A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

30
Ago 12

Para quem ainda não deu por isso, Angola, parceiro ativo da CPLP e o segundo maior País da comunidade lusófona, fica em África. E, se ainda assim, admitindo alguma descoordenação geográfica, ou com diploma daqueles do “vou ali licenciar-me e já venho”, não estiverem a ver onde fica África, vão ao Google que logo a descobrem.

 

Há portugueses que falam de Angola, das eleições e da campanha eleitoral, como se estivessem a referir-se a um País europeu, mas dos certinhos, porque, a este respeito e comparando com alguns, Angola é um paraíso.

 

Há outros portugueses que falam de Angola, nestes dias, como se ainda, o que dizem, contasse alguma coisa ou como se os angolanos não tivessem o direito de serem empresários, ricos, pobres, remediados, enfim; cidadãos.

 

Duma vez por todas, deixem de lançar lenha para a fogueira e respeitem os angolanos!


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:14

10
Mar 11

 

Em declarações à Rádio Renascença, Ramos Horta, Presidente de Timor-Leste, declarou que vai propor a constituição de uma aliança entre Países da CPLP, designadamente: Timor-Leste, Angola e Brasil, com o objetivo de comprar dívida pública portuguesa a juros muito mais baixos do que os mercados estão, neste momento a exigir a Portugal.

 

Acrescenta ainda que não é por uma questão de filantropia, é de solidariedade mas também porque se trata de um bom negócio. Neste momento, Timor-Leste, por força da Lei que regula as suas receitas do petróleo, tem de subscrever títulos de tesouro Norte-Americanos na percentagem de 90% a um juro muito inferior, ou seja, Dili está a perder dinheiro. Mais ou menos a mesma coisa estará a acontecer com o Brasil.

 

Timor-Leste e Ramos Horta não se esquecem do apoio que o povo português lhes deu aquando da sua luta pela independência da Indonésia.

 

Não sabemos se tudo isto fica pelas intenções, mas que faz muito bem ao ego da lusofonia, lá isso faz.

 

Alguém ainda acredita que fazemos parte de uma união (União Europeia)? Até podemos fazer, mas a expressão – solidariedade – foi riscada de todos os dicionários europeus!

 

Silvestre Félix

 

(Foto: DN Online)

publicado por voltadoduche às 17:36

04
Fev 11

Com o assalto à prisão de S. Paulo em Luanda, durante a madrugada de 4 de Fevereiro de 1961 – fez nesta Sexta-feira 50 anos – e a consequente libertação de presos políticos ali detidos pelo regime colonial, tem, para todos os efeitos, início, a Guerra Colonial. A ação foi reivindicada pelo MPLA e resulta na morte de alguns polícias e do corpo assaltante.

 

Salazar, ainda mal refeito com o desvio do paquete Santa Maria, perpetrado pelo Capitão Henrique Galvão e com grande impacto em Portugal e no estrangeiro, preferiu continuar a assobiar para o lado e, na onda do “orgulhosamente só”, ignora todos os avisos, ignora a história e a comunidade internacional, decidindo lançar as forças vivas do País numa Guerra fratricida, dada a afinidade irmanada de tantos séculos de convívio com as populações africanas. Guerra injusta para os africanos e para os portugueses mas, para Salazar, a permanência no poder e em ditadura, era mais importante do que os valores progressistas e humanistas.

 

A pressão contra o regime de ditadura e colonial português aumenta, com o Conselho de Segurança das Nações Unidas a aprovar moções contra Portugal e, a 15 de Março do mesmo ano de 1961, um grupo de guerrilheiros da UPA de Holden Roberto, começa a atacar fazendas e postos administrativos no norte de Angola. Definitivamente, instalava-se a Guerra. O regime colonial continuava a não dar mostras de querer negociar com os Movimentos de Libertação. Refira-se que, nesta fase, Portugal mantinha-se como último País europeu com colónias em África. Todos os outros: Inglaterra, França, Alemanha e Bélgica, após o fim da Segunda Guerra Mundial, começaram a negociar as independências das suas colónias e, em 1961, (exceção para a Argélia, com outros contornos e em Guerra com a França, só seria independente em 1962) já eram novos Países ou estavam em vias disso.

 

Salazar, depois de se livrar dos opositores em Portugal, com a PIDE mais ativa do que nunca e a desmantelar o golpe do “reformista” de regime, Botelho Moniz, continua a não perceber a história e, no famoso discurso à Nação em Abril de 1961, no que respeita à Guerra Colonial, só tem uma coisa para dizer: «Para Angola, rapidamente e em força».

 

Resultado instantâneo desta ordem do ditador: Regimentos completos de militares são mobilizados para combater os Movimentos de Libertação em Angola e, nos anos seguintes, na Guiné e Cabo Verde, Moçambique e em Timor. Estava em marcha a maior “negação” da história, de que há memória.

 

4 de Fevereiro de 1961 é marcante para os angolanos, para os PALOP’s e para todo o continente africano, mas também para os portugueses.

 

Foi o início do virar da página colonial. Foi o começo do fim da ditadura em Portugal.

 

Na coluna do crédito, fica a haver um preço muito alto pago por todos os povos que sofreram pelos erros dos nossos governantes.

 

Silvestre Félix


11
Nov 10

 

Angola era, aquando do triunfo da revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal, palco de uma das frentes da Guerra Colonial que o antigo regime português teimava em manter.

 

Um dos principais objetivos dos revolucionários portugueses e que constava mesmo no programa do MFA, era o fim dos combates e iniciar negociações com os Movimentos de Libertação Nacionais para a autodeterminação e independência de cada uma das Colónias.

 

As duas primeiras intenções foram pacificamente atingidas mas, a seguir – dada a circunstância de Angola ter três Movimentos de Libertação ativos nas negociações e na ambição de chegarem ao poder – as coisas não foram fáceis, mas isso é outra história.

 

A data foi marcada e, antes da meia-noite deste dia 11 de Novembro de 1975, a bandeira portuguesa foi arreada, os últimos representantes da soberania portuguesa deixaram Luanda e, subiu ao mastro, a bandeira nacional de Angola.

 

Angola não se livrou da guerra com a independência em 1975. Os angolanos continuaram a ouvir os disparos das metralhadoras e os rebentamentos de minas, com os sacrifícios que isso implica, até 2002, ano em que, com a morte do líder da Unita, o confronto chegou finalmente ao fim.

 

Hoje, Angola é um dos principais Países africanos, com uma taxa de crescimento das mais elevadas, faz parte da “Lusofonia” integrando ativamente a CPLP, é um forte parceiro de Portugal a todos os níveis e, é um dos destinos prediletos dos portugueses para emigrarem.

 

De 1982 a 2002, fui muitas vezes a Angola e passei lá alguns períodos de dois ou três meses. Senti-me sempre em casa e tenho muitas saudades da terra e dos angolanos que tive o gosto de conhecer.

 

SBF

 

(Imagem: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 13:16

23
Dez 09

 

Acabei de assistir ao frente-a-frente no jornal das nove da SIC-Notícias. A moderação foi da Ana Lourenço e os convidados João Soares e Diogo Feio.
Fiquei completamente “de boca aberta” com a primeira intervenção (à escolha do próprio) de João Soares, a propósito da entrada de capital angolano na ZON TV CABO. Referiu uma suposta origem duvidosa do dinheiro investido, associando o poder angolano à questão.
João Soares não esquece o seu amigo Jonas Savimbi. O que seria Angola nas mãos de Savimbi? Provavelmente mais a jeito de João Soares, mas de certeza, muito menos a jeito do povo angolano.
A nossa economia precisa de investimento e principalmente estrangeiro. Se há-de vir de algum lado, que venha de Angola.
NÃO SEJA MAIS PAPISTA QUE O PAPA!
SBF
publicado por voltadoduche às 22:48
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19
Jun 09

 

É com muita satisfação que registo, nesta 5ª Feira, uma visita a este blogue proveniente de Luanda – Angola.
Um grande abraço colectivo para todos os angolanos e portugueses, que vivem nessa magnifica terra.
SBF – Silvestre
18 de Junho de 2009
publicado por voltadoduche às 00:11
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09
Jun 09

 

O ÚLTIMO ANO EM LUANDA
De Tiago Rebelo
Desde há um ou dois anos, que o tema ex-colónias/guerra colonial/retornados, deixou de ser tabu na sociedade portuguesa.
Eu próprio comecei a ter interesse em perceber melhor o lado dos portugueses, que naquela época, tiveram que, em cinco minutos, tomar a decisão das suas vidas, chegar o mais depressa possível ao aeroporto da cidade e não olhar para trás. Naqueles tempos da revolução e do PREC, as coisas por aqui, na chamada metrópole, eram vistas duma forma completamente diferente.
Quando olho para as prateleiras de livros, estou atento às novidades sobre esta temática, e vou comprando moderadamente.
Há pouco tempo li com gosto um romance de Tiago Rebelo, “O Último Ano em Luanda”, que é uma excelente narrativa, sobre três situações distintas, que a família (do romance) viveu em Luanda, embora em tempo seguido.
Primeiro: A vida entusiasmante que se vivia naquela cidade nos primeiros anos da década de setenta.
Segundo: O 25 Abril, fim da guerra e todas as incertezas.
Terceiro: A guerra civil chega à cidade, a decisão de fugir e deixar tudo para trás.
Na capa: 1974/75, os derradeiros meses do império. Milhares de civis em fuga numa cidade mergulhada no caos. O Exército recusa-se a combater. Um casal luta para sobreviver à guerra civil.
Bom livro. Aconselho a leitura.
SBF
publicado por voltadoduche às 00:15

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