A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

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Jul 11

Aida Gomes é Angolana de nascimento e, após a Independência, veio com o Pai para Portugal fugindo à severidade da Guerra. Aqui viveu e sentiu o ingrato preconceito dos que cá estavam.

 

“Os Pretos de Pousaflores”, não é a história da autora. Aida Gomes, com a sua experiência no terreno, mostra-nos os regressados de forma diversa da que nos habituamos a ver. “Silvério” que partiu sozinho para Angola ainda mancebo, volta à sua terra natal nos confins das montanhas do centro de Portugal trazendo consigo três filhos. Dos quatro, só ele é branco. Mais tarde juntar-se-á a mulher de uma das filhas. Este é o ponto de partida para uma maravilhosa narrativa.

 

O Pai revive todo o seu passado colonial e até tem uma “linha direta” com o histórico “Silva Porto”. Os filhos, cada um à sua maneira, crescem pelas vidas que vão tendo à mão, nem sempre pelos melhores caminhos. O Justino regressa mesmo às origens, retomando o correr normal da emergência da terra angolana.

 

Os diálogos levam-nos a um mundo do hemisfério sul, temperados com aquele sabor da língua portuguesa quente como a terra.

 

Aida Gomes é uma mulher do mundo. Nasceu perto do Huambo em Angola, vive desde 1985 na Holanda onde estudou e fez mestrado sobre processos históricos e políticos na África Subsariana. Trabalhou e residiu no Cambodja, em Moçambique, no Suriname, em Angola, na Libéria, no Sudão e na Guiné-Bissau. Está ligada à ONU tendo vivido muitas situações de conflito e pós-conflito com todas as consequências que se adivinham. Já adulta procurou as suas raízes em Angola e acompanhou sempre o Pai até à sua morte com visitas frequentes a Portugal desde a Holanda.

 

A edição é das “Publicações Dom Quixote” e a 1ª em Fevereiro de 2011. A gravura é a capa do livro importada do site da editora.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 19:40

Trata-se de uma ficção cujo tema é pertinente. No entanto, fica aquém das expectativas: na estética e na narrativa. A autora quis colocar cada personagem a discorrer as suas vivências, mas não conseguiu, de forma alguma. Melhor fora que o narrador chamasse a si certas considerações e descrições. Na verdade o Silvério usa uma linguagem totalmente desajustada ao tipo de personagem no tempo e no espaço e a descrição da aldeia Pousaflores e do Portugal da época nada tem a ver com o narrado. O ambiente psicológico e a linguagem são disparates - nota-se claramente que o autor ignora o meio, a sociedade e a História da região e do país. Tenho pena de não poder concordar com alguma crítica apologética - não entendo esses críticos - fico tristes pela falta de conhecimento desses críticos, percebendo a razão pela qual surge certa literatura sem categoria em Portugal - afinal os jornalistasitas gostam de coisinhas...
luís urgais a 14 de Agosto de 2011 às 17:31

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