A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

31
Jan 11

CDS e BE têm razão, quando apontam todas as “armas” disponíveis à nova tributação dos recibos verdes em consequência da aplicação do código contributivo em vigor desde 1 de Janeiro.

 

Todos sabemos como a utilização do recibo verde se generalizou e, principalmente, nas camadas jovens. O tempo em que só se usava nos consultórios médicos e nos escritórios de advogados, já era.

 

Hoje, existe uma “geração-recibo-verde” que não pode ser tratada com o desrespeito que representa o novo documento em vigor.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:36

30
Jan 11

O Presidente do CDS está, à sua hiper-demagógica maneira, a pôr-se em bicos de pés tentando colar-se descaradamente ao PSD e acelerar para corrida ao poder, já. As suas tiradas são tão demagógicas que, só ele consegue causar o efeito que verdadeiramente pretende. Já não é novidade para mim, que pessoas claramente de esquerda comentem, por exemplo:

 

É pá, até o Paulo Portas tem razão, etc., etc.,…

 

Este é o efeito pretendido e não há nenhum político português que o saiba fazer tão bem(??).

 

Ao PSD, neste momento, não lhe interessa esta colagem. A hora não é de avançar, é “de ver para querer”. É preferível equipar e treinar bem as tropas conquistando com eficácia quando houver eleições, do que, na pressa e com a ansiedade a 100%, tropeçar num dos inúmeros obstáculos que pode encontrar pela frente.

 

Ao mesmo tempo que não lhe interessa a onda Paulo Portas. Também não o pode empurrar pela borda fora porque, na hora, pode precisar dele para a constituição de Governo com maioria parlamentar.

 

Enquanto isto, o PS começa um período de campanha eleitoral interna com eleição do líder em Março e congresso em Abril. O resultado deste escrutínio não vai valer muito. À partida, é certo que Sócrates vai ser reeleito. As mudanças só se verificarão se houver eleições antecipadas e, nas urnas, o PS perder para o PSD. Aí, Sócrates sairá de cena e iniciar-se-á um período de transição, a conhecida “travessia do deserto” que, começada, nunca se sabe quando acaba.

 

Por último, tudo o que se possa dizer e projetar no futuro, vai depender dos resultados de execução orçamental nestes três primeiros meses do ano. Ou seja, a verdade de hoje, pode não o ser, no início de Abril.

 

Entretanto, vão-nos empanturrando ao jantar e a qualquer hora do dia, com todo o tipo descartável de opiniões protagonizadas por políticos, politólogos, sociólogos, comentadores, analistas e até pivôs.

 

Como cada um come do que gosta, estou preparado para mudar de canal muita vez!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:20

29
Jan 11

 

Os povos do Magrebe, numa onda de contestação multinacional, decidiram, finalmente, que querem arrear do poder, os governos tiranos e corruptos que há décadas se mantêm na mó de cima nos respetivos Países, engordando as suas contas bancárias e as dos amigos e correligionários.

 

Exatamente como aconteceu na Tunísia, o Presidente Mubarak do Egipto, acaba de demitir o Governo e anunciar reformas que, aparentemente, correspondem a exigências da população, em resultado das manifestações realizadas nesta Sexta-Feira em todo o País.

 

Evidentemente que pretende ganhar tempo. Os tempos não estão fáceis para ele que já preparava um filho para lhe suceder. A democracia nestes Países tem muito pouco a ver como a que nós conhecemos no Ocidente e, na verdade, o poder é autoritário e não dá margem de manobra à reivindicação do povo, quando ela surge. Resultado: Repressão até às últimas consequências.

 

Mubarak não anulou as ordens para a polícia reprimir as manifestações mas, curiosamente, como aconteceu na Tunísia e noutros Países vizinhos, o exército têm-se mantido à margem do poder e, pelo que parece, está mesmo ao lado do povo nesta ação contestatária. Ou seja, não pode haver outra Sexta-Feira como esta, sem que Mubarak e família adote o exemplo do Presidente Tunisino e procure o exílio noutras paragens, se é que não o fará já neste fim-de-semana.

 

Estamos perante as razões que o POVO sempre tem!

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Expresso Online)

publicado por voltadoduche às 01:40

28
Jan 11

Progressistas e Humanistas de todo o mundo respiraram de alívio com o regresso de Nelson Mandela a casa.

 

Todos temiam que o maior vulto da humanidade vivo estivesse a chegar ao fim, mas não, vai continuar connosco para que os tiranos sintam o incómodo de viver no mesmo mundo que Nelson Mandela.

 

Silvestre Félix

 

(Foto: DN Online)

publicado por voltadoduche às 14:54

27
Jan 11

Bom da cabeça não pode estar quem – com todas as atrativas alternativas deste mundo e de falta de publicidade ninguém se queixa, antes pelo contrário – não aceita a oferta nacional, muito perto de casa, de alojamento para seis noites em regime de pensão completa, a preço de saldo em última rebaixa mas de muito boa qualidade, incluindo programa variado com calendário previamente estabelecido de aventuras e desventuras: passeios por corredores infindáveis de luz branca mas daquela mesmo muito branca, workshops sobre o comportamento humano em generosidade e na capacidade de sofrimento, experiências inimitáveis de sonos acompanhados com os sons dos mais originais que há – só possíveis em unidades deste tipo – com sequências de triliões de imagens devidamente compactadas e catalogadas incomparavelmente mais eficazes do que qualquer PS, provas de compostos e complementos alimentares na forma líquida e sólida de eficácia amplamente comprovada, utilização de SPA em regime privativo nos banhos e noutras aplicações com o acompanhamento permanente dos mais qualificados profissionais.

 

 Com a oferta descrita, não perdi tempo e lá fui o mais depressa que pude, faz precisamente hoje, oito dias. Estou de regresso aos meus, à minha casa e, principalmente, à minha cama.

 

Aconteceu sempre, e penso que o mesmo sucede com a maioria das pessoas, que ao longo da vida nas ausências em trabalho, às vezes prolongadas, estabelecia uma espetativa da receção quando a casa voltava. É claro que também tinha que contribuir para isso, por exemplo: A prendinha ou recordação que se trazia deste ou daquele sítio, deste ou daquele aeroporto, e a duração da viagem.

 

Desta vez, também quis fazer da mesma maneira.

 

Na passada Sexta-Feira, lá pelo final do dia, depois de uma viagem de corredor com ida e volta, em que as florescentes do teto tomam maior velocidade que nós e em que fica sempre de fora, entre a partida e a chegada, determinado tempo contado em horas, belisquei-me nalguns sítios, abri bem os olhos, tentei salivar e senti uma das ferramentas da aventura bem enfiada pela goela abaixo. Conforme o manual de instruções, é nessa altura que se confirma o sucesso da primeira aventura.

 

Então, superada esta primeira, outras se seguirão e, na volta a casa, quando a porta se abrir, quem vai estar lá para me receber? A Isabel e a Sofia estiveram comigo todos os dias, Bruno alguns, mas já não mora lá. Já não pode ser igual. Os putos cresceram e não vou chegar sozinho e mesmo que o quisesse não era possível. Os programas, essencialmente físicos, condicionam uma boa percentagem da mobilidade. O único personagem da história que permaneceu sempre em casa e, pelo que me contaram, demonstrou desagrado todos os dias pela minha ausência, foi o Sunny Cat. Esse mesmo! É a ele que vou exigir o cumprimento do protocolo de receção. É inflexível nos seus quereres e agora chegou a sua vez. Assim foi, entrei em casa e, mal deu pela minha presença e sem lhe dizer nada, manifestou logo a sua satisfação com uma miadela adequada à circunstância, e roçadelas infindáveis pelas pernas, entremeadas de mios e lambidelas mas mãos a que correspondi com a mesma emoção. Só não pude aceitar aos pedidos constantes de brincadeira que, prometo, serão devidamente compensados a seu tempo.

 

Aqui estou, enriquecido, não na conta bancária, mas em experiência e saber, com o coração a transbordar de gratidão pela forma como todos os profissionais me acompanharam nesta estalagem de mobiliário branco, cortado, aqui e ali, pelo tom prata da moda.

 

Muito Obrigado

 

Silvestre Félix

27 de Janeiro de 2011

Tags: Hospital Fernando da Fonseca

publicado por voltadoduche às 11:53

20
Jan 11

Afirmar que a opção de voto do próximo Domingo é uma escolha “de vida ou de morte” para a democracia, é completamente demagógico e não encaixa no perfil de Manuel Alegre, digo eu.

 

Da mesma forma, dizer, como o fez Cavaco Silva, que uma eventual segunda volta nestas eleições seria um desastre financeiro para o País, não é só demagógico como também é uma forma de chantagear o povo português.

 

Pode dizer-se, e não se andará longe da verdade, que esta campanha é, pela negativa, igual às outras pelo vazio de conteúdo.

 

Para mim, é muito difícil admitir, que os momentos onde se falou alguma coisa de interesse para os portugueses foram os debates televisivos e, mesmo assim, já lá vai tanto tempo, que no próximo Domingo ninguém se lembra deles.

 

Não é por nada… dizem que não têm nada a esconder, mas há candidatos que fogem de debates e entrevistas, como o diabo da cruz!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 01:14

19
Jan 11

Veio a público que, um inquérito a mais de mil pessoas feito por uma organização chamada “Projecto Farol”, concluiu que 46% dos portugueses considera as atuais condições económicas piores do que há 40 anos, portanto, antes do 25 de Abril.

 

Não quero pôr em causa a competência dos inquiridores mas, uma conclusão destas, é contrária à verdade e a todos os indicadores e estatísticas existentes.

 

Qualquer inquérito desta natureza é despropositado porque o resultado não depende da opinião de ninguém, é uma questão de números, de matemática, é exato!

 

A ligeireza (pelo menos) com que se publicita uma coisa deste tipo é de muito mau gosto e atinge a ignorância no seu limite.

 

Foi sem querer, por incompetência ou de propósito?

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:59
tags:

18
Jan 11

 

A campanha destas presidenciais tem batido no fundo várias vezes.

 

A maioria dos candidatos não contribui para valorizar o cargo. Dispõem-se conforme interessa em cada momento:

 

No primeiro instante, quando o tema é impopular, prontificam-se e logo respondem que a responsabilidade é do Governo ou da Assembleia da República, num outro instante, quando se trata de caçar um voto, prometem tudo e mais alguma coisa, mesmo o que nunca poderão vir a cumprir.

 

Existe um outro aspeto que também não consigo encaixar:

 

Ser candidato Presidente, tem prós e contras. Não é fácil estar sempre a vestir e despir casacos, conforme esteja a exercer uma função ou outra. No entanto, não me parece certo que, quando está Presidente, tenha um discurso sobre determinado tema completamente diferente de quando está candidato. Conclui-se então, que só esta semana, soubemos a opinião de Cavaco Silva, sobre muitos assuntos que estiveram inscritos na sua agenda da cooperação estratégica…

 

Com um bocado mais de paciência, que não tenho, descobriria muitas mais “paletes” de hipocrisia nesta campanha e nestes candidatos!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 18:52

17
Jan 11

 

Respondendo à única pergunta, que os repórteres que acompanham a comitiva governamental ao Qatar e aos Emiratos, sabem fazer – se o governo vem vender dívida? Luís Amado, Ministro dos Negócios Estrangeiros, respondeu entre outras coisas:

 

"Acredito que os ministros das Finanças tenham falado sobre isso".

 

Foi isto que disse, não afirma nem confirma nada. Admite que se possa ter falado mas também pode ter acontecido o contrário.

 

Pois bem, as parangonas online e nas tv’s já dizem outra coisa completamente diferente, por exemplo:

 

- Luís Amado desmente Sócrates dizendo que Portugal veio vender dívida,

- Luís Amado diz que Portugal está a tentar vender dívida no Qatar,

- Amado diz que terá sido discutida a venda de títulos aos investidores,

e outras que por aí virão!

 

A nossa comunicação social é um espanto. Todos sabemos que “o segredo é alma do negócio” especialmente neste. Normalmente, no tempo da negociação, os Estados não a publicitam para evitar embaraços nos termos a acordar, devido à volatilização dos pressupostos. A saber-se publicamente, só depois do negócio estar concretizado e, mesmo assim, é preciso assegurar o devido enquadramento no que respeita aos mercados.

 

A propósito da dívida, do FMI, do deficit e outras coisas parecidas, apetece-me dizer que:

 

“Quem fala no barco quer embarcar!” ou “Quanto mais se mexe na m……, mais ela cheira mal!”

 

Silvestre Félix

 

(Foto: Doha, Capital do Qatar - Wikipédia)

publicado por voltadoduche às 15:59

16
Jan 11

 

Num destes dias, o programa da tarde na RTP1, foi dedicado à Marinha Portuguesa a propósito da recente viagem de circum-navegação do Navio-Escola Sagres.

 

Esta unidade da Marinha Portuguesa, para além de ser uma beleza do ponto de vista estético, é um dos melhores embaixadores de Portugal em qualquer canto do mundo.

 

A viagem à volta do mundo, iniciada a 19 de Janeiro de 2010, terminou com o regresso a Lisboa na véspera de Natal, tendo passado por 27 cidades em 19 Países diferentes.

 

A tripulação da Sagres é de 150 marinheiros, para além dos alunos marinheiros que, por períodos mais curtos, fazem a sua preparação no Navio.

 

É emocionante ouvir os relatos dos contatos com as comunidades de portugueses ou luso-descendentes, especialmente os encontros na península Indo-chinesa.

 

Na Tailândia, antiga Sião, e na Malásia, onde se situa a célebre Malaca tantas vezes palco de relatos da nossa história. Nestes dois Países existem inúmeros vestígios monumentais da presença de Portugueses durante os séculos XVI e XVII. Não é raro encontrar-se nomes próprios e apelidos de origem portuguesa. Outra vertente Lusa que se manteve durante todos estes séculos é a gastronomia. Na Malásia, existe mesmo um dialeto oficial que é falado por luso-descendentes que, cozinham iguarias como se fazia em Portugal no século XVI, cantam fado, dançam o nosso folclore, festejam os êxitos portugueses, nomeadamente os desportivos, decoram as suas casas com a bandeira verde-rubra e sonham poder algum dia visitar Portugal. 

 

O Navio-Escola Sagres é nossa melhor embaixada no mundo, é mais uma razão para nos orgulharmos em sermos portugueses!

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 22:29

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