A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

31
Jan 12

A saliva que se gasta e o tempo que se perde com discursos tecnicamente bem construído mas de uma inutilidade primária, não justifica aquela cerimónia bafienta que todos os anos, nos últimos dias de Janeiro, se realiza para os canais de notícias transmitirem diretamente.

 

Esta fila de “faladuras” que é a dita cerimónia de “Abertura do ano judicial”, espelha sempre muito bem como está a “justiça” nacional. Cada discursante fala das virtudes do seu Órgão e o Presidente da República repete-se ano após ano como só de obrigação presencial se trate.

 

“Palavras, leva-as o vento” e, como somos Terra de ventania, elas (as palavras) mudam de significado em cada rajada de vento que sopra.

 

Estamos feitos ao bife!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:19
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30
Jan 12

O século XX não correu de feição à Alemanha. Provocou e perdeu duas guerras causando prejuízos e sofrimento à Europa e ao Mundo. Os povos atingidos nunca foram completamente ressarcidos, até porque o “enxovalhamento”, o ataque à dignidade e os mortos provocados não têm preço.

 

Nenhum País europeu e do Mundo quererá que a Alemanha perca outra guerra mesmo que, desta vez, as armas não sejam bélicas.

 

A ameaça chantagista e despudorada que Merkel fez nestes dias à Grécia é, no mínimo, aventureira. Não há grego que não tenha presente os tempos da ocupação alemã há setenta e tal anos, mesmo que tenha nascido depois desses negros tempos. É verdade que não existe nenhum Hitler mas, o comportamento de Angela Merkel e alguns dos seus “companheiros” de governo não inspiram confiança a ninguém, muito menos aos gregos.

 

Esperemos que hoje, os outros europeus travem o ímpeto controleiro da senhora de Berlim.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:59

29
Jan 12

Esta possibilidade que paira, neste ambiente claustrofóbico imposto pelos aparelhos partidários do “arco do poder”, de, atingido o terceiro mandato consecutivo na mesma autarquia, o “inteligente” poder candidatar-se no Concelho ou Freguesia ao lado recomeçando outra “bateria” de três mandatos e, acabando esta, continuar noutra e por aí fora só parando quando muito bem entender, está a inquinar a pouca confiança que ainda possa haver nalguns políticos.

 

É urgente que o PS e o PSD deixem claro as suas intenções porque alguns “figurões” já se perfilam para avançarem direitinhos à Câmara vizinha.

 

Senhores dirigentes mostrem-se e assumam-se, que já se faz tarde!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:24

28
Jan 12

Riscar as comemorações de factos no próprio dia é desautorizar a história que nos identifica como povo e como nação independente a caminho de nove séculos.

 

As mercantilistas razões, não se podem sobrepor ao carácter e dignidade de uma sociedade inteira. O argumento que esta “ultrajante” medida vai contribuir para o aumento da produtividade do País é uma treta e não é mais que outro contrapeso no sentido de nos porem todos de joelhos, “troikados”.

 

O hasteamento da bandeira “verde–rubra” na varanda dos Paços do Concelho em Lisboa aconteceu a 5 de Outubro e não dois ou três dias depois. A ação dos “Conjurados” foi concretizada a 1 de Dezembro e não uns dias depois. Não há outra forma de festejarmos os históricos acontecimentos, que não seja nos próprios dias.

 

Mesmo nos altos cargos da governação faz falta ter vergonha na cara!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:12
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27
Jan 12

Manuel Carvalho da Silva é, sem sombra de dúvida, uma destacada personalidade nacional. Líder da CGTP durante tantos anos, conseguiu equilibrar a navegação do barco muitas vezes em mar revolto. Os Órgãos dirigentes da central sindical são maioritariamente afetos ao Partido Comunista mas, no seu interior, existem diversas sensibilidades diferentes que, ainda assim, se têm mantido à volta de Carvalho da Silva. Com a sua saída as coisas podem complicar-se.

 

Manuel Carvalho da Silva é um homem de diálogo, conhece a sociedade portuguesa como ninguém não só no que se refere ao mundo do trabalho mas em todas as suas vertentes. A sua “marca” de militância comunista reduz-lhe a margem de abrangência suficiente para ganhar, por exemplo, uma corrida à presidência da República que muito boa gente gostaria.

 

O electricista, o sindicalista, o dirigente, o sociólogo e o professor, no que quer que vá ser a sua vida daqui para frente, vai consolidar o seu destaque como grande português que já é!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:29

26
Jan 12

As “GALINHAS poedeiras” são tão dignas na sua condição como qualquer outra ave.

 

Os burocratas de Bruxelas, sempre preocupados (??) com o bem estar dos cidadãos europeus como se tem visto nesta infindável crise, e depois de filtrarem bem todas as medidas tidas como eventualmente importantes, tiraram da “cartola” a obrigatoriedade dos aviários existentes por essa Europa fora, adotarem os alojamentos individuais de “última geração” para estes importantes galináceos.

 

Não dá para entender como no meio desta desesperante situação de crise, a Comissão Europeia se dê ao trabalho de ameaçar países com multas, no caso de não respeitarem a (exigente) diretiva que regula as gaiolas de “galinhas poedeiras”.

  

Esta Europa cheia de contradições ainda nos consegue surpreender, mesmo que o “objeto” seja uma simples galinha.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 21:43
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25
Jan 12

NÃO SOU FUMADOR!

 

Entre os “fundamentalismos” do fumador e do não fumador, está a solução.

 

A comunicação social dá hoje a conhecer mais uma tentativa de “invasão” do espaço individual por parte de um grupo de antitabagistas. Agora, o que está em causa é fumar ou não dentro do carro próprio. Há dias surgiu também propagandeada a possibilidade de numa próxima revisão da Lei, se vir a proibir fumar nos passeios à porta de estabelecimentos e noutras áreas com ventilação instalada de acordo com a atual legislação.

 

Era o que mais faltava que o Estado viesse agora mandar no interior do meu carro, da minha casa ou de qualquer outro espaço só meu e onde só eu estou.

 

Acho que a Lei tal como está é equilibrada e não necessita de ser mais restritiva.

 

Os fumadores hoje, duma forma geral, estão sensibilizados para os direitos dos não fumadores, das crianças ou de outros grupos de cidadãos que, pelas mais variadas razões, devem ser protegidos do tabaco e doutras formas poluentes.

 

A atitude da sociedade face aos fumadores deve ser civilizadora e não repressiva extrema.

 

Silvestre Félix

 

publicado por voltadoduche às 16:31

24
Jan 12

A “Jangada de Pedra” funcionou e hoje, em Lisboa, os governos Ibéricos acertaram posições, para já, face ao próximo Conselho Europeu no sentido de se distanciarem da “tragédia grega”.

 

É muito positivo que assim seja e que, duma vez por todas, a “Península” se imponha com o peso que lhe é devido.

 

Penso que a “Jangada” navegaria melhor com governos de orientação NÃO liberal mas, faltando melhor, já basta assim!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:36

23
Jan 12

 

Acabei de ler, há alguns dias, o último romance desta agradável obra (três em um), 1621 publicado em Maio de 2009. Para trás já tinham ficado 1613 de 2005 e 1617 de 2007.

 

Os amores e as aventuras começam nas rotas marítimas e praças estabelecidas pelos navegadores portugueses durante todo o século XVI no oceano Índico. Desde o rendilhado de ilhas do arquipélago indonésio com fortalezas construídas em Flores, Solor e na nossa bem conhecida Timor, passando pela grande Java, feitoria de Malaca até chegar a G

 

oa na costa do malabar. Até aqui tratam os dois primeiros romances com abordagem objetiva à subordinação espanhola por parte dos portugueses desde o desastre de Alcácer Quibir em 1580. O correr dos acontecimentos romanceados demonstram o declínio lusitano, dando lugar a um protagonismo cada vez mais evidente de Holandeses, Ingleses e Espanhóis.

 

O Último romance, 1621, faz o caminho de regresso à Europa, partindo de Goa por mar e aportando à costa ocidental de Marrocos. Aqui, o autor introduz novos protagonistas e, enriquecendo a estadia dos principais em terras africanas com várias e gostosas aventuras. A passagem para a Europa vem acompanhada de muitas referências cabalísticas dado o envolvimento na trama duma perseguição sem tréguas da odiosa “santa inquisição”.

 

Independentemente do interesse da narrativa romanceada, este trabalho de Pedro Vasconcelos também é muito útil para quem queira saber um pouco mais da história do antigo Império português do Oriente e da desastrada, criminosa, injusta e inoportuna expulsão de Judeus de todas as terras administradas pelos portugueses.

 

Pedro Vasconcelos nasceu em Lisboa em 1961. As edições são da “Oficina do Livro”.

 

Silvestre Félix

 
publicado por voltadoduche às 20:04

22
Jan 12

Seria justo e seríamos mais felizes se nos lembrássemos só das coisas boas da vida. Mas como? A (habitual) injustiça ganharia porque a “taluda” sairia só a quem já tivesse conhecido coisas boas. Os restantes, a quem nunca calhou mais nada a não ser a “fava”, ficariam na mesma, ou seja, infelizes e de bolso vazio.

 

É um problema de justiça e de memória que, por estes dias, tem andado (a memória) mais curta que o normal.

 

De facto, muitos eleitores do atual Presidente da República mostraram-se surpreendidos e alguns até indignados (??) com os valores das pensões e outros rendimentos auferidos pelo Professor quando, há menos de um ano, durante a campanha eleitoral para as presidenciais, esta questão foi completamente escrutinada mas que, ainda assim, a maioria dos boletins de voto mereceram uma cruzinha à frente da foto de Aníbal Cavaco Silva.

 

Uma coisa é a forma atabalhoada como Cavaco tentou “lamentar-se” da eventualidade de não vir a receber os subsídios de férias e Natal do BdP. Outra é, não sendo de maneira nenhuma sua intenção, ter dito ao País que desconhece ou que se está borrifando para a situação de pobreza duma grande parte dos portugueses. Não é a primeira vez que faz afirmações que vão neste sentido e muito provavelmente não será a última. Se é o que pensa ou não, pouco importa, porque, nas funções que desempenha; «não basta ser, é preciso parecer».

 

Por isso, para quê tanto espalhafato?

 

Comem todos à mesma mesa sempre bem farta!

 

Muitos dos que agora clicam no “gosto” de mais uma fotomontagem do “Aníbal pedinte”, não voltam a votar nele porque este é o último mandato.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:24

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