A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

04
Set 11

A propósito seja do que for, um governante com a responsabilidade do ministério que mais tem a ver com a vida dos portugueses, o da saúde, não pode, em circunstância nenhuma, dizer o que disse sobre os transplantes, respondendo a uma pergunta da jornalista Judite de Sousa.

 

Com envolvência nos transplantes, temos dos melhores profissionais e legislação adequada resultando daí uma rara eficiência e alta produtividade a nível mundial. Pois bem, quando procuramos esta excelência nas mais variadas atividades, adquirido como essencial para a nossa recuperação económica, único desígnio nacional na agenda destes poderes, vem um técnico ministro afirmar que, por via dos cortes: “se calhar não podemos fazer tantos transplantes”. O senhor ministro não procurou toda a informação – um doente renal, por exemplo, com um ano de distância, custa muito mais ao SNS viver de hemodiálise do que ser transplantado e a mesma coisa acontece com outros órgãos, embora com distâncias diferentes.

 

Para além de sermos dos melhores do mundo nisto, o que se faz?

 

Deixa-se morrer as pessoas?

 

Para cortar despesas, se calhar, também era melhor fazer menos operações, menos tratamentos, enfim, ter menos doentes… É preciso reduzir despesas na saúde como o é em todo o setor público. Só que, quando se põe em causa, toda a complexa mas eficaz máquina dos transplantes e as vidas que por essa via se salvam, alguma coisa vai mal.

 

A matemática usada para subtrair auto-estradas ,TGV’s, aeroportos, secretários, motoristas, automóveis topo de gama, assessores, papel de fotocópia, canetas, etc., etc.,não pode ser aplicada da mesma maneira ao SNS e, particularmente, a todas as vertentes que tenham a ver com o transplante de órgãos, desde a deteção, extração, conservação, transporte via terrestre ou aérea e, finalmente, o transplante. Para garantir todo este circuito, é necessário um grande número de profissionais motivados e disponíveis, a qualquer hora do dia ou da noite.

 

O senhor ministro tem de começar a fazer as contas noutro caderno…

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:38

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