A volta das voltas. Chegamos, partimos e lá voltamos sempre!

16
Mai 12

A primeira reação quando verificamos que a missão das Forças Armadas Portuguesas ao largo da Guiné-Bissau custou 6 milhões de euros, é negativa e alinha-nos na onda de protesto.

 

Lendo duas vezes e refletindo outras tantas, no que me toca, até não será bem assim. Na verdade, a alternativa era bem pior se a coisa desse para o torto como aconteceu há uns 14 anos, a propósito de um outro golpe de Estado no mesmo País.  

 

Numa situação destas o Estado deve garantir a segurança dos nossos compatriotas e foi o que foi feito. A despesa foi brutal, é verdade. As críticas têm alguma audição porque, felizmente, a missão regressou sem ter havido necessidade de intervir. Se, pelo contrário, a missão tivesse resgatado pessoas e bens, a despesa não seria motivo de notícia.

 

«Foi feito o que tinha de ser feito!»


Silvestre Félix


15
Mai 12

A promessa de «um novo caminho para a Europa» declarada por Hollande, acorda-nos, por momentos, desta depressão crescente. Por outro lado, no próprio dia em que recebe o poder de Sarkosy, vai jantar a Berlim com Merkel. Não pelo encontro em si que, mais tarde ou mais cedo aconteceria mas, quando ainda nem sequer se “sentou” no Eliseu, vai a correr ao beija-mão germânico?

 

Esperemos que esta inusitada opção se justifique porque senão o «novo caminho para a Europa» é uma cópia do anterior.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:58

10
Mai 12

Esta cimeira ibérica foi completamente sem sal. Austeridade, austeridade e mais austeridade.

 

Por cá, ou seja, no que respeita à política interna, o ninho de espiões das “secretas” portuguesas dominam o interesse da comunicação social. O ninho tinha tantos ovos que alguns vão caindo pelo caminho escancarando alguns segredos que “já eram”.


Outro interessante assunto que vai ocupando os “tempos” de notícias é o pretexto que o Governo deixou para o PS marcar terreno no seu papel de maior partido da oposição. É claro que o PEC ou o DEO, como lhe queiram chamar, devia ter passado pelo Parlamento e, especialmente pelo PS, antes de ser dado como pronto a apresentar em Bruxelas. Até parece que há pouco mais de um ano, não foram os que estão agora no Governo que, com o argumento de não terem sido antes informados do PEC IV, tiraram o tapete a José Sócrates. Não venham dizer que este documento é diferente, que assim…que assado…, projeta os limites de despesa para o futuro e tem horizonte temporal que vai para além da legislatura logo, é legítimo que seja discutido na Assembleia antes de ir para Bruxelas.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 16:24

08
Mai 12

Entre o que se deseja e o que é possível, vai, muitas das vezes, grande distância.

 

A consciência desta realidade decorre da experiência que, pela vida fora, vamos adquirindo. Há, no entanto, exceções que confirmam a regra.

 

Todos sabemos que o valor da palavra dada tem vários patamares de importância. Varia conforme os intervenientes. Na política, por exemplo, os compromissos escritos não valem nada, quanto mais os verbais.

 

O Partido Socialista já afirmou oficialmente, durante o dia de hoje, que a assinatura do memorando é para honrar e que, digo eu,

devemos dar margem à saudável irreverência de Mário Soares.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:14

07
Mai 12

A vitória de François Hollande pode vir a ser só, meia (vitória), se os socialistas não ganharem as legislativas do próximo mês de Junho.

 

Já agora, e para que a esperada mudança na Europa seja efetiva e forte, é importante que Hollande tenha apoio maioritário no Parlamento francês. A avaliar pelas declarações conhecidas de vários dirigentes europeus, incluindo da, até agora, poderosa Angela Merkel, as propostas conhecidas do Presidente francês eleito, vão ter acolhimento no sentido de virem a ser enquadradas numa nova política que privilegie o crescimento e a consequente criação de emprego.

 

No caso português, é bom que o Governo saiba aproveitar os novos ventos que do “Eliseu” virão, para que o nosso País possa definitivamente “casar” a consolidação orçamental com a inevitabilidade do crescimento. É tempo da “ementa” deixar de ser uma lista exclusiva de austeridade e passar a incluir alguns itens com “substância” que aliviem o sofrimento dos portugueses.

  

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:53

04
Mai 12

 

O terramoto de 1 de Novembro de 1755 destruiu parte considerável do País e, principalmente, Lisboa. A cidade capital do Império foi arrasada três vezes por outros tantos elementos diferentes; A terra que tremeu e a deitou ao chão, o mar e o rio que a inundou e, que no “reverso”, até os destroços lhe roubou, e o fogo que o resto ardeu e os moribundos asfixiou.

 

O romance que é histórico, “Quando Lisboa Tremeu” de Domingos Amaral, transporta o leitor para o meio da tragédia que se abateu sobre a cidade e seus habitantes. Tudo foi destruído incluindo a maior parte dos testemunhos históricos de Portugal.

 

O autor “extrai” algumas personagens que se cruzam naqueles dias a seguir ao terramoto e descreve-nos, duma forma clara, o fanatismo religioso protagonizada pelo repelente padre Malagrida e pela odiada inquisição. Por outro lado e em oposição a um poder real detido pela igreja, dá-nos uma versão, nem sempre positiva, do homem Sebastião José de Carvalho e Melo mas que, no seu papel de ministro e líder numa altura tão dramática, fez sobressair as suas qualidades de Estadista e merecedor dos títulos que o Rei lhe ofereceu. Não tenhamos dúvida que o Marquês de Pombal foi o grande obreiro da recuperação, reorganização e reconstrução de Lisboa.


Domingos Freitas do Amaral nasceu em 1967 na cidade de Lisboa, é escritor, jornalista e diretor da revista GQ.

 

Adquiri a edição de bolso da BISLEYA de Março de 2012 muito acessível à carteira.

 

(Gravura: Capa do livro do site da editora)

 

Silvestre Félix

 

 

 

 

 


03
Mai 12

Neste tempo “desonrado”, ainda há quem reclame o não cumprimento das promessas eleitorais. Os que o fazem, “não são de cá, ou não vêm cá há muito tempo”.

 

Neste tempo “ultra”, os escritos dos panfletos de propaganda eleitoral, foram compostos de palavras vãs. Quanto mais atraentes, mais mentirosas (as palavras) se revelam.

 

Neste tempo “destemperado”, eles fazem apostas para ver quem consegue “dar o dito por não dito” com mais frieza e descaramento.

 

Neste tempo “austero” (para os do costume), vergonha é coisa que não consta nos dicionários usados por grande parte dos nossos políticos.

 

Neste tempo “desequilibrado”, fazer um exercício de comparação entre o que eles disseram para conseguirem “roubar” o voto do eleitor distraído, e o que fizeram depois de se sentarem na cadeira do poder, é puro masoquismo.

 

Neste tempo “desregulado”, compromissos e direitos é letra morta na cartilha do poder todo troikado.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:38
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02
Mai 12

O BPN revelou-se um monte de “ossos duros de roer” e, quando assim é, ao cabe-lhe sempre a pior parte. Não porque queira, mas porque lhe impõem e, se preciso for, bem encostado à “parede”.

 

Passados quatro anos da bronca rebentar, cria-se mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito e promovem-se mesas redondas (ou quadradas) onde todos os “inteligentes” ditam frases babadas de sabedoria e não perdem nenhuma oportunidade de dar mais umas patadas nos que tiveram de decidir num contexto adverso e de futuro incerto. Tudo seria mais fácil se, antes do jogo começar, já se conhecesse o resultado final mas, para isso, era necessário aplicar muito exercício de adivinhação.

 

O muito grave, para além do que tiraram e vão continuar a tirar do bolso do , é que o assunto BPN serve para todos os arremessos, incluindo o “branqueamento” da culpa dos principais vígaros e seus comparsas. Dá a sensação que não houve quem praticasse a fraude e, admitindo que sim, os maus da fita são os que não a descobriram antes de ter acontecido.

   

Que se poupem energias e que a justiça corra atrás dos verdadeiros culpados que já deviam estar condenados e bem presos!


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 15:13
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01
Mai 12

O “operariado” deste tempo, pintado de designações pomposas, vende a sua capacidade de trabalho nas grandes superfícies comerciais e nos enormes call center’s.


No tempo da “outra senhora” os operários também eram obrigados a trabalhar no primeiro de maio.


Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 00:50

25
Abr 12

Tantos a reivindicar a “posse” do 25 de Abril…

 

Como se pode querer só para si, qualquer coisa que não é de ninguém e é de todos?

 

E os cravos vermelhos? Tantos… e em lapelas nunca vistos.

 

Silvestre Félix

publicado por voltadoduche às 23:58
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