A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

15
Fev 12

Os espaços noticiosos dos três canais tv generalistas, hoje, à uma da tarde, começaram com diretos à porta do tribunal de Beja a propósito dum crime ocorrido naquela cidade. Os repórteres de serviço lá tentaram dar notícia de “nada”, enchendo chouriços e fazendo entrevistas interessantíssimas aos mirones, as mesmas que já ontem tinham feito, que repetirão ao longo do dia de hoje e que, eventualmente, continuarão a fazer amanhã.

 

Quantos dias mais irão as televisões transmitir, hora a hora, a mesma coisa?


Silvestre Félix 

publicado por voltadoduche às 16:40

30
Dez 11

Em Portugal, cada vez mais, se fala quase exclusivamente de economia e finanças a reboque da infindável crise.

 

As forças vivas deste País deviam unir-se e promover todo o tipo de petições, requerimentos e manifestações no sentido de passar a falar-se de cultura nas suas mais variadas vertentes.

 

As nossas televisões, rádios e jornais, só deviam ter direito a publicidade paga na proporção da divulgação cultural transmitida.

 

Abaixo o monopólio da economia e finanças nos nossos órgãos de comunicação social!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:23

22
Set 11

Há dias, foram chamadas de primeira página de jornais, abriram os principais espaços noticiosos das televisões, destacaram-se nas notícias online, enfim, foram divulgadas e ampliadas até à exaustão, quatro palavras proferidas pelo chairman (patrão) dum dos maiores grupos de distribuição nacionais.

 

«Estamos falidos, resta-nos trabalhar»

 

Estas são as palavras cheias de conteúdo (??) que foram ditas, ouvidas e amplificadas, como se tivessem uma poção milagreira para curar todos os nossos
males.

 

A forma como se diz: – NADA e, mesmo assim, se arrasta um batalhão de jornalistas e repórteres famintos de “qualquer coisa”, é assustador!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:50

16
Ago 11

A privatização da RTP ou, pelo menos, de um canal, foi assumida por esta liderança do PSD desde o seu início e na campanha para as legislativas de 5 de Junho.

 

Ganhas as eleições, o PSD defrontou-se com as habituais contradições e cobranças de clientelas. Com poder no partido, há quem não tenha interesse na existência de mais um canal privado e, aparentemente, este lobby teve força suficiente para fazer “engonhar” o objetivo inicial – a privatização de facto.

 

Então, o ministro da tutela deu a conhecer a intenção da criação dum “grupo de trabalho” para definir o “serviço público”, abrangendo as empresas de comunicação estatais – a RTP, RDP, Lusa e ANP.

 

Apanhando a boleia do PSD em campanha, da necessidade de envolvimento da sociedade civil (independentes dos partidos) nas instituições, a ponto de criar o lamentável episódio do primeiro candidato a Presidente da Assembleia da República, até se percebia que este “grupo de trabalho” fosse composto por pessoas que representassem a abrangência da nossa sociedade.

 

Pois bem, depois de conhecidos os nomes dessa “comissão”, podemos concluir que o Governo optou por entregar a responsabilidade de definir uma conceção tão subjetiva, a cidadãos (pelo menos os mais conhecidos) com muitos méritos para as audiências que os escolhem, mas que, de independentes na verdadeira aceção da palavra, nada têm, antes pelo contrário, e, ainda por cima, alguns têm protagonizado situações polémicas envolvendo setores respeitáveis da sociedade portuguesa.

 

Se a intenção é validar a definição que vier a ser criada só para durar a governação afeta à coligação, tudo bem. Sim, porque com esta composição, conservadora e retrógrada do mais que há, é praticamente certo que o resultado não irá agradar a nenhum partido da oposição nem a largas camadas de outros portugueses progressistas e independentes e, por isso, quando daqui a uns anos estiver em São Bento um Primeiro-Ministro que não seja do PSD nem do CDS, lá voltamos nós à primeira forma, aliás, como vem sendo hábito.

 

A composição dos governos muda mas os métodos mantêm-se!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 17:48

17
Jan 11

 

Respondendo à única pergunta, que os repórteres que acompanham a comitiva governamental ao Qatar e aos Emiratos, sabem fazer – se o governo vem vender dívida? Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, respondeu entre outras coisas:

 

"Acredito que os ministros das Finanças tenham falado sobre isso".

 

Foi isto que disse, não afirma nem confirma nada. Admite que se possa ter falado mas também pode ter acontecido o contrário.

 

Pois bem, as parangonas online e nas tv’s já dizem outra coisa completamente diferente, por exemplo:

 

- Luís Amado desmente Sócrates dizendo que Portugal veio vender dívida,

- Luís Amado diz que Portugal está a tentar vender dívida no Qatar,

- Amado diz que terá sido discutida a venda de títulos aos investidores,

e outras que por aí virão!

 

A nossa comunicação social é um espanto. Todos sabemos que “o segredo é alma do negócio” especialmente neste. Normalmente, no tempo da negociação, os Estados não a publicitam para evitar embaraços nos termos a acordar, devido à volatilização dos pressupostos. A saber-se publicamente, só depois do negócio estar concretizado e, mesmo assim, é preciso assegurar o devido enquadramento no que respeita aos mercados.

 

A propósito da dívida, do FMI, do deficit e outras coisas parecidas, apetece-me dizer que:

 

“Quem fala no barco quer embarcar!” ou “Quanto mais se mexe na m……, mais ela cheira mal!”

 

Silvestre Félix

 

(Foto: Doha, Capital do Qatar - Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 15:59

27
Dez 10

Está na altura da publicação e transmissão de tudo o que é resumos de acontecimentos de 2010 e previsões para 2011.

 

Não tenho nada contra a comunicação social antes pelo contrário, o que contesto é o tipo de jornalismo que, infelizmente, maioritariamente se faz e não é só em Portugal. As excepções, que existem, confirmam a regra.

 

Do que conheço melhor e do que me parece – não basta ser, é preciso parecer – os jornalistas portugueses (salvo as excepções) têm bem gravado no seu disco rígido algumas normas, e delas, destaco as duas mais importantes que servem de base para as restantes opções.

 

Primeira: De imparcialidade, política ou religiosa, fugir como diabo da cruz.

Segunda: O direito do leitor ou telespectador à verdade é uma treta.

 

Os resumos dos acontecimentos de 2010 e as previsões para 2011 vão ter em conta estas normas. A edição das peças escolhidas e a respectiva narração dependerá da tendência política e religiosa “vigente”. O resto do tempero, terá muito mais a ver com a necessidade de vender papel ou conseguir um bom “share” de audiência. Vamos ter resumos e previsões com todas as desgraças possíveis e, algumas, imaginadas. Tudo o que de bom haja, será ignorado na base porque não corresponde ao economicismo dos tempos nas TV’s e nos jornais.

 

A opção (da comunicação social) em colocar a desgraça permanentemente dentro das nossas casas, ignorando, nem que seja só para desenjoar, as notícias boas, tem contribuindo decisivamente para o pessimismo, tristeza, descrença e abatimento dos portugueses.

 

A notícia ruim, a denúncia do que, e de quem está mal, deve ser transmitida mas, de igual modo, deve ser reproduzida a boa notícia, tudo o que nos faça levantar o ego, e o que possa dar o “click” para acender o orgulho de sermos quem somos.

 

Estamos fartos de desgraças!

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:09

17
Dez 10

 

Até Sexta-Feira (mais ou menos) da semana passada, os “passeios” aos super e hiper-mercados, aconteceram normalmente sem nenhum empecilho ao habitual consumismo. Eis se não, quando num daqueles noticiários da noite das nossas “amantíssimas” televisões, surgiu a notícia de que havia falta de açúcar, e, numa onda multiplicadora como bola de neve, o pequeno fato inventado, se tornou num enorme acontecimento verdadeiro.

 

O comum do consumidor, que até aí não tinha dado por nada, tomando como certo o boato inventado, logo tratou de o transformar na mais louca das verdades. Correu a todos os lugares onde fosse possível ter havido descuido de consumo e, para sua satisfação e avareza, tudo açambarcou num abrir e fechar de olhos.

 

A inocente, atenta e rigorosa comunicação social, que, com alto profissionalismo se rege, não ignorou o importante assunto e – mesmo depois dos fazedores de açúcar garantirem que o consumo foi o dobro do ano transato – trabalhando a matéria horas a fio, não mais deixou o interessado espetador sem saber o resultado deste transcendente acontecimento universal.

 

Nesta quadra, não resisto à analogia:

 

«Notícia, é quando e como um homem quiser!»

 

SBF

publicado por voltadoduche às 17:00

19
Jun 09

 

Eu sei que cada jornalista gosta de se afirmar com o seu próprio estilo, aliás, o que acontece na maior parte das profissões.
Porque estou a falar de televisão, também na óptica do espectador, tenho a liberdade de gostar ou não, do estilo deste ou daquele jornalista.
Nas nossas três principais estações de televisão, haverá vários jornalistas de qualidade superior e eu, não posso ter a pretensão, de os referenciar todos. Serei injusto para os outros mas, aprecio especialmente três; O José Alberto Carvalho e a Judite de Sousa da RTP e a Ana Lourenço da SIC. Mesmo estes, cada um tem o seu estilo.
Vem este escrito a propósito, da tranquilidade, da serenidade, da educação, do profissionalismo, que a Ana Lourenço demonstrou ontem na entrevista ao Primeiro - Ministro. A jornalista, dirigiu a entrevista como é seu hábito. Deixou o entrevistado responder às suas perguntas, completar o raciocínio, enfim, o telespectador percebe do que se fala e, em última análise, é isso que se pretende. Espero que muitos colegas da Ana Lourenço tenham conseguido aprender alguma coisa, durante a entrevista de ontem.
Quando o protagonista foi, como é natural, o Engº Sócrates, e todas as horas seguintes, na informação portuguesa, foram gastas a analisar vezes sem conta, todas as palavras que o Primeiro – ministro disse, é mais que justo referir a prestação desta profissional que, quando posso, vejo na SIC Notícias depois das 10 da noite.   
SBF
publicado por voltadoduche às 00:25

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