A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

19
Out 10

 

Samora Machel morreu ainda novo quando regressava de avião a Maputo. O avião despenhou-se nos Montes Libombos, já muito perto da pista de Mavalane, mas ainda do lado da África do Sul. Nunca houve certezas sobre as causas do desastre. Acidente ou atentado? Há versões para as duas causas.

 

Samora tinha 53 anos e, em circunstâncias normais, ainda estaria muito mais tempo à frente dos destinos de Moçambique.

 

Tive oportunidade de ouvir Samora Machel ao vivo mais de uma vez. Os seus discursos para o povo eram intermináveis. Falava de improviso e, muitas vezes, repetia a mesma ideia, em diferentes dialetos. O gesticular, os movimentos com o corpo, com a cabeça e até alguns passos de dança, saíam igualmente com a naturalidade de quem está com os seus.

 

Ninguém poderá saber o que seria Moçambique hoje, se Samora não tivesse morrido tão cedo. Nem vale a pela especular sobre esta dúvida. É um País com escassos recursos minerais, ao contrário de muitos outros países africanos, e, por isso, muito dependente, do ponto de vista económico e financeiro.

 

Samora Machel, líder revolucionário, está na história de Moçambique como “Pai da Nação”. Foi com ele na liderança da Frelimo, que o País ascendeu à independência em 25 de Junho de 1975.

 

Só pisei terra moçambicana em 1982 e, durante 18 anos, muitas vezes lá voltei. Sempre que cheguei a Maputo, senti que estava outra vez em casa. Tenho por lá muitos amigos e, se tornar a ter a sorte de lá voltar, chegarei novamente a casa!

 

SBF

 

(Foto: Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 20:02

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