A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

23
Mar 11

 

Hoje peguei num pequeno livro que me chamou a atenção pelo título:

 

“INDIGNAI-VOS!”

 

É, de fato, o sentimento que mais me percorre nestes dias e, tenho a certeza, há grande maioria dos portugueses.

 

Este pequeno livro de menos de 50 páginas está no TOP TEN da FNAC (passe a publicidade) e, acredito que muitos potenciais compradores lhe pegam por impulso como aconteceu comigo. O autor é Stéphane Hessel, de nacionalidade francesa com 93 anos de idade.

 

Foi elemento ativo da Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, preso em campos de concentração nazis de onde se evadiu sempre.

 

Foi um dos redatores da Declaração Universal dos Direitos Humanos e, em resultado da sua longa e participativa vida, é um inconformado.

 

Neste pequeno livro desafia todos os que se sentem subjugados pelos poderosos do mundo, a procurarem os motivos de tanta indignação.

 

«Os motivos podem não parecer muito lineares», diz Hessel, mas, se pensarmos um pouco: Quem comanda? Quem decide? Nem sempre é fácil distinguir, umas das outras, as correntes que nos governam, porque, na realidade elas, as correntes, cumprem as diretrizes dos “invisíveis” mercados, dos grandes grupos financeiros.

 

E, entretanto, o fosso entre os muito pobres e os muito ricos, não pára de crescer, na Europa os estados sociais sonhados e, enfim, criados após 1945, estão a ser postos em causa e os rendimentos de quem trabalha inverteram a tendência de crescimento.

 

Hessel transmite uma pedagogia pacífica, e credita que podemos manifestar a nossa indignação através duma “insurreição pacífica” utilizando todos os meios ao nosso alcance, nomeadamente, os decorrentes das novas tecnologias.

 

A edição é da responsabilidade da “Editora Objectiva” e a primeira é deste mês de Março com tradução de Paula Centeno.

 

Silvestre Félix

 

(Imagem: Capa do livro digitalizada)

publicado por voltadoduche às 18:36

Uma reflexão muito interessante sobre o estado da Europa, as medidas que propõe são radicais, mas na altura muita gente achava a Declaração Universal dos Direitos do Homem um texto bastante radical.
O prefácio de Mário Soares é, na minha opinião, bastante polémico.
Tiago Franco a 5 de Maio de 2011 às 20:13

Muito obrigado Tiago!
Até sempre.
Silvestre Félix

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