhice”, têm de ter muitos anos de treino. 

 

Eles querem que o jogo seja assim – “tudo é e não é“. A vida vai andando, os grupos amanham-se, o amarfanha-se e o País afunda-se.

 

O grande António Aleixo já dizia que algum dia «pode o Povo querer um mundo novo a sério». Quando isso acontecer, não há “formatação” que valha nem descaramento que os safe!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:18

11
Out 12

 

 

Têm ou não, os portugueses, razões de queixa da forma como os atuais partidos políticos vêm (des) governando o País?

 

Claro que sim!


Se dúvidas houvesse, basta consultar os resultados das últimas legislativas em que, entre abstenções, votos brancos e nulos, se contam praticamente metade dos eleitores. Creio que, se fosse hoje e a “jogo” estivessem os mesmos protagonistas, a participação do povo no ato eleitoral seria bem menos do quSilvestre Félixe em 2011.

 

Disse, nestes dias Mário Soares que; «A campanha sistemática antipolítica e antipartidos, a que temos assistido, tem de ser combatida a sério».

 

O Senador da República, ao contrário do que acontece a maior parte das vezes que fala, desta vez não tem razão ou, pelo menos não se expressou corretamente. A verdade é que os partidos têm “posto o corpo a jeito” para que este sentimento antipartidário varra a sociedade portuguesa duma ponta à outra. Há décadas que não têm respeito pelo País. Sistematicamente prometam nas campanhas eleitorais o que, já no poder, fazem exatamente o contrário. Criticam o poder quando estão na oposição relativamente aos mesmos pontos e medidas que defenderam quando estavam na posição inversa.

 

Reconheço que a situação é perigosa para a democracia mas não são o milhão de portugueses que saíram à rua no último dia 15 de Setembro, os culpados. Todas estas pessoas protestaram contra os desmandos da classe política. Estes maus políticos, é que têm de “ser combatidos a sério”. O que «pode prejudicar terrivelmente a democracia, é a austeridade excessiva», como disse ontem Jorge Sampaio.

 

Aos partidos, por serem, do ponto de vista orgânico, a base da democracia, não lhes é permitido tudo, nem podem ter o exclusivo da verdade governativa.  


 

publicado por voltadoduche às 17:04

28
Ago 11

Anna Hazare, que a nós parece nome de mulher, é o mais recente “Herói-Homem” da maior democracia do mundo.

 

Este ativista social indiano, de 74 anos, terminou ontem uma greve de fome que durou 12 dias. Com o seu protesto conquistou a opinião pública do País a favor da aprovação, por parte do Governo, duma Lei anti-corrupção que inclua o cargo de um provedor por cada Estado. Este provedor, não só estará à disposição da população como fiscalizará a aplicação da Lei. O Governo estava contra esta proposta mas, perante a ação de Anna Hazare e o apoio popular que teve, foi obrigado a ceder. Com esse compromisso do Governo, Hazare pôs fim à greve de fome e foi aclamado pela população como Herói.

 

É uma lição de Democracia e muitos se lembraram do grande Mahatma Gandhi, fundador da moderna Índia, que chegou a usar a mesma arma – a greve de fome, perante o poder imperial Britânico.

 

Estamos num tempo em que o povo, munido da razão, tem conseguido “milagres”. É bom que os poderes instituídos tenham em conta esta realidade quando se esquecem da sua nobre missão – governar em nome do povo.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:35

09
Jan 11

Todos os portugueses que festejaram o 25 de Abril, e que acreditaram na verdade dos homens que o tornaram possível, ficaram hoje mais pobres com o desaparecimento terreno de Vitor Alves.

 

Mais pobres, porque esta sensação de perda dos valores interiorizados naquele dia e nos que se seguiram, cresce e acelera quando um dos principais obreiros da revolução morre.

 

Vitor Alves, para além da sua operacionalidade antes e durante o dia 25 de Abril, foi uma força importante de moderação nos tempos que se seguiram, optando com outros, e à medida que se iam medindo as influências partidárias, por uma postura central muito difícil de assumir e materializar naquela época.

 

O Capitão de Abril não estava, de certeza, satisfeito com a situação atual de Portugal.

 

Quando acima digo “perda” é neste sentido: Deficit externo de dois dígitos, deficit orçamental previsto para 2010 de 7,3%, dívidas soberana e nacional excessivas para a debilitada situação económica, as permanentes ameaças à nossa soberania – hoje económicas, não militares – por forças completamente obscuras ao serviço do grande capital universal e que se sobrepõem a todas as instituições democráticas, a regressão de fato, do nível de vida dos portugueses com uma taxa de desemprego nos máximos históricos e, em consequência de tudo isto e dos interesses anti-comunitários da União Europeia, o Governo do PS – porque se fosse doutra cor partidária era o mesmo – é obrigado a fazer um orçamento altamente recessivo com todos os sacrifícios que isso implica.

 

Por outro lado, o Capitão de Abril estava de consciência tranquila porque todo o esforço e luta empreendida naquela época, resultou em muitas coisas boas e essenciais para recuperar o caminho certo da nossa história:

 

A Guerra Colonial acabou, os povos das antigas colónias puderam finalmente ser independentes, a pide foi desmantelada assim como todo a estrutura do Estado da ditadura, foi eleita uma Assembleia Constituinte e elaborada uma Constituição Democrática que, por sua vez, deu lugar a eleições democráticas para o Presidente da Republica, para a Assembleia da República e para as Autarquias, a economia, a pouco e pouco, democratizou-se, deixamos de estar orgulhosamente sós e passamos a fazer parte da família europeia e, à medida que os anos passaram, o sistema democrático foi sendo encarado como o ar que se respira.

 

Duma forma geral, e por muito que nos queixemos, não há comparação possível entre o Portugal de Abril de 1974 e o de hoje. A Evolução foi a pique. É bom não esquecer que, para além de todos os problemas que aí estão, fazemos parte do conjunto reduzido de Países a que chamam ricos!

 

Vitor Alves é merecedor de todas as homenagens.

 

Que descanse em Paz!

Silvestre Félix

 

(Foto: Expresso Online)


14
Dez 10

 

Aproxima-se mais um Conselho da União Europeia onde se vão tomar decisões que estejam de acordo com o desejo da Senhora Angel Merckel!

 

As propostas apresentadas no Ecofin por Jean-Claude Junker, Primeiro-Ministro Luxemburguês e Coordenador do Eurogrupo, à partida aceites pela maioria dos Estados membros do Euro, estão condenadas ao fracasso porque a Alemanha não as quer e, pior do que isso, conseguiu aliar-se à França para vingar melhor a sua afirmação de poder sobre todos os outros vinte e sete. Não perdem oportunidade nenhuma para confirmarem a sua determinação anti-europeísta. Continuam a não ver bem o que lhes pode também acontecer – É que, se a bonança não vier, a tempestade vai arrasar com toda a Europa, mesmo para além da zona Euro, incluindo naturalmente a Alemanha e a França.

 

Enquanto estamos neste limbo, a nossa soberania e democracia onde estão? De descanso, de férias ou em qualquer outra situação, mas, ativas é que não!

 

Hoje, a quase totalidade das grandes decisões que nos dizem respeito não resultam de opções dos nossos órgãos de Estado legitimamente eleitos. São medidas tomadas pelos Conselhos Europeus onde, como vai acontecer na 5ª e 6ª Feira, o que conta é a vontade da Alemanha e seus “satélites”, na Comissão Europeia que faz exactamente o que a Alemanha manda, nos escritórios cinzentos das agências de rating, nos grandes edifícios de vidro onde funcionam as sedes dos bancos alemães e, duma forma geral, nos bankers do grande poder financeiro universal.

 

Soberania e democracia onde estão?

SBF

publicado por voltadoduche às 16:59

02
Nov 10

 

Assistindo ao debate parlamentar de hoje, com o OE de 2011 em cima da mesa, percebe-se bem, que, “qualidade” é uma característica que não abunda naquela “casa da democracia”.

 

Mário Soares, no seu habitual artigo do Diário de Notícias de hoje, aborda a questão do regime. Diz ele: “Alguns analistas que não gostam particularmente do 25 de Abril têm insistido muito – nos órgãos de comunicação social – que o nosso regime está esgotado e em crise.”

 

Tal como Mário Soares, eu também acho que o nosso regime não está esgotado, antes pelo contrário, precisa de algumas reformas que “refresquem” a sociedade e, ao mesmo tempo, que se consolide uma tendência segura de melhoramento das condições de vida dos portugueses. Infelizmente a austeridade não deixa, e não sabemos quantos mais anos teremos que esperar para recuperarmos o que agora estamos a perder.

 

A crise atual é financeira, foi importada e, amplificada em virtude das nossas deficiências estruturais. E, esses problemas que vêm muito de trás – reposição do nosso tecido produtivo, na agricultura, nas pescas, na reparação e construção naval, nos portos e transportes marítimos, na reparação e construção de equipamento circulante e não, de caminho de ferro, a par da investigação e desenvolvimento de todas as componentes de energia renovável, investigação, desenvolvimento e produção de novas tecnologias, etc. – para serem corrigidos, precisam de muita competência e, com os atuais atores (no PS e PSD), não tenho motivos para acreditar que exista essa capacidade.

 

SBF

publicado por voltadoduche às 16:52

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